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SOB AS SUAS REGRAS

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os opostos se atraem
drama
escritório/local de trabalho
inimigos para amantes
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intro-logo
Sinopse

Hyle passa uma noite inesquecível com um estranho inesquecível.

Um tempo depois ela descobre que ele é seu novo chefe.

Entre regras rígidas, olhares proibidos e uma química avassaladora, os dois se veem presos em um jogo perigoso de poder, desejo e segredos.

Quanto tempo eles conseguirão resistir antes que tudo venha abaixo?

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1. Dominador ou dominado
Hyle  É verdade o que dizem: o tempo voa quando estamos nos divertindo. No Missouri, uma semana no meu emprego de assistente administrativa parecia uma eternidade. Mas essa semana em San Diego, visitando minha amiga Kayle, passou num piscar de olhos. Amanhã à tarde eu já estaria no avião de volta para casa. Estava sentada em uma das mesas no salão de baile do hotel, onde a nova família de Kayle organizava uma festa. Pelo que entendi, houve uma tentativa de aquisição da empresa do marido dela, mas eles conseguiram contornar a situação e, agora, os negócios estavam se expandindo pelo mundo. A festa era para celebrar a equipe, parceiros e fornecedores, e como eu estava visitando, fui gentilmente convidada. Lembro que, na infância, eu, Kayle e nossa amiga Tara sonhávamos com príncipes encantados e finais felizes. Quando adultas, sabíamos que a realidade era diferente. Mesmo assim, ver Kayle dançando com Rhett, bonito, rico e apaixonado por ela, me fazia pensar que ela tinha, sim, encontrado o dela. Ela o conheceu num cruzeiro, anos atrás, mas nunca trocaram nomes. Quando voltou grávida, parecia que tudo tinha dado errado. Mas ela enfrentou tudo com força e coragem, criou o filho, se mudou para a Califórnia, e, por um golpe do destino, reencontrou Rhett. Hoje, estavam casados, esperando outro filho, e vivendo um verdadeiro conto de fadas. Enquanto refletia sobre isso, fui surpreendida por um homem sentado ao meu lado. Bonito, charmoso, com um sorriso provocador e olhos glaciais. Começamos a conversar, ele me provocou, disse que eu poderia convidá-lo para dançar. Respondi no mesmo tom, mas sem esconder minha desconfiança. Homens bonitos assim, cercados de mulheres deslumbrantes, não costumam escolher alguém como eu. Não sou feia, mas também não sou modelo de revista. Já lutei com o espelho, mas hoje me aceito como sou. Mesmo assim, ele insistiu. Disse que não ligava para espaço entre as coxas nem para padrões. Que não estava procurando esposa, e que éramos a combinação perfeita para uma dança. E por que não? Eu voltaria para casa no dia seguinte. Que m*l haveria em me deixar levar por uma dança com um desconhecido bonito, divertido e encantador? Quando a banda começou a tocar Sinatra, aceitei sua mão. Ele me puxou com confiança, como se soubesse exatamente o que estava fazendo. E, sussurrando ao meu ouvido, perguntou com um sorriso: — Agora me diga… o que é exatamente esse tal espaço entre as coxas? Revirei os olhos, quebrando o feitiço que ele parecia estar começando a lançar sobre mim. — É de conhecimento geral que os homens preferem mulheres magras, com corpos de modelo. — Cruzei os braços, sem esconder o ceticismo. — Houve algum tipo de pesquisa oficial pra afirmar isso, ou você só está repetindo o que dizem por aí? — Ele me lançou aquele olhar divertido, mas eu me afastei o suficiente para encará-lo com firmeza. Não me importava com flertes, mas não estava disposta a ser o alvo de uma piada de mau gosto. Ainda esperava que ele fizesse um sinal para um grupo de amigos escondidos e todos caíssem na gargalhada. “Olhem só a garota do Centro-Oeste achando que um cara rico da Califórnia estaria interessado nela”. — As revistas de moda e todas as outras mídias são uma prova disso — respondi. — Bem, eu teria que discordar — ele rebateu com convicção. — Homens são condicionados a se atrair por curvas. A gente quer sentir que pode agarrar uma mulher de verdade quando... A mão