capítulo doze

1952 Palavras
22 de setembro de 1991: Naquela tarde de domingo, de um céu tão claro com poucas nuvens a vista, andava uma mulher. A mulher estava vestida com um vestido preto que ia até os seus calcanhares, com cabelos cacheados negros que batiam na sua cintura que era fina e curvilínea. Mas a máscara de prata em sua face fazia todos sentirem medo e eles conheciam aquela mulher por causa daquela máscara, devido à sensação que ela dava, parecia que a mulher era um Dementador pela sensação de incapacidade e morte. Naquele momento ela andava pela rua principal do Beco Diagonal, trazendo a sensação de frio e medo, acarretando a todos que passavam por perto arrepios na espinha. A mulher ia em direção ao Gringotts e um homem com cabelos negros parecidos com os dela já tinha saído recentemente daquele banco, se ele a visse, talvez ele iria chorar ou gritar para Merlim um obrigado, mas não era possível, infelizmente. A mulher olhou para o banco e olhou a pequena escadaria que tinha, ela levantou sua perna esquerda e colocou o seu pé no degrau da entrada de Gringotts, uma aura n***a que estava em volta da mulher se expandiu e cobriu todo o banco. Aquilo avisou que ela estava ali e não estava muito contente com algo, o par de guardas que estava na entrada, olharam para o lado se tremendo, mas fizeram uma mesura por respeito aquela mulher. Ela nem se importou com os dois, mas a aura n***a que estava em sua volta, sim, ela se soltou da mulher e presenteou os dois guardas com palavras de morte e vingança. Quando a mulher entrou no banco, alguns duendes se ajoelharam nem mesmo prestando atenção em seus clientes e outros se esconderam. A aura estava tão densa que estava fazendo alguns bruxos passarem m*l e mesmo assim, ela não ligou. Quando a mulher ficou frente a frente de Snaglok, ele engoliu em seco e já sabia o motivo dela estar ali, mas Caspra estava com Sienna e se a mulher visse a menina, ninguém saberia o que poderia acontecer com todos que estavam no banco. _ Vim ver o Caspra. - Sua voz melodiosa e sedosa dava arrepios em todos que podiam ouvir. _ Minha Lady. - Presenteou a mulher com uma mesura. _ O chefe está com alguém em seu escritório ainda. _ E quem seria? - Enrugou a testa por baixo da máscara. _ Não posso dizer quem está com o Caspra, minha Lady, me perdoe. _ Entendo. - Falou monótona. _ Irei esperar ao lado de fora do escritório do Caspra. - Proferiu andando até a porta dos fundos que dava para o corredor. _ Mas minha Lady. - Foi interrompido. _ Não diga nada, minha conversa com você já acabou, esperarei Caspra em frente da porta dele. _ Claro. A mulher andou até a porta dos fundos e a abriu, o corredor tinha alguns castiçais, mesmo assim, era m*l iluminado. A mulher andou até uma parede e se encostou e esperou a pessoa sair do escritório do Caspra. Não demorou muito e a pessoa saiu do escritório, a garota não a viu, mas a mulher sentiu seu coração apertar, ela estava tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe. A mascarada respirou fundo e entrou no escritório do duende, fazendo que ele tomasse um susto, mas nada prejudicial a sua saúde. _ Minha Lady. - Fez uma reverência. _ O que posso fazer por você hoje? A mascarada fechou a porta e se sentou na cadeira de frente para o chefe dos duendes, ela tinha muita coisa para resolver. _ Quero saber de tudo e você vai me contar. - Sorriu por debaixo da máscara. _ Claro, Lorde das Trevas já está neste ano como você previu. - A mascarada interrompeu o duende. _ Eu não previ, eu induzi Destiny a dar uma data para o Lorde. _ Sempre me esqueço deste detalhe. _ Mas não deveria. _ Você sempre se esquece que se não fosse por uma carta minha, você nunca saberia da verdade. - Sorriu mostrando os dentes pontudos. _ Sim, esqueço, mas você sempre me faz lembrar e eu agradeço por isso. Se não fosse por você, eu ainda estaria naquele ano sendo caçada pelos trouxas. _ Aquele ano para você foi horrível, minha amiga. - Sorriu triste. _ Os documentos ainda são válidos. - Mudou de assunto rápido. _ Pensei que já tinha se expirado, já que não mudei o passado da garota. _ Você não mudou o passado, mas sim, o futuro, o documento alegando que Destiny está morta vai se expirar em 25 de dezembro. - Mostrou o pergaminho. _ Tem certeza de que não vai salvá-la? _ Ela precisa amadurecer mais rápido, Caspra, no antigo passado da garota, ela foi salva em poucos meses e ela era da Grifinória. _ E hoje ela está na Sonserina, você sem querer acabou induzindo a menina. _ Não fiz por querer e você sabe disso. Ela foi do quarteto de ouro e odiava qualquer Sonserino, principalmente o pai. _ Isso não mudou muito. _ Apenas mudou que ela não será traída pelos seus amigos devido a um pedaço de pergaminho e não será queimada viva. _ O futuro de nossa pequena garota foi muito c***l e o seu também foi. _ Mas fui inteligente o suficiente para criar dois vira tempo. _ Não se esqueça que Lorde das Trevas também criou um. _ Não ligo para ele. _ Mas foi para o passado por causa dele. - Zombou. _ Caspra! - Falou nervosa. _ Você sabe muito bem que eu só voltei devido aos trouxas, eles derramaram muito sangue mágico e nenhum bruxo sabia o que era para fazer. Nossos escudos não eram eficazes para balas ou até mesmo as bombas. Éramos