Sook on
Meus olhos se abrem e nos primeiros segundos minha visão se mantém turva, mas depois que consegui passear os olhos pelo local. As paredes brancas e o cheiro agradável me faziam pensar que eu estava em um hospital. Ao tentar me mover percebeo que meu braço está ligado a uma agulha e que meu corpo está levemente dolorido.
— Filha! Filha você está bem? - Minha mãe vem até mim cheia de expectativa.
— Sim... O que houve?
— Você foi atropelada e está em um hospital agora. - Meu pai fala atrás da minha mãe.
— Meu neném, eu tive tanto medo. - Chora. - Nunca mais faça isso comigo! - Esconde o rosto no peito do meu pai.
Auqela cena era rfeconfortante, meus pais ali juntos se dando apoio.
— Sinto muito mamãe. Ficarei mais atenta.
— Acho melhor eu chamar o médico. - Ela funga e sai do quarto.
Eu encaro o meu pai que me olha aliviado. Eu estava com saudades, não tivemos muitos momentos juntos ultimamente.
— Oi papai. - Sorio levemente.
— Minha princesa. - Acaricia minha cabeça. - Você me deu um susto e tanto, eihn? - Sorri.
— Sinto muito, mas eu estou bem.
— O médico ainda não te examinou.
Mordo o lábio inferior me perguntando se eu deveria ou não falar sobre isso, mas estava muito curiosa.
— Você e a mamãe...
— Não vamos pensar nisso agora filha.
Minha mãe volta com um médico. Ele me examina e disse que eu poderia voltar para casa amanhã se não apresentasse nenhum problema.
— A Sun tá ai. - Minha mãe fala.
Aquilo me surpreendeu. Eu não imaginava que a Sun fosse querer voltar a olhar na minha cara um dia e também não imaginei que ela estaria fora de casa a uma hora daquelas, já era noite.
— Sério?
— Sim e ela quer vê-la.
— Deixe ela entrar.
— Tem um garoto também.
Meu coração bateu descompassado em espectativa, até meu estomago revira de emoção.
— Quem?
— Jimin, acho que é esse o nome dele.
Pff aquele i****a, por que ele se importaria?
Confesso que fiquei um pouco decepcionada, mas agradecida por ele estar ali por mim uma hora daquelas.
— Ele quer falar com você também. - Ela completa.
— Tudo bem. - Sorrio
Meus pais saem e Jimin entra pouco depois.
— Você acordou. - Sorri lindamente.
— É. - Sorrio de volta.
— Eu estava preocupado. Como você está se sentindo?
— Só um pouco dolorida.
Ele se aproxima e pega minha mão.
— Quando fiquei sabendo do acontecido eu fiquei morrendo de medo de algo sério ter acontecido com você ou até mesmo de eu não poder mais te ver de novo. - Seu rosto parecia angustiado.
— Estou bem agora, pronta pra outra. - Brinco.
— Vira essa boca pra lá.
— Você achou que ia se livrar da promessa de cantar pra mim sempre? Se eu sobrevivi foi pra te ouvir cantar.
— Com licença, mas ela ainda tem mais uma visita. - Uma enfermeira fala.
— Já estou indo. - Fala para ela. - Te vejo depois princesa. - Beija minha testa e sai.
Logo depois Sun entra no quarto.
— Oi...
— Oi. - Respondo.
Era estranho aquele clima de constrangimento quando nós sempre fomos tão próximas.
— Eu fiquei tão preocupada! O que você estava pensando? Custava prestar atenção no transito? Se vocÊ tivesse morrido, eu te matava! - Embora seu tom estivesse um tanto irritado eu podia ver que ela estava aliviada e feliz pelo pior não ter acontecido.
— Eu sinto muito. Serei mais cuidadosa.
— Não faça mais isso comigo! - Ela começa a chorar forte.
— Obrigado por estar aqui, significa muito para mim. Eu sinto muito pelo que fiz, eu não devia...
— Você estava certa. Denuncia-lo era a coisa certa a fazer e nós já deveríamos tê-lo feito a muito tempo.
— Então você...
— Eu não quero mais ficar longe da minha melhor amiga.
— Sun... Seu aperto está doendo.
— Ah, desculpa. - Sorri me soltando.
— E... O Taehyung? - Eu não pude evitar de perguntar.
— Ele esteve aqui por todo o tempo que você esteve desacordada, estaria aqui agora se sua mãe não o tivesse expulsado.
— Quanto tempo eu estive desacordada?
— Dois dias. Ele ficou com você o tempo todo e só ia para casa com muita insistencia da sua mãe. - Sorri.
Essa noticia me deixou estranhamente feliz. No fim, Kim Taehyung era mesmo um filho da p**a prestativo.