Quando eu entro, logo vejo Draco jogando xadrez bruxo com Thomas, mas aposto que Thomas estava ganhando.
_ Quem está ganhando? - Pergunto me sentando no puff e colocando a minha bolsa no meu colo.
_ Thomas. - Disse Draco franzindo a testa. _ Ele sempre vence.
_ Mas não teve uma vez que você ganhou? - O recordei daquela partida e peguei a caixa de doces que Thomas me entregava. _ Obrigada novamente pelos doces.
_ Não há de quê. Minha pequena cachinhos. - Sorriu fazendo uma última jogada e acabando com o jogo. _ E eu o deixei ganhar naquela vez, quer outra partida?
_ Dispenso.
_ Ok. - Concordou guardando as peças.
_ Não sou sua "cachinhos".
_ Sim. - Concordou. _ Ainda - Sussurrou.
_ Ah, eu trouxe um presente para você, Draco. - Deixo a caixa no chão e peguei as duas miniaturas de vassouras na minha bolsa. _ Essa é a nova vassoura que irá estar à venda no próximo ano, mas a Firebolt só estará em venda em 1993.
_ Meu Merlim! - Levantou-se pegando as minis vassouras de minhas mãos. _ Essa é Nimbus 2001 e essa é uma Firebolt! - Quase gritou. _ Olha esses detalhes, olha esse freio. Preciso mostrar isso para os outros. - Correu saindo do salão.
_ Você trouxe algo para mim? - Olhou-me esperançoso. _Somos amigos, não somos? - Perguntou fazendo "olhinhos" de cachorro que caiu da mudança.
_ Somos, mas você não faz parte dos meus pensamentos.
_ Sério? Então, terei que pegar essa caixa de doces e dar para outra pessoa. - Falou se levantando e indo em direção da minha caixa de doces.
_ Eu menti. - Digo pegando a minha caixa de doces do chão. _ Você faz parte de 95% dos meus pensamentos, sempre penso em como você é bom em subornar os elfos ou como você fica entediado em todas as aulas. Ou como todos os professores te adoram ou como você manipula bem as pessoas.
_ Você me conhece tão bem, tem certeza de que me odeia? - Ele sorriu de lado e levanto uma sobrancelha.
_ Sim, eu te odeio com todas as minhas forças, mas também não desgosto de você, você me traz doces e faz cafuné nas horas vagas. Eu gosto. - Ele se abaixou e ficou na altura do meu rosto, aqueles olhos eram lindos, mas preferia vermelhos, vermelhos? _ O que você está fazendo?
_ Nada, apenas olhando para você e achando linda. - Meu rosto esquentou e isso indicava que eu estava corando, por Merlim.
_ Como? - Deixo a caixa no meu colo e coloco minhas mãos em minhas bochechas. _ Não diga asneiras. - Retiro minhas mãos do meu rosto e o olhei brava.
_ Não estou mentindo, você parece uma boneca de porcelana e quando você sorri, me deixa fascinado. - Ele estava ajoelhado no chão e estava com uma mecha do meu cabelo em mãos, a cheirando.
Por Merlim, eu estava tão envergonhada e brava enquanto franzia a minha boca.
_ Não comprime sua boca. - Falou a olhando.
_ Por que não? - Digo mordendo os lábios em nervosismo.
_ Porque me dá vontade de te beijar. - Disse beijando minha bochecha e se levantando do chão.
_ Por que você gosta de me deixar envergonhada? - Falo olhando para cima.
_ Você é fofa, cachinhos e eu gosto de te irritar e de te deixar envergonhada. - Proferiu saindo de perto de mim.
Ele vai acabar me fazendo ter um infarto ou ele me fará me apaixonar, será que a Falk estava certa?