dele desceu até minha b***a, e seus dedos pressionaram a curva com um toque que estava longe de ser acidental. Não sei dizer se foi o gesto ousado ou a maneira como ele, de repente, começou a falar abertamente sobre sexo que me deixou sem fôlego. — Queremos poder enterrar o rosto entre os s***s de uma mulher — continuou, enquanto sua mão subia pelas minhas costas e o polegar roçava, com a mesma naturalidade perigosa, a curva lateral do meu seio. Fiquei chocada com a audácia, mas não o suficiente para empurrá-lo. Na verdade, foi o oposto. Todos os meus sentidos se acenderam como uma árvore de Natal. Meus m*****s endureceram, sensíveis sob o vestido, e eu não tinha dúvidas de que ele percebeu. Mesmo assim, me recusei a ser só mais uma vítima do charme de um homem bonito. — Então você está dizendo que se sente mais atraído pelo meu corpo do que, por exemplo, por aquela mulher ali? — Inclinei levemente a cabeça na direção de uma loira alta e escultural que dançava a poucos metros. Ela era linda, o tipo de mulher que parecia saída direto de um editorial de moda. Cabelos longos, olhos azuis, curvas perfeitas. Ele acompanhou meu olhar e balançou a cabeça com rapidez. — Definitivamente não me sinto atraído por ela — disse com uma expressão que me fez pensar que talvez a conhecesse. Antes que eu pudesse perguntar, ele me puxou pela cintura, a mão firme logo acima da minha b***a. Fiquei tão próxima que senti sua ereção roçar minha barriga. — Agora acredita que estou atraído por você? — murmurou, com um sorriso provocador. Aquilo era algo totalmente fora do que eu estava acostumada no Missouri. Homens de lá até sabiam ser diretos, mas esse nível de ousadia... essa sensação de ser desejada daquela forma? Não, isso era novidade. — Você faz isso com frequência? — perguntei, curiosa. Já tinha ouvido histórias sobre os homens da Califórnia, mas sempre achei exagero. Ele soltou uma risada quente. — Se você está perguntando se eu sou virgem... não, definitivamente não. — Não era bem isso — rebati, mordendo um sorriso. — Quero dizer, costuma ir a festas e, em menos de dez minutos, já estar com uma ereção dançando com uma mulher que m*l conhece? — Honestamente? — Ele arqueou uma sobrancelha. — Eu só queria te convidar pra dançar. Mas aí você começou a falar sobre coxas... e, sendo um homem, pensando em coxas, depois dançando com você... tem coisas sobre as quais eu não tenho controle. Meu p*u é uma delas. Deu um passo para trás, abrindo um espaço mínimo entre nós, mas seguimos dançando como se nada tivesse acontecido. — Talvez possamos conversar sobre outra coisa — sugeriu, com um tom divertido. — Ele odeia quando eu o ignoro. — Quem odeia? — perguntei, desconfiada, olhando ao redor. — Meu p*u. Ele fica bem irritado quando finjo que ele não está lá. Agora... por que você não me diz de onde é? — Do Centro-Oeste. Estou visitando uma amiga. E você? — Sou daqui. Está curtindo a visita? Ele conduziu a dança em um ritmo mais suave, e com o pequeno espaço entre nós, quase dava para fingir que aquele momento de tensão s****l intensa não havia acontecido. — Bastante. Pena que vou embora em breve — respondi, e o encarei. — Está funcionando? Ele ergueu uma sobrancelha. — Você está perguntando se meu p*u ainda está duro? O encarei com a mesma incredulidade com que ele me olhou. — Falar sobre estatísticas é uma forma mais segura, mas infinitamente mais entediante. Dançamos por mais algumas músicas, e eu precisava admitir: ele não era só bom de papo. Era bom de dança também. E havia algo no jeito como conversávamos — como se fôssemos velhos amigos ou amantes reencontrados — que era desconcertante e, ao mesmo tempo, delicioso. Depois de algum tempo, ele sugeriu irmos até o bar. Eu esperava que fosse ali o momento em que ele me trocaria por uma loira estonteante que soubesse jogar o jogo. Mas não. Nós conversamos mais. Sobre mil assuntos — nada profundamente íntimo, mas o suficiente pra me fazer querer mais. Ele sabia meu nome, Hyle, e me disse que o dele era Drako. Também mencionou que trabalhava na empresa do pai, mas não entrou em detalhes. Bebemos e dançamos. E, em algum