Hyle Acordei porque alguém estava martelando minha cabeça. Virei para o lado e o quarto girou como se estivesse em uma montanha-russa desgovernada. — Vai com calma, Hyle. Imagino que você esteja se sentindo como um desastre — disse Drako, com a voz estranhamente calma, como se ele não tivesse um martelo perfurando o próprio crânio. Consegui abrir um olho, depois o outro — o que não foi fácil, porque estavam grudados como se tivessem sido colados com superbonder. — O que está acontecendo? — murmurei, minha língua seca colada no céu da boca. Juro que ouvi ele rir. Se eu tivesse energia, teria socado aquela risada arrogante. Mas me mexer parecia uma sentença de vômito. O que, francamente, era o último item da minha lista de desejos: vomitar em cima de Drako. — Trouxe analgésicos e água

