Eduarda narrando Depois que chegamos da escola e eu conversei com o Ben, tentando acalmar aquele medo dele… a campainha tocou. Olhei no relógio. Era a professora. Respirei fundo, ajeitei o cabelo e peguei na mãozinha dele. — Vamos? Ele fez uma careta leve, mas não reclamou. Descemos juntos e, assim que abrimos a porta, a professora entrou com aquele sorriso educado de sempre. — Boa tarde, Benjamin! — Boa tarde… — ele respondeu baixinho, se escondendo um pouco atrás de mim. Eu sorri sem graça. — Ele hoje ta meio pra baixo. Fomos conhecer a escola nova. Ela assentiu, compreensiva. — É normal, Eduarda. Cada criança tem o seu tempo. Concordei. E então levei ele até a sala onde ela costuma dar aula pra ele. Ele sentou na mesinha. Ainda quietinho. Mas dessa vez… ele não segurou minha