momento, era como se o resto da festa desaparecesse. Quando ele perguntou se eu queria um pouco de ar fresco, concordei. Sabia exatamente o que aquilo significava. Talvez não literalmente, mas em intenção. Eu não era o tipo de mulher que se jogava em encontros casuais... Mas fui mesmo assim. Saímos do salão em direção a um terraço ao ar livre. — Incrível como está quente, considerando que já é praticamente inverno — comentei, olhando o céu limpo. — Uma das vantagens de viver no sul da Califórnia — respondeu ele, ficando ao meu lado, as mãos nos bolsos. Fiquei me perguntando como ele agiria a seguir. Será que me beijaria de surpresa? Ou se aproximaria casualmente, como quem não quer nada, e me puxaria para um abraço? Talvez eu estivesse imaginando demais. Talvez a culpa fosse daquela última taça de champanhe. — E é incrivelmente caro. Não sei como as pessoas conseguem viver aqui — comentei. Ele deu de ombros, como se o mundo fosse simples. — Nunca conheci outra realidade. Uma brisa leve soprou, bagunçando meu cabelo. Ele estendeu a mão com naturalidade e afastou uma mecha do meu rosto, colocando-a atrás da minha orelha. — Você costuma se deixar levar por completos estranhos? — perguntou, os olhos cravados nos meus. Balancei a cabeça, um sorriso nos lábios. — Primeira vez. — E por que está deixando agora? — Eu poderia perguntar o mesmo. Por que me escolheu? Ele me observou por um momento, os olhos semicerrados, estudando-me. — O homem em mim se sente atraído pela mulher em você. Mas, depois de um tempo com você, a pessoa em mim também gosta da sua companhia. Sorri. — Acho que essa também seria a minha resposta. Ele abriu um sorriso convencido. — Então, a mulher em você se sente atraída pelo homem em mim? Revirei os olhos. — Como se você não soubesse disso. Não consigo imaginar uma mulher viva que não se sinta atraída por você. — Eu não tinha tanta certeza. Não costumo precisar me esforçar tanto. Ri. — Se isso é esforço pra você, imagino que a maioria das mulheres se jogue no chão assim que você entra numa sala. Provavelmente você anda por aí e escolhe quem quiser. O olhar dele escureceu com meu comentário. Era desejo. Puro e denso. — Gosto de estar no controle — disse ele, a voz mais grave. Arqueei a sobrancelha. — Um daqueles homens que curtem dominar? Que querem ser chamados de papai? Mestre? Ele fez uma careta. — Papai não. Mestre também não. Mas dominar? Estar no controle? Sim. Com certeza. Na cama... e fora dela. Um arrepio percorreu minha espinha. Havia algo de intensamente erótico naquilo. Mas eu também não sabia se gostava da ideia de me sentir excitada com um homem apenas por ele dizer que gostava de dominar. Eu nunca fui de joguinhos sexuais. Nunca entendi o apelo de ser “castigada”. — Ainda assim, não gosto muito da palavra “submissa”. Soa... fraca. Mas gosto de uma mulher que saiba entregar o controle. Que me permita conduzi-la até o prazer. Zombei. — Assumir o controle do prazer dela? Ah, por favor. Isso tudo tem mais a ver com inflar o ego masculino. O canto da boca dele se levantou num meio sorriso divertido. — Então, me diz uma coisa: quando você está dando prazer a um homem... sei lá, chupando o p*u dele... você não sente nenhum prazer nisso além do ato de dar? Tentei afastar a imagem da minha cabeça — eu ajoelhada diante dele. Maldito. — A questão é: se eu estou ajoelhada chupando o p*u dele... quem está no controle? Ele ou eu? Ele riu, um riso baixo, deliciosamente provocador. — Não sei. Mas morreria pra descobrir. — Você está dizendo que quer me dominar... ou quer que eu te domine? A mão dele finalmente me tocou — firme, decidida — contornando minha cintura e apertando minha b***a com segurança e desejo. — Talvez devêssemos alugar um quarto e descobrir juntos. Se estivéssemos no Missouri, esse seria o momento em que eu lhe daria boa noite e iria embora. Mas não estávamos no Missouri. Estávamos na Califórnia. Férias. Um novo mundo. E que melhor forma de encerrar essa experiência do que me entregar ao prazer com um estranho sexy cujo olhar me prometia exatamente isso?

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