capítulo treze

3896 Palavras
Em 1965, uma Lufana não parava de olhar em volta, ela sabia que fazia coisas estranhas quando era menor e seus pais temendo que o governo descobrisse, tentou achar um jeito da garota viver uma vida feliz e confortável. Quando a carta de Hogwarts chegou pela manhã em um dia qualquer em 1964, os pais da garota ficaram calmos. Sua pequena amora teria uma vida feliz e cheia de magia. Agora que ela estava ali, sentada com seus iguais, ela percebeu que não seria tão fácil ter uma vida feliz e confortável, naquela escola também existiam rótulos e ideologias questionáveis, mas quem seria ela para julgar? Ela só queria entender o motivo daqueles que vestiam vestes verdes e pratas serem hostis com as outras casas, por que eles tinham aquela face de frieza e desinteresse? Ela achou aquela casa mais intrigante do que as outras. Grifinória era uma mesa sempre animada, cheia de risos e brincadeiras, mas quando mexia com um dos seus leões poderiam ser considerados assassinos, mas alguns alunos desta destemida e honrosa casa praticavam bullying e aquilo era detestável para o conceito da Lufana. A Corvinal era uma mesa que sempre teria alguns alunos lendo um livro ou falando de livros, alguns eram exibidos e se achavam dono da sabedoria do mundo ou donos da razão, mas não eram todos assim. A menina percebeu que alguns alunos estavam no mundo da lua e outros se deliciando com a comida, mas não se engane muito com essas personalidades distintas, se você mexesse com algum Corvino, eles iriam planejar um plano básico de vingança contra você. A Lufa-Lufa era uma mesa meio-termo, alguns eram tão amáveis que poderiam ser considerados superficiais, mas não se engane com esses sorrisos abertos e amigáveis, eles só mostravam esse lado para aqueles que eles confiavam. Alguns alunos estavam apenas conversando, outros falando da experiência de domar uma planta selvagem. Mas não se iluda achando que aquela mesa era apenas de bondosos com sorrisos soltos e fáceis de intimidar, se alguém mexesse com algum Lufano, você não ficaria bem para contar a história depois. A mesa da Sonserina era estranha, alguns sorriam, mas não abertamente, alguns falavam, mas não alto o suficiente para ouvi-los. Eles tinham uma máscara de frieza e desdém como se todos eles fossem superiores, dava a entender que eles iriam te matar quando você os olhasse de mais. Claro que alguns iriam realmente fazer isso, mas eles não deixariam provas concretas o suficiente para culparem eles, eles eram unidos, temidos e desprezados, apenas por ser a casa que seguia uma ideia diferente da maioria dos bruxos. E aquela casa que tinha o emblema de cobra em seu uniforme, despertou a curiosidade de Destiny. Ela queria descobrir todos os segredos daquelas pessoas que mentiam diariamente apenas para esconderem os seus sentimentos, era intrigante. Mas quando ela iria perguntar como poderia se aproximar deles, ela escutou: _ Eles não gostam de nascidos trouxas e é melhor nem mesmo chegar perto deles. - Falou um Lufano. Ela queria perguntar, ela queria saber o motivo deles não gostarem de pessoas como ela. Ela queria, mas será que ela poderia? Quando todos foram para suas salas comunais, ela ainda pensava neles. ┝┈┈───╼⊳⊰ ? ⊱⊲╾───┈┈┥ 1966: maio. _ Estou falando para você, Destiny, você tem que parar de perguntar sobre eles! - Tentou novamente a Lufana do quinto ano, Tanacia Smigle; mestiça. _ Mas... _ Nada disso, eles são malignos e é melhor não se aproximar. - Deu um tapinha no ombro de Destiny. _ Estou falando isso para o seu próprio bem, Tiny, não quero perder mais ninguém que gosto para eles. _ Mas não foram eles que mataram sua mãe! - Argumentou. _ Eles só fazem parte da casa daquela pessoa que prejudicou sua família, nem todos são assim, por exemplo, não somos tão leais e unidos como todos pensam. _ Somos diferentes. - Destiny olhou para seus quatro amigos e saiu de perto deles, por que eles não poderiam entender que nem todos são assim? Ela odiava saber que eles não davam o braço a torcer. Quando ela iria virar o corredor que dava para a biblioteca, ela encontrou uma Sonserina com cabelos cacheados igual aos dela, mas eles eram domados e negros. Seu rosto era fino e seus lábios volumosos, ela era uma Deusa que saiu de algum conto mitológico, pensou Destiny. _ Te encontrei, pequena Lufana! - Gritou a menina. _ Alguns dos meus amigos me disseram que você fazia perguntas estranhas para os alunos de sua casa sobre nós. E foi ali, naquele exato momento que Destiny Olwey descobriu o que tanto procurava, depois daquelas palavras de Bellatrix Black, as duas viraram amigas e ela apresentou os outros Sonserinos para Destiny. Mas para não prejudicar a Lufana, os Sonserinos só se encontravam quando estavam de férias, mas em 1971 isso mudou. ┝┈┈───╼⊳⊰ ? ⊱⊲╾───┈┈┥ 1971: setembro _ Mandou me chamar, diretor? - Perguntou amuada a pequena Lufana. _ Por favor, senhorita Olwey, sente-se. - Pediu Dumbledore para a Lufana que estava branca como papel. _ Por favor, não se preocupe, a senhorita não fez nada de errado, apenas quero conversar um pouco. _ Me sinto um pouco melhor. - Sorriu Destiny, mostrando suas covinhas no canto dos lábios. _ Então diretor, o que devo a honra de estar no seu escritório? _ Fiquei sabendo que a senhorita está andando com os Sonserinos e alguns professores e até mesmo seus amigos de sua casa estão preocupados com você. - Seus olhos mostravam carinho e conforto, mas suas palavras insinuavam outra coisa. _ E qual é o problema? Eles são apenas Sonserinos e são gentis. - A garota estava indignada com as palavras do diretor, como ele ousa insinuar que os Sonserinos são pessoas más? _ Nenhum, senhorita, mas eles são de famílias que seguem o Lorde das Trevas e seus amigos estão preocupados com isso. - Tentou apaziguar a menina. _ Só porque a família deles seguem o que eles acham ser o certo não quer dizer que eles também pensam assim. - Falou perplexa. _ Talvez eles também sigam os passos dos pais e eu aposto que seus pais não iriam querer que a senhorita se juntasse a eles. _ Por que o senhor colocou minha família no meio desta conversa? Olha, diretor, minhas palavras podem ser expressivas demais para o seu vocabulário antigo, mas o senhor ou até mesmo meus pais não têm o direito de decidir minhas amizades e se eles querem seguir Lorde Voldemort. - Dumbledore olhou para Destiny impressionado. _ Que sigam, não vou mudar minhas atitudes em relação a eles porque eles ficaram no lado n***o, sou amiga deles devido ao caráter deles e não por fama ou dinheiro, se for só isso tenho que ir, marquei com Dolohov de estudar na biblioteca. Com sua licença. Destiny se levantou e caminhou até a porta de entrada que a levaria para a escada. Quando ela desceu o último degrau, viu que alguns Sonserinos estavam ali, com suas máscaras de frieza e desinteresse, mas que, no fundo, eles estavam se corroendo de ansiedade. _ O que fazem aqui? - Perguntou erguendo uma das sobrancelhas. _ Soubemos que Dumbledore lhe chamou para conversar. - Respondeu o pequeno Severus que segurava a mão de Narcisa. _ O que ele queria? _ Vamos andando e conversando, ainda tenho que ir para biblioteca para me encontrar com Dolohov. _ Dolohov aqui e ali, eu aposto que quando você se formar já estará casada com ele. - Riu sapeca o pequeno Regulus Black. _ Por Merlim. - Corou Destiny. _ Olha só, ela está corando, acho que não será apenas no meu casamento que vocês irão gastar dinheiro para presentes e vestimentas. - Zombou Narcisa. _ Já marcou a data? - Proferiu Rabastan Lestrange. _ Abraxas marcou a data para nós, ele está mais ansioso do que minha mãe. - Narcisa riu. _ E como a Bellatrix está? Sinto saudades das loucuras dela nesta escola. - Comentou Destiny que olhava em volta, só faltava mais alguns meses para se formar. _ Ela não mudou nada, continua a mesma doida da família. - Falou se lembrando de uma de suas visitas na mansão Lestrange, já que Bellatrix se casou com Rodolphus. _ E você, pequeno Severus, como está indo nas aulas? - Severus e Regulus tinham entrado neste ano e eles foram muito bem-vindos na casa da Sonserina. _ Gosto mais de poções, essa matéria me intriga de um jeito que faz meu coração bater muito rápido. _ Isso é bom, eu acho. Minha matéria preferida é feitiços. - Respondeu a Lufana. _ Você tem que ver ela nas aulas do professor Flitwick. - Riu Rabastan e Narcisa balançou a cabeça concordando. _ Que coisa feia ficar rindo de mim, uma Lufana indefesa e frágil, irei sair chorando e dizendo que os futuros Comensais da Morte me maltrataram. - Zombou olhando para os Sonserinos e eles não sabiam o que fazer, se riam ou falavam que ela estava certa em 50% da frase. _ Olha, vocês podem seguir qualquer caminho, eu não ligo e só peço que sejamos amigos para sempre, que tal? _ Acho que o chapéu seletor estava certo em dizer que os Lufa-Lufa são gentis e fiéis a quem eles confiam. E seremos amigos para sempre, eu juro pela minha magia. - Jurou Rabastan e depois de alguns segundos todos fizeram o mesmo. _ Juro pela minha magia que seremos amigos para sempre! - Falaram em uníssono. _ Mas você ainda não nos contou o que a c***a velha queria. - Falou Narcisa retomando a nossa conversa principal. _ Ele apenas queria que eu parasse de conversar com vocês, mas vocês sabem que desde 1966 isso já era impossível de se acontecer. _ Ainda me lembro como a Bella nos apresentou. - Rabastan sorriu ladino. _ Nem me lembre, aquele dia tive que pedir Madame Pomfrey para me dar uma poção calmante. - Narcisa riu com uma mão na testa. _ Aquele foi um maravilhoso dia, não concordam? - Sorriu a Lufana. ┝┈┈───╼⊳⊰ ? ⊱⊲╾───┈┈┥ 1980: _ Estou aqui como a senhorita me pediu. - Falou Destiny olhando uma mulher que tinha uma máscara de prata em seu rosto e vestindo um vestido preto que marcava suas curvas. _ Você vai fazer um favor para mim, Dolohov. Você vai dizer o futuro que sobrevivi para o Lorde das Trevas e com sua ajuda salvaremos o mundo mágico. Destiny estava pasma, o que ela acabou de ouvir era tudo muito surreal, como ela poderia ajudar a salvar o mundo bruxo dando de bandeja informações sobre o futuro para Lorde Voldemort? Ela queria perguntar, mas nenhuma palavra saía de sua boca. _ Eu sei que a senhora quer me perguntar alguma coisa. Mas não precisa perguntar, eu irei lhe dar algumas memórias para você ter certeza do que eu estou lhe dizendo. Porém, não se esqueça, sem você, nós mais uma vez sucumbiremos para os trouxas. _ Trouxas? Mas eles são... _ Sim, pensamos que eles eram fracos e nós com poderes dados pela Lady Magic éramos poderosos, mas isso mudou. A tecnologia do mundo trouxa é capaz de matar todos nós em segundos. - Suspirou a mulher mascarada. _ O mundo mágico parou no tempo, Lorde Voldemort estava certo em querer matar todos os nascidos trouxas e mestiços. _ Como? - Perguntou perplexa. _ Os nascidos trouxas e mestiços contavam tudo que acontecia no mundo mágico para seus parentes e isso acabou levando os governantes do mundo trouxa a nos descobrirem. - Suspirou. _ Mas o lorde também estava errado, precisamos deles para avançar na tecnologia. No futuro eu irei ajudá-lo a reconhecer esse erro, contudo, será você quem irá me ajudar a empurrá-lo para o futuro. _ Mas não tem vira-tempo que... - Ela ficou estática. _ Você conseguiu fazer um vira-tempo que pulasse anos, não é? _ Sim, primeiro tome essas memórias. - Entregou uma caixinha de veludo. _ Elas irão lhe ajudar a conduzir o Lorde das Trevas para o futuro que desejo. Quando você fizer tudo que lhe pedi, irei lhe dizer o resto. ┝┈┈───╼⊳⊰ ? ⊱⊲╾───┈┈┥ 1981: setembro. _ Fiz, mas ele ainda não acredita. - Falou Destiny olhando em volta do beco e quando viu que a mulher se aproximava foi até ela. _ Eu sei, ele vai acreditar antes do dia final e tome. - Entregou uma caixa com várias coisas dentro. _ O vidro é a poção Polissuco e do lado dela está a nova receita, no envelