Eduarda narrando Quando ouvi a porta se abrir, meu coração deu um salto. Eu não esperava ninguém acordado àquela hora… muito menos ele. Levantei o olhar rapidamente, ainda com a colher na mão, e vi o Rafael entrando. Ele caminhava com aquele jeito firme de sempre, mas ao mesmo tempo parecia cansado. A gravata já um pouco solta, o semblante mais relaxado… ainda assim, a presença dele preenchia o ambiente inteiro. E eu ali. Sentada na bancada. Com um pote de sorvete na mão. Senti meu rosto esquentar na mesma hora. — Ainda acordada? — ele perguntou, se aproximando. A voz dele saiu baixa, rouca… e aquilo, por algum motivo, me deixou ainda mais nervosa. — Eu… não consegui dormir — respondi, meio sem jeito, ajeitando a postura. Tentei parecer normal. Como se não tivesse sido pega no flagra,

