Drako Nunca me considerei um babaca misógino, mas quanto mais tempo passava com Hyle, mais percebia que talvez eu fosse exatamente isso. Minha necessidade por ela era avassaladora — consumia tudo — e ao mesmo tempo, completamente errada. A forma lamentável como eu estava lidando com esses sentimentos conflitantes acabou machucando-a. Passei a primeira parte da noite depois de sair da casa dela remoendo a ideia de que, em algum momento, ela teve um homem que a dominava, que a fazia se sentir pequena… talvez até com medo. Demorei para perceber — talvez porque sou obtuso mesmo — que ela me associava àquele tipo de homem. Meu ego rejeitou a ideia de imediato. Mas quando voltei mentalmente a todas as nossas interações, desde o dia em que ela entrou no meu escritório, ficou claro. Eu tinha a

