capítulo vinte e seis part 2

2172 Palavras
_ Seria melhor a gente... - Não deu para terminar por causa que a porta do Salão foi aberta brutalmente por Centauros e eles cavalgaram até ficar de frente para nós. _ Eu ia pedir que andássemos civilizadamente para fora, mas acho que a ideia do Waney é melhor. - Digo saindo correndo e o restante me seguiu para fora do Grande Salão. _ Eu não quero morrer! - Draco gritou ao meu lado, correndo igual um louco. _ Você acha que a gente quer? - Gritou Eldon. Avisto a gata do Filch e logo atrás dela estava Filch em frente da porta central. _ Filch, abre a porta! - Todos gritaram em uníssono. _ Agora! O homem não fez nada, apenas olhou para nós com um sorriso estranho e bizarro. Paramos de correr para saber o motivo dele estar sorrindo. _ Vocês estão correndo e gritando pelo corredor. - Pegou a sua gata do chão. _ Vou gostar de tirar férias com a Madame Norra. _ Ok, você pode tirar férias de um ano, mas abre a maldita porta e nos deixe sair, tem Centauros vindo atrás de nós. - Gritou Gemma quase surtando. Olhamos para trás e não vimos ninguém atrás de nós, apenas escutamos os cascos batendo no chão. Leesa perdeu a paciência e retirou sua varinha, apontando para a porta. _ Alohomora! - O feitiço voltou para Leesa a fazendo cair nos braços de Derrick. _ Obrigada. Filch riu e retirou o molho de chave do seu bolso e foi até a porta se arrastando, perco a minha paciência e retiro o molho de chaves de sua mão, começando a tentar todas as chaves e quando uma gira na fechadura, queria pular de felicidade. Abro um pouco a grande porta e vejo que tinha um pé gigante ali, olho para cima e vejo que tinha um gigante de talvez uns cinco metros de altura. _ Aí em cima está frio? - Digo nervosa. _ Foi um prazer lhe conhecer, até algum dia. - Espero que nunca, digo em pensamento. _ Com licença, foi bom o nosso pequeno papo. Quando estou nervosa começo a falar coisas estranhas que nunca falaria se estivesse calma. Fecho a porta devagar e a tranco devolvendo o molho de chaves para Filch que estava assustado. _ Não tem como a gente sair, então para onde vamos? _ Vamos morrer! - Gritou alguém no fundo. _ Sala Precisa! - Gritou alguns. _ Vamos para o sétimo andar. _ Até lá, já virei espetinho. - Zombou Vaisey e o olhei. _ Que foi? Sou gostoso sabe, quer provar? - Ofereceu o braço. _ Deve ser muito doce. - Digo rindo e vejo Derrick indo na direção do Vaisey. _ Mas isso que me faz ser mais gostoso. - Disse antes de Derrick pegá-lo pela gola da camisa e arrastá-lo para longe de mim. _ Esse dia está muito louco para o meu gosto e eu só queria minha banheira. - Digo me afastando dos outros e fico ao lado de Tom. _ É Halloween. - Disse sério. _ Sim, mas mesmo sendo Halloween, não deveria ser tão doido esse dia. _ Você não entendeu. - Disse me puxando para uma janela que me mostrava um céu sem estrelas. _ 31 de outubro de 1981. - Apontou para o céu me mostrando a caveira que saia uma cobra de sua boca. _ Você quer dizer que os Centauros e talvez, até mesmo o Trasgo de aparecer no castelo foi culpa sua? - Digo indignada. _ A marca no céu pode ser minha, mas os seres mágicos que estão aqui não. Estou com você desde o seu aniversário e não daria para fazer o feitiço sem você perceber. _ Entendo, então deve ser um de seus seguidores? Você pode confirmar isso? _ Quando chegarmos na Sala Precisa posso tentar confirmar. _ Ok. - Digo o puxando para o tumulto novamente. Corríamos tentando chegar na grande escadaria, mas quando viramos a esquina vimos todos os professores e o diretor conversando como se não tivesse um Trasgo nas masmorras. _ O que fazem aqui? - Perguntou Minerva para os alunos. _ Já deviam estar na cama. _ Como se fosse possível fazer isso. - Disse Cristal. _ Você esqueceu que tem um Trasgo nas masmorras? Nossos salões ficam nas masmorras ou quase ficam. - Olhou para os Lufanos. _ Acalmem-se, crianças, o Trasgo foi detido por Harry Potter e tudo voltou ao normal. - Disse Dumbledore. _ Como se fosse normal uma criança derrotar um Trasgo. - Disse Chistalya. _ Centauros entraram na escola e no portão principal tem um gigante. _ Gigante? - Perguntou Hagrid espantado. _ Centauros? - Perguntou o professor Snape. _ Como eles conseguiram entrar? Não foi preciso Dumbledore responder essa pergunta, pelo simples motivo que os Centauros estavam bem atrás deles e como amamos nossas vidas, distanciamos dos professores. _ Eu posso responder se você quiser saber. - Disse o Centauro da frente, ele tinha uma trança em seu cabelo. Os professores se viraram e tomaram um susto. _ No dia 25 de setembro algo aconteceu na floresta n***a e até mesmo no Lago n***o. _ O que aconteceu? - Pergunto sem querer. _ A Lula e os Sereianos desapareceram por semanas e uma névoa preta começou a rondar ao redor da floresta e aquilo começou a matar os seres vivos que habitam nela. Mas hoje foi diferente. - Apontou para janela e todos olharam. _ A marca dele está no céu e aquilo fez a névoa ir embora e os Sereianos e a Lula voltarem para seus lugares. _ Viemos aqui para entender o motivo disso tudo, mas acabamos assustando as crianças. - Falou um com cabelo cinza. _ Como conseguiram passar pela barreira? - Perguntou Dumbledore estranhando tudo aquilo. _ Não tem nenhuma barreira em volta da escola. Aquilo não só preocupou os professores e os Centauros, mas a nós também, o que realmente estava acontecendo em Hogwarts? _ Monitores, como o caso do Trasgo já foi resolvido, leve os alunos de suas casas para os dormitórios e Filch, vá com Hagrid para ver o tal Gigante. - Disse Minerva rígida e decidida. _ Vamos, Sonserinos. - Disse Gemma andando na frente de todos. Descíamos a escada que levava as masmorras e conversávamos com os Lufanos, já que eles tinham que passar pelas masmorras para chegar no Salão Comunal. Quando chegamos no nosso salão ninguém se despediu, apenas subiram a escada e foram para seus quartos, principalmente Draco que estava morto de cansaço. _ Você vai. - Sou interrompida por Tom que estava ao meu lado. _ Hoje foi um dia cansativo e quero que você descanse, vou resolver a questão da marca. - Beijou meus lábios e abriu a porta de seu quarto. _ Até amanhã, Ccachinhos. _ Até. - Digo estranhando o comportamento dele, mas acabo percebendo que o comportamento que estou acostumada era apenas um personagem. Eu era apaixonada por Tom ou Pelo Thomas? Entro no meu quarto, fechando a porta e a trancando, fico escorada nela e deslizo até o chão. Bato no meu rosto por ter tal pensamento e suspiro tentando não pensar em nada. Levantei-me do chão e começo retirar meu uniforme para tomar um banho e dormir. O banho não seria de banheira pelo meu cansaço, mas não seria um rápido, entro de baixo do chuveiro deixando a água quente se livrar de todo medo, nervosismo e estresse que passei hoje e aquilo me ajudou raciocinar direito. Estava apaixonada pelo caráter de Tom e não a casca vazia e tosca dele, eu só espero que o caráter seja aquele que ele me mostrou nesses meses. Desligo o chuveiro pegando a toalha para me secar e logo colocando meu pijama de frio para dormir quentinha. ───※ ·❆· ※─── Em um chalé em meio de uma floresta, a mulher mascarada estava tomando chocolate quente em frente a sua lareira e olhava alguns papéis, mas algo tirou sua atenção de seus documentos. Sua atenção foi colocada no colar que continha um cristal Swarovski n***o e em sua volta tinha uma serpente prateada que se enrolava como se o cristal fosse sua refeição e, a corrente que segurava o pingente era de prata e era fina, a serpente se mexeu e depois de alguns segundos ela desapareceu do colar. _ Então dessa vez você seguiu seu destino? Quem poderia imaginar? - Riu soprado. _ Queria poder te ver novamente. - Disse com um aperto em seu coração. Ela iria voltar para seus documentos, mas ela parou quando viu que a chama da lareira ganhou forma. _ Abra a barreira, tenho que lhe contar algo. - Proferiu Caspra nas chamas e ele parecia nervoso. A mulher estranhou o comportamento, mas com apenas um estalar de dedos a barreira caiu e Caspra estava ali, de frente para a mascarada. _ O que houve de tão urgente? - Disse se sentando novamente em seu lugar e oferecendo o outro para Caspra. _ A caixa. - Disso tremendo. _ O que tem ela? - Disse retomando a leitura de seus papéis. _ Foi aberta. - A mascarada virou seu rosto e olhou espantada para Caspra. _O que disse? _ A caixa está vazia no cofre de Destiny. A mulher se levantou e começou a andar pela sala e perguntou: _ Quem entrou no cofre de Destiny? _ Apenas os elfos para fazer a manutenção mensal, Demion, o elfo de Sienna e... - Ele parou de falar e olhou a mulher em choque. _ Quem? _ Dolohov. - Disse se dando conta do óbvio. _ Ele veio naquele dia que você visitou o banco. _ Mas isso já tem um mês, Caspra! - Disse afobada. _ Caspra você sabe o que contém naquela caixa e você também sabe o que ela é capaz de fazer. _ Eu sei muito bem, mas não tive culpa. - Gritou. _ Aquele cofre e aquela caixa estavam na sua responsabilidade e agora é sua responsabilidade de encontrar aquela coisa, antes que ela comece novamente uma guerra ou pior... - Respirou fundo e disse: _ Encontre ela. _ Clover. - A mulher virou para ele e gritou: _ Não me chame por esse nome! Nunca! _ Mas Clov... A mulher se virou para lareira e se encolheu com medo, parecia que aquela mulher corajosa nunca tivesse existido. Ela se abaixou retirando a máscara e começou a chorar, as lágrimas espessas caiam como se fosse uma cachoeira e seus olhos doíam e ardiam, seus soluços e espasmos estavam assustando Caspra, que nunca viu aquela mulher ficar tão desolada. _ Não quero ser chamada por esse nome. _ Por quê? _ Ela nunca falou meu nome nenhuma vez, mas quando ela estava morrendo sufocada pela fumaça e sendo queimada viva, ela me chamou. - Soluçou e gritou em desespero por não conseguir sair daquele estupor de infelicidade. _ Ela me pediu perdão e falou meu nome, ainda posso escutar os gritos e sentir o cheiro de fumaça e sangue no ar, ainda estou presa naquele dia. Então, por favor. - Suplicou. _ Nunca diga o meu nome. Caspra percebeu que até mesmo a mulher ou o homem mais forte do mundo tinha suas fraquezas e inseguranças, porque eles eram humanos normais com sentimentos, que nem mesmo ele que viveu anos poderia entender. ───※ ·❆· ※─── Em Hogwarts, uma pessoa de capa vermelha estava sentada na cadeira do líder dos Representantes e ao seu lado tinha uma bolinha vermelha flamejante que flutuava. _ Se você está aqui nesse salão de novo, quer dizer que aquela coisa está próxima. - Disse uma mulher com voz aveludada. _ Você prometeu. - Disse a bolinha _ E vou cumprir, mas brincar com a menina é interessante. - Sorriu. _ Não me olhe assim, ficar presa nessa sala não é muito agradável. _ Não foi culpa dela. _ Eu sei, foi culpa do avô, mas não ligo para isso, me apaixonei e ela veio me tirar ele de mim. _ Mas você não pode se apaixonar. - Voou pela sala. _ Também sei disso, mas é divertido brincar. - Riu soprado. _ Agora vá e a encontre-a, você sabe o que fazer. _ Fazê-la se lembrar, mas e se ela não quiser se lembrar? _ Temos até 1998 para ela descobrir a verdade. _ Mas em 1998 talvez seja tarde demais. - A bolinha flutuava em cima da cabeça da encapuzada. _ Nunca é tarde para lembrar de certas coisas. - Riu. _ Talvez a guerra seja feita por amor, ou pelo ódio de chegar tarde demais. _ Chegar tarde demais para quê? _ Para salvá-la. ───※ ·❆· ※─── Meu caro, Salazar: Não pude entender exatamente suas palavras, mas espero que você esteja feliz por me reencontrar, mesmo não me lembrando de onde nós nos conhecemos. Espero que você me diga a verdade, mas até lá, não irei mais responder suas cartas De sua Leesa.
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