os fracos. _ E foi por isso que você renegou sua varinha. _ Eu não fiz isso, eu apenas a enterrei no túmulo de minha mãe. Tive que aprender com muito custo controlar a minha magia. _ Hoje você controla com ajuda da magia n***a e por causa disso você está morrendo! - Caspra bateu sua mão enrugada na mesa de madeira. _ Não estou morrendo por causa dessa magia! Estou morrendo devido a Maledictus Tempus. - Seus olhos ardiam, mas a mulher não queria se dar o prazer de chorar, ela já chorou de mais. _ Ela está pior, Caspra, mesmo que eu quisesse salvar a garota, não iria conseguir. _ Então você vai partir antes de a menina ser sequestrada? - Pontuou Caspra. _ Não, partirei no aniversário dele. _ Então você deve salvar a menina! - Bateu suas mãos brancas e meio rosadas na mesa. _ Sienna é minha amiga e se você me contar onde será o cativeiro dela eu... - A mulher não o deixou terminar. _ Caspra, ela precisa ser sequestrada, o mundo precisa dela e para isso, ela deve sofrer. _ Ela já sofre devido a sua chave! _ Caspra! - Gritou. O duende respirou fundo e tentou se acalmar, ele achava um absurdo não conseguir salvar aquela menina. Ela era amiga dos duendes, o que ele falaria para seus companheiros? Que ele sabia que isso iria acontecer, mas ficou calado por medo de mexer com o tempo? Besteira, ele tinha medo da mulher que estava a sua frente, a mulher que tinha uma Maldição do Tempo. A mulher que estava virando um relógio e tinha poucos meses para arrumar tudo que estava faltando. _ Irei me acalmar, me perdoe. - Tentou se acalmar, mas era difícil. _ Caspra, mesmo que eu tivesse mais tempo no passado, não poderia salvá-la. - O duende queria falar, mas não abriu a boca. _ Eu não sou deste tempo e não posso mais mexer nele, eu já mexi demais. _ Então, apenas me conte onde ela ficará presa, eu... - Lágrimas caiam dos olhos do duende. _ Não chore, Caspra, isso que estou fazendo é para o bem de todos. - O duende não a deixou terminar. _ Mas não será para o bem de minha amiga. - Pegou o lenço em seu bolso e secou as lágrimas de seus olhos. _ Percebo que nada irá fazer você mudar de ideia, então me diga, o que você veio fazer aqui além de renovar o pergaminho? A mulher sorriu por baixo da máscara, ela se sentiu feliz por aquela menina, ela tinha amigos que sentiriam sua falta e ela estava feliz por Sienna. _ Em dezembro não estarei aqui em minha forma humana, como você bem sabe, irei virar um relógio, então venho aqui para pedir que você venha em minha casa e me pegue. _ Você quer que eu guarde você em um dos meus cofres? _ Não quero ser guardada em qualquer cofre, eu quero ser guardada no cofre de Sienna e quando ela voltar, quero que você me entregue a ela. O duende pressionou a ponte de seu nariz e suspirou cansado, ele deveria pedir férias ou se aposentar o mais rápido possível. _ Você pelo menos pode me dizer os meses que a Sienna ficará em cativeiro? _ Meses? Ela não ficará presa por meses, Caspra. _ Então serão semanas? - Perguntou abrindo um sorriso. _ Sinto em lhe informar, Caspra, mas a garota não ficará presa por semanas ou meses. _ Será dias? - Ele não queria pensar no pior. _ Será por três anos. O duende arregala os olhos e começa a chorar como se não houvesse o amanhã. Ele sentia pena de sua amiga, ela ficará três anos em cativeiro, e nem mesmo poderá ajudá-la a escapar, ele é um amigo muito m*l. _ Não chore igual uma criança, ela será salva depois de três anos. _ Mas sairá de lá traumatizada, perderá anos de escola. - Quase gritou. _ Pelo menos ela estará conosco depois de três anos. _ Perdoe-me novamente, mas ela não irá para casa depois de três anos em cativeiro. _ Como? _ Ela só voltará depois que ela completar dezessete. Claro, se minhas contas estiverem corretas e se eu não mudei muito o futuro, talvez ela até mesmo seja raptada mais cedo ou até mesmo mais tarde. _ Isso... _ E você irá falsificar outro documento. _ Não, não irei mais falsificar mais nada, nem por um milhão de galeões. _ Mas eu não iria lhe dar nenhum galeão. - Sorriu perversa, que pena que o duende não podia ver sua face. _ Você irá falsificar por bem ou por m*l. - A aura n***a cobriu todo o escritório dando calafrios no duende. _ O-o que eu posso fazer por você, minha bela dama? - Gaguejou, mas ficou firme sem demonstrar medo perante aquela mulher. _ Você irá falsificar um documento de óbito, Sienna Dolohov estará morta em 1991. _ Por Gringott! Você quer que todos pensem que ela morreu para ninguém a procurar? Não posso fazer isso, como ela irá escapar sem ajuda. _ Nicolás e Canopus irão encontrá-la, então não se preocupe. - Lembrou-se de quando ela entregou o segundo vira-tempo para os dois. O duende mais uma vez arregalou os olhos, a mascarada só poderia estar contando uma piada. Por aqueles dois? O que Sienna fez para merecer aquilo que ela irá sofrer? _ Mas Canopus é... - Calou-se. _ Irei fazer isso quando alguém perguntar sobre ela, com certeza será o pai ou o elfo dela. _ Não. _ Como? - Perguntou confuso _ Será Lorde das Trevas. - Ele congelou. _ Então quando ela for sequestrada irei mandar uma nota para ele informando sobre o ocorrido. Não quero que ele quebre meu banco. _ Estou indo embora, até algum dia, Caspra.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR