capítulo vinte e seis

4948 Palavras
31 de outubro de 1991: A noite chuvosa que caía ao lado de fora do castelo não amedrontava nenhum aluno que residia no castelo, principalmente Sienna e Thomas que subiam a grande escadaria sorrindo como dois bobos apaixonados. As pernas de Sienna ainda estavam em reabilitação, mas ela já podia correr ou até mesmo subir e descer a grande escadaria duas vezes, apenas deveria tomar cuidado. Ainda era cedo para o jantar e esse era um dos motivos que Thomas achou uma boa ideia de ir ao sétimo andar para mostrar algo a Sienna. _ Vem, quero te mostrar uma coisa. - Sorriu Tommy, segurando minha mão, enquanto subíamos os degraus da grande escadaria. _ Não corra muito, ainda não estou cem porcento recuperada. - Disse parando e colocando minha mão no joelho. _ Virou sedentária? - Riu mostrando os dentes brancos e medianos. _ Sim, isso é um problema? - Inflo minhas bochechas em descrença. Ele desceu um degrau e colocou uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha e deslizou seus dedos para minha bochecha a acariciando. Franzi meus lábios e aquilo chamou a atenção do garoto. _ Já lhe disse para nunca franzir os lábios. - Proferiu rouco. Sua face se aproximava do meu rosto e percebi que seus olhos não estavam focados cem porcento em mim e sim, nos meus lábios e aquilo me fez sentir borboletas no estômago por ansiar aquele acontecimento. _ Ainda espero você dizer as palavras, cachinhos, até lá, não farei nada. - Beijou minha testa e se virou para subir alguns degraus. Fiquei ali pensando no que tinha acabado de acontecer, respirei fundo e tento não amaldiçoar Thomas pela ousadia, mas entendia o motivo ou eu pensava que sabia. Começo a subir os degraus novamente e me aproximo dele e sinto-o pegando minha mão. Degraus após degraus, chegamos ao sétimo andar e sigo Tommy em direção de uma parede. O olhei de esguelha e antes que eu falasse alguma coisa, ele soltou minha mão e andou em frente da parede três vezes. _ O quê... - Paro de falar por ver uma porta aparecer na parede. _ Como isso aconteceu? - Pergunto espantada. _ Eu li algo uma vez na casa do meu parente e o que li falava que existia uma sala no sétimo andar que tudo que você necessitasse, ela lhe daria. - Abriu a porta e entrou na sala. _ Vem, eu tenho que te mostrar algo. Entro na sala e vejo pilhas e mais pilhas de objetos. _ Isso parece um lixão. - Digo pegando uma varinha e a testando. _ Esse nome é apropriado, já que estamos nos achados e perdidos de Hogwarts. - Disse passando por algumas pilhas e parando de frente para um armário. _ O que você perdeu? E que armário é esse? - Digo parando perto dele. _ Nada, mas queria lhe mostrar algo que está aqui e esse armário se chama Armário Sumidouro. _ Interessante. - Ando em volta do armário e vejo algumas runas. _ O que elas significam? _ Eu ainda não sei, mas podemos pesquisar. - Sorriu. _ Olhe, não é bonito? _ Isso é uma coroa? - Toquei na safira e o olhei. _ É um diadema, isso é muito precioso para mim, mas eu queria que você usasse por um minuto antes que eu guardasse novamente. - Aliso os diamantes que estavam incrustados nas penas do corvo. E quando penso em corvo, me lembro dos livros que li sobre os fundadores. _ Como conseguiu encontrar o diadema de Rowena Ravenclaw? - Digo pegando o diadema de sua mão, mas logo sinto minha mão arder. _ Que feitiço você colocou no diadema? - Digo entre dentes. _ Magia das Trevas tem sua utilidade, mas não sinta raiva de mim, apenas me devolva o diadema. - Sua voz estava sedosa e aquilo me fez ceder e devolver o objeto. Ele pegou a minha mão machucada e beijou a palma dela, como se aquilo fosse curar. _ Ande logo e faça um feitiço para parar de arder. _ Não aprendeu esse tipo de feitiço, cachinhos? - Sorriu curando minha mão. _ Não tem problema não saber, estarei sempre aqui cuidando de seus machucados para você. Sejam eles físicos ou emocionais. - Beijou o canto de minha boca e aquilo me fez corar... i****a. _ Agora deixa-me vislumbrar como você ficaria linda com o diadema. Olho para cima encarando seus olhos verdes e deixo colocar o diadema em minha cabeça, a "cauda" do corvo estava no meio de minha testa e era gelada, mas não me importava com aquilo. Tommy tira algo de sua capa e logo percebo que é uma câmera fotográfica. _ Posso tirar uma foto da mulher mais linda que eu já vi? - Sorriu tirando uma foto minha. _ Ou deveria dizer da mulher que amo? - Tirou mais algumas. _ Você não me deixou responder. - Respondi com as bochechas coradas. _ Mesmo você negando, eu tinha que desobedecer a sua ordem. - Tirou mais algumas fotos e colocou novamente a câmera dentro de sua capa. _ Por quê? - Vou até ele e coloco minhas mãos em seu ombro. _ Anda logo e me diga. _ Porque você está belíssima com o diadema e isso tinha que ser fotografado para que nossos futuros filhos possam ver como sua mãe ficou linda com o diadema. _ Filhos? Me perdoe, Tommy, mas não quero ter filhos e nós não temos um relacionamento para que isso aconteça futuramente. - Ele apertou minha cintura, me trazendo para mais perto dele. _ E você ainda não me disse como conseguiu encontrar o diadema. _ Um fantasma me contou e eu achei, não quebre sua cabeça para coisas pequenas. - Beijou minha bochecha. _ E respeito sua escolha por não querer ter filhos. _ Não vamos falar do futuro, vamos viver o presente, o futuro tem várias voltas e reviravoltas e isso pode acabar nos prejudicando. - Sorri triste. _ Agora, se não for pedir demais, você poderia me dizer o porquê de o diadema não estar mais me queimando? - Falo tocando o diadema. _ A magia que contém nesse diadema percebeu que você não faria m*l a ele e por isso ela não te queima mais. A magia é incrível. - Sorriu me abraçando. _ Eu gosto. _ Da magia? - Pergunto levantando minha sobrancelha em dúvida, mas retribuindo o abraço. _ Não. - Alisou meus cabelos e beijou meu pescoço. _ De você. Aquilo fez meu coração acelerar e fazer as malditas borboletas no estômago aparecerem novamente, me distancio um pouco do seu corpo e o observei. _ Pensei que me amasse. - Sorri, provocativa. _ Eu gosto, amo, te desejo e... - Não o deixo falar e digo: _ Me mostre quem você é realmente. - Ele me olhou surpreso, mas sorriu de lado. _ Você se lembra, não é? - Perguntou sobre a visita no hospital. _ Sim e desde daquele momento venho tentando entender o porquê de você estar disfarçado e, de gostar e de amar uma criança como eu. - Separei-me do calor de suas mãos. _ Realmente você é uma criança e não irei dizer que para sua idade você é muito madura, mas eu queria te conhecer desde que sua mãe me disse sobre você. - Tentou se aproximar de mim novamente, mas me afasto. _ Você conheceu a minha mãe? - Digo segurando o choro, sempre ficava sensível quando falavam de minha mãe. _ Por favor, me diga, quem é você? _ Se eu lhe mostrar quem realmente sou, tudo que consegui nessas semanas será em vão. _ Você tem minha palavra, que seja quem você for, não te afastarei. - Me aproximo dele. _ Como conheceu a minha mãe? _ Ela me contou algumas coisas que me fez pensar novamente em meus conceitos. - Balanço a cabeça entendendo um pouco, eu não queria pressioná-lo a falar sobre aquele assunto. _ Agora você poderia retirar esse feitiço, poção ou qualquer coisa que está te impedindo de ser você mesmo? - Digo ansiosa. _ Se você não reagir bem, irei apagar sua memória. - Iria contestar, mas ele não deixa. _ Você é importante demais para minha sanidade mental e se eu ficar sem você, sou capaz de fazer uma guerra pelo meu sentimento egoísta. _ Muito possessivo e dependente emocional. - Digo alisando seu ombro. _ Devo tentar... - Coloco um dedo em seus lábios o calando. _ Se não me afeta, não tenho motivos para pedir que mude. _ Na última vez que vi sua mãe, ela me deu uma poção Polissuco melhorada, se posso nomeá-la assim, mas essa poção não tinha uma poção reversível, então criei uma. - Ele colocou a mão no bolso e retirou um vidrinho com uma poção de coloração azul piscina. _ Essa poção que vai me trazer de volta, tem certeza de que quer... - Olhei emburrada para ele e ele entendeu o que queria que ele fizesse. Vejo ele tirar a tampa do vidrinho e beber todo o conteúdo, vejo seu corpo começar a borbulhar pela transformação e mudar drasticamente. O homem que estava na minha frente tinha mais de 1,85 de altura, ombros largos, pele clara, maçãs do rosto acentuada, nariz fino, lábios médios e avermelhados e seus olhos eram tão vermelhos que pareciam rubis. Seus cabelos amarronzados que continha cachos na ponta era um charme, para simplificar o que estou tentando dizer para mim mesma é que ele se parecia com um Deus da mitologia grega. Depois que paro de olhar para seu belo rosto que percebo que suas roupas estavam apertadas em seu corpo e quando vou descendo meus olhos pelo corpo do homem em minha frente que reparo que... Por Merlim, e por Salazar, como ele poderia ter oito gominhos? Eles parecem tão durinhos. O que estou pensando? Foco, Sienna, foco, mas olha esse corpo... _ É melhor você mudar de roupa, a sua agora está meio que apertada. - Meio? Está muito. Ele estala os dedos e um terno totalmente n***o aparece em seu corpo, ele ficava muito bem de terno. _ Prazer em conhecê-la, Sienna, me chamo Tom Marvolo. - Sua voz rouca, sedutora e sexy faz que minhas pernas ficassem trêmulas. _ Lorde das Trevas, Tom Marvolo Riddle, Lorde Slytherin. - Digo vendo-o franzir os lábios pelo seu nome. _ Agora tudo faz sentindo, o seu parente que matou o pai e uma menina, a necessidade de falar que seguia Voldemort, mas ainda não consigo entender certas coisas e peço que me explique. _ Sua mãe me mostrou o futuro e com muito custo viajei no tempo, para que eu descobrisse quem são meus verdadeiros seguidores, mas tive que voltar a Hogwarts. _ E a família Granger? _ Eu só fiquei com eles por um mês e foi muito estranho. Não conseguia pensar em nada para perguntar para ele, parecia que tudo desapareceu com essa revelação. _ Você não me beijou por causa da nossa idade? - Digo vermelha. _ Quem sabe? - Sorriu sacana. _ Agora entendo algumas coisas. _ Entende o quê? - Perguntou semicerrados os olhos. _ O motivo de ter ficado fascinado pelas minhas palavras no salão comunal, ou de minha pergunta para Leesa sobre uma guerra. Naquele dia na sala de aula que você começou a brigar comigo do nada ou de sua personalidade bipolar. - Digo andando de um lado para o outro. _ Agora me diga. - Olho para aqueles olhos que me fascinavam desde setembro. _ A sua personalidade, caráter e pensamentos eram verdadeiros, ou você fez um personagem para você? _ Tentei criar um personagem, mas toda vez que estava dando certo você o destruía. Sua teimosia, sua inteligência, suas palavras, sua sagacidade me deixavam e ainda me deixa louco. - Seus olhos vermelhos estavam brilhantes. _ Então. - Paro de andar e olho para o lado tentando esconder minhas bochechas coradas. _ Você continua sendo o meu Tommy? Aquele que me disse que me amava? - Olho para o chão mordendo os lábios e torcendo as mãos em ansiedade pela resposta. Crio coragem e olho para ele, mas ele estava em choque. _ O que foi? Aconteceu algo? Está passando m*l? - Digo indo até ele preocupada, mas percebo que não dava para pegar em seu rosto para fazê-lo me olhar. Olho em volta e vejo uma cadeira, quem perderia uma cadeira? Só os alunos de Hogwarts! Pego a cadeira e a coloco na frente dele, subindo nela. Coloco minhas mãos em seu rosto, mas sou surpreendida pelas suas mãos em minha cintura me fazendo tombar para frente. Sinto algo quente pingando no meu pescoço e percebo que o homem deslumbrante estava chorando, olho para minhas mãos e coloco a esquerda em suas costas e a direita acariciando os seus cabelos. _ Sempre serei seu Tommy. - Fungou o nariz. _ E sempre irei te amar. - Disse rouco. _ Ah, Sienna, você me faz sentir vivo. _ E isso é bom? - Digo carinhosa. _ É maravilhoso sentir assim depois de anos. - Fungou o nariz e me olhou. _ Eu aceito. - Digo depois de repensar minha vida três vezes só nesse segundo. _ Aceita? - Perguntou confuso. Eu não sabia se ele poderia sentir meu coração batendo rápido, mas sentia medo e felicidade borbulhando dentro de mim, que não aguentei e acabei permitindo. Permitindo e aceitando o que o futuro reservou para mim. Sabia que ele era mais velho, muito mais velho e que ele era o Lorde Voldemort, a pessoa que chamei de burra e i****a várias vezes. Ele também era o Lorde do meu pai e que minha mãe o ajudou de alguma forma o convencendo que a ideologia que ele levava era a errada. Tenho muitas perguntas sem respostas e cada minuto que passa, minha mente me prega mais peças, me colocando medo do futuro, do desconhecido. Então neste momento em um local totalmente estranho e nada propenso para romantismo, eu aceito abandonar as incertezas e o frio na barriga e arriscar um presente e um futuro totalmente novo e com muitas reviravoltas. Eu só espero que ele esteja lá no final quando a tempestade passar. _ Você me falou que quando eu quisesse ser beijada dissesse para você, mas você nunca me disse qual palavra que deveria usar para quando eu aceitasse você do jeito que você é. - Digo olhando em seus olhos. _ Então eu vou dizer novamente, está bem? Eu aceito. - Deveria ter falado isso no meu aniversário, penso comigo. Com essas palavras ditas por mim em cima de uma cadeira, era impressionante que eu não tenha desmaiado, mas ele se esqueceu que sou uma pessoa ousada e foi com essa ideia na minha pequena e terrível mente que o beijei. Fechei meus olhos e comecei sentir a sensação desse simples selar de lábios, a sensação era maravilhosa e não sabia como descrever o que estava sentindo. Separo meus lábios dos seus e o olho nervosa, mas vejo que ele parecia degustar a sensação em seus lábios, ele mordia, tocava e até mesmo sorria... Que sorriso. _ Esse é o melhor dia da minha vida. - Abriu os olhos e estavam dilatados. Ele se aproximou dos meus lábios e os mordeu, me fazendo abrir minha boca e naquele mesmo segundo sinto sua língua entrar e se emaranhar na minha. Minha cintura estava sendo fortemente apertada, mas eu descontava puxando seu cabelo e aquilo o fazia sorrir ao meio do ósculo. Quando parava para respirar, ele beijava meu pescoço me fazendo ofegar. _ Eu te amo. - Disse selando nossos lábios mais uma vez. Ele não me deu outra alternativa a não ser retribuir o beijo. Alguns minutos se passaram e minhas pernas queriam virar gelatina e ele percebeu parando o nosso beijo. Abro meus olhos e o vejo sorrindo como se fosse um cachorrinho que ganhou um osso de presente. Tão fofo. _ Eu acho que já está na hora de você tirar o diadema de minha cabeça. - Digo envergonhada. _ Claro. - Retirou suas mãos de minha cintura e tirou o diadema de minha cabeça, o colocando em minha mão. _ Noctis Umbra. - Escuto aquele feitiço com olhos arregalados, eu sei que ele era o Lorde Voldemort, mas por que raios ele queria colocar aquele diadema dentro de mim como uma Joia da Sombra? _ O que você f... - Antes de completar a minha pergunta caio de joelhos na cadeira, segurando minha barriga e me curvando de dor, não era apenas minha barriga que doía, era também meu pulso. _ Respira fundo, isso já vai acabar. - Disse me pegando no colo e alisando minhas costas. _ i****a. - Bato em seu ombro com toda a minha força. _ Isso doeu, eu odeio sentir dor. - Deixo minhas lágrimas descerem pelo rosto. _ Nunca faça isso sem me falar primeiro, ouviu bem? - Digo o olhando de esguelha. A dor já tinha passado, era como se tudo fosse ilusão da minha cabeça. _ Você acabou de bater no Lorde das Trevas? - Riu me olhando. _ Eu não ligo! - Quase gritei. _ Você não me respondeu. _ Eu não irei fazer você sentir dor, eu prometo. - Beijou minha bochecha. _ Me perdoe. _ Quero comida. - Ele me colocou no chão e bebeu novamente uma poção, só que dessa vez o vidro era escuro e não dava para ver a cor. Vejo ele borbulhar e diminuir voltando ser Thomas Calluni. Suas roupas estavam grandes e como da última vez, ele estalou os dedos e sua roupa virou o uniforme da sonserina. _ Faltam algumas horas para o jantar. - Respondeu, vendo o horário pelo seu relógio de bolso. _ Tão antiquado. - Digo olhando para o relógio. _ Pode ser, mas é belo pela sua história e evolução. - Piscou o olho e saiu da sala. _ O negócio que agora está dentro de mim. - Olho em volta tentando ver se tinha alguém escutando. _ Era sua Horcrux? Aquela que meu avô tentou encontrar? - Sussurro para ele. _ Talvez sim ou talvez não, mas façamos desse acontecimento o nosso segredo, que tal? _ Percebo que a resposta é sim. - Digo sorrindo. _ Aonde vamos agora? Estou com fome e o Grande Salão ainda não abriu. - Tínhamos que estar na sala de aula, mas Tom preferiu matar aula. _ Tenho outro lugar em mente. - Falou pegando minha mão e saímos correndo para a grande escadaria como se estivéssemos fugindo de Comensais da Morte. _ Minhas pernas ainda não estão cem por cento! - Gritei correndo e nem percebo que havia chegado no segundo andar pelo cansaço. _ Você quer me matar do coração? Por Salazar. - Olho em volta e digo: _ Vamos na Câmara Secreta por acaso? Falo brincando, mas quando vejo que Tom não riu e até mesmo concordou, fiquei nervosa. _ Escutou isso? Alguém está me chamando no andar de cima, que coisa, não? - Solto sua mão e me viro começando a andar novamente para a grande escadaria. _ Acho que vou para o pátio, te vejo por aí. _ Você está com medo? - Olhou para mim, rindo. _ Eu? Puff. - Abano a mão negando. _ Claro que não, só vou na Câmara Secreta e ficar cara a cara com o Basilisco que pode me matar em questões de segundos! _ Mas você não quer usar o Basilisco para a guerra? _ Quero, mas não assim. - Vejo ele pegar minha mão novamente e me puxar para o banheiro da Murta. Ele soltou minha mão, fechando a porta e se direcionou para a pia do centro e falou: 'Abra' Eu não sabia o que ele queria dizer com aquele silvo, mas a língua Parseltongue era estranha, mas, ao mesmo tempo, interessante. Meus pensamentos sobre a língua Ofidioglota se foi e minha visão focou no túnel onde deveria ficar as pias. Tom falou mais uma vez Parseltongue e degraus apareceram no túnel, ele desceu o primeiro degrau e me olhou, dizendo: _ Confia em mim? - Estendeu sua mão. Olhei em volta e recuei, estava com medo e isso me abominava, odiava sentir medo pelo desconhecido. _ Você ficará bem, confie em mim. - Suspirei, tentando ganhar coragem e vou até ele, pegando sua mão. _ Sempre. - Digo descendo os degraus. _ O quê? - Ele parou e me olhou, mas estava escuro e talvez estivesse forçando a visão para me ver. _ Sempre confiarei em você. - Aperto sua mão e beijo sua boca. _ Sempre. - Ficou sem palavras e apenas tossiu para dissipar a vergonha. Voltamos a descer os degraus e chegamos numa caverna fria e escura, o som de água fluindo em algum lugar era possível de ouvir, também podíamos ver uma pele gigante que com toda a certeza era do Basilisco e ao seu lado tinha vários ossos, que tinha um cheiro repugnante se chegasse muito perto. Tommy começou a andar em direção a uma porta circular com sete cobras nela, elas eram as trancas que impediam pessoas não Ofidioglotas de entrarem. _ Se alguém aprender a falar Parseltongue, ela pode conseguir abrir essa porta? - Pergunto o interrompendo de falar alguma coisa. _ Sim. - Aquilo seria bom, mas, ao mesmo tempo, r**m, penso comigo. Tom falou mais uma vez Parseltongue e as cobras se encolheram, deixando uma serpente fazer uma volta de 360 graus para finalmente abrir a porta redonda. Quando a porta se abriu, vi um túnel e Tommy me puxou, me fazendo entrar nele, tinha outro túnel se virasse à direita, mas estava fechado por uma grade. _ Seja bem-vinda a Câmara Secreta de Salazar Slytherin. - Sorriu. Olho em volta e percebo que o Basilisco não estava ali, então me sinto mais à vontade para bisbilhotar a Câmara. _ O Basilisco está dormindo, então não se preocupe dando de cara com ele dormindo por aí. - Disse andando para frente e me chamando para entrar na lateral do rosto de Salazar. _ Aqui contém a biblioteca e no outro lado é o quarto onde Salazar ficou trancafiado por alguns meses. - Deu de ombros. _ E por que ele ficou trancado no quarto? - Digo entrando na biblioteca que era como o nosso salão comunal, apenas que ali tinha mais estantes de livros. _ Amor. - Pegou um livro de capa esverdeada e colocou em cima da mesa de mármore. _ Salazar amou uma pessoa tão fortemente que quando ela foi embora, ele não aguentou e se trancou aqui embaixo. Sonserinos fingem não sentir, mas eles sentem muito mais que uma pessoa normal. _ Como sabe disso? - Sentei-me no sofá perto da lareira que nunca apagava já que estava encantada para isso. _ Quando descobri a Câmara em 1943, tive a oportunidade de ler todos esses livros e um desses livros, era um diário que contava que Salazar se apaixonou à primeira vista por uma mulher de sabedoria incrível, mas ela se foi depois de alguns meses. _ Ela morreu? - Digo espantada. _ Eu não sei, ele apenas escreveu o seguinte: "Ela levou meu coração para o futuro e me deixou perdido contemplando o passado. Vou lhe encontrar, mesmo que seja em outra reencarnação" - Pegou um livro em uma estante e se sentou ao meu lado. _ Ela era do futuro ou ela seguiu em frente sem ele? _ Quem sabe? - Deu de ombros. _ Quero te ensinar uma coisa. - Apontou para o livro aberto em sua mão. _ E o que seria? - Pergunto em dúvida e me aproximo dele. _ Quero que você saiba ler e escrever Parseltongue. _ Como? - Digo espantada, apenas fiz uma pergunta e ele já queria me fazer aprender a falar a língua das serpentes? _ Não é difícil e talvez seja até mesmo mais fácil do que a língua portuguesa do Brasil. - Lembrou-se do ano que visitou o Castelobruxo. _ Você é bilíngue por acaso? - Sorri, esperando sua resposta. _ Algum dia você vai descobrir, mas agora aprenderemos o abc da língua Ofidioglota. - Disse me mostrando a página do livro. Olho para a página e vejo que hoje seria um longo dia e foi... ───※ ·❆· ※─── Depois de três horas tentando falar as letras com a pronúncia certa, fui finalmente liberada para subir e jantar, já que estava na hora e por Merlim, só pensava em comer e depois relaxar na banheira do meu banheiro. Chegando no salão, vejo que todos já estavam comendo e saboreando a culinária dos elfos e eu salivava apenas em pensar em comer aquelas iguarias. _ Onde estava vocês dois, posso saber? - Leesa cutucou a minha barriga enquanto me sentava ao seu lado. _ Estava por aí. - Digo, não entrando em detalhes. _ Sei. - Draco duvidou. _ Thomas, me diga, onde vocês estavam? _ Estava... - Ele parou de falar para ver o professor Quirrell entrar correndo no Salão. Aquela cena fez Thomas se lembrar da memória que Destiny lhe trouxe naquela noite, mas agora que ele estava distante, percebeu que o dono das memórias deveria ser um Grifinório. _ Trasgo nas masmorras! - Todos ficaram em silêncio. _ Trasgo nas masmorras. - Repetiu quase parando de correr. _ Achei que vocês deveriam saber. - Desmaiou caindo no chão e criando caos no salão. Todos se levantaram e tentavam sair do Grande Salão, mas Dumbledore gritou pedindo silêncio e com essa ordem todos pararam. _ Não quero que ninguém entre em pânico. - Pediu olhando para os alunos que estavam em pé. _ Monitores, peço que levem os alunos de volta para o salão comunal imediatamente e professores, peço que venham comigo para as masmorras. Os Sonserinos e Lufanos ouviram aquilo e se olharam, o salão comunal da Sonserina ficava nas masmorras e os Lufanos tinham que passar pelas masmorras para ir para seu salão comunal. _ Quem ainda está com fome continuem a comendo. - Disse Gemma limpando os lábios com o guardanapo. _ Lufanos, venham para cá. - Gritou e os alunos de vestes amarelas se levantaram de sua mesa habitual para migrar para a mesa verde e prata. _ Achei que vocês não iam nos convidar. - Beatrice riu, correndo para se sentar junto com sua amiga, Ismelda Murk, que era da Sonserina. _ Pintou as unhas? Amei a nova cor, depois me empresta? - A menina concordou com a cabeça e continuou comendo. A mesa da Sonserina teve que ser ampliada junto com os bancos para que todos coubessem e quando todos se sentaram, começamos a conversar. Já conhecia Penny, Cedric, Beatrice e alguns outros que não estou lembrando o nome. _ É um prazer lhe conhecer, Sienna. - Abigail Flameg sorriu. _ Escutei várias coisas ao seu respeito. - A menina era morena com cabelos medianos. _ Espero que sejam coisas boas. - Digo tomando um pouco de suco. _ Enfrentar Dumbledore e o professor Quirrell foi algo que ninguém poderia imaginar acontecer. _ Acho que ninguém esperava isso da nossa cachinhos. - Marcus riu. _ Mudando um pouco de assunto, vocês não acham estranho ter um Trasgo nas masmorras? - Cristal disse olhando ao redor. _ E você... - Apontou para Leesa. _ Não venha com seu papinho que é Hogwarts e ela pode tudo, tudo tem limite. _ Mas eu não disse nada, apenas pensei. - Disse rindo. _ Gente. - Chamo a atenção de todos. _ Cadê o professor Quirrell? Um Lufano se levantou e foi em direção da mesa da Corvinal e subiu no banco para ver se o professor ainda estava desmaiado no chão. _ Ele não está aqui, vocês viram se algum professor o levou? - Disse voltando para o seu lugar na mesa. _ Estava um caos total, mas ninguém saiu levando um corpo ou levitando um. - Disse Derrick. _ Isso está ficando interessante. - Falou Vaisey, comendo seus sapos de chocolate e colocando alguns dentro da boca de Derrick. Eles acabariam juntos e eu nunca errava. _ Onde você arruma tanto sapo de chocolate? - Perguntou Liz, assustada. _ Dedos de Mel, pago todo mês cinco galeões e dois sicles para eles me mandarem todo o mês três caixas de sapo de chocolate. - Disse quebrando a perninha do sapo e a comendo. Ele fazia um ritual para comer o sapo, primeiro as perninhas de trás, depois a da frente e por último, a cabeça. _ Podre de rico. - Iria falar algo com Tommy, mas sinto o chão tremer e escuto cascos batendo no chão. _ Gente, pare de falar um segundo. - Eles ficaram quietos e todos perceberam que as coisas da mesa estavam tremendo. _ Que legal, se não bastasse o Trasgo temos um terremoto. - Riu Chistalya. _ Mas não parece ser um terremoto. - Draco falou se levantando e fiz a mesma coisa. _ Vocês não acham que a escola está desmoronando, não é? - Riu nervoso. _ É um bom palpite. - Cedric falou. _ A estrutura da escola já tem milênios, então não podemos descartar isso. _ Sienna, antes de nós morremos soterrados. - Draco pegou a minha mão me assustando. _ Descobri que o espelho Ojesed é do Dumbledore. _ O espelho não deveria estar na casa dele? - Perguntou Thomas, chegando para separar nossas mãos. _ Isso é verdade, mas apenas descobri isso, então me perdoe. - Disse dando de ombros. _ Não deveríamos estar apavorados correndo pelo castelo? - Disse Waney Hopkins.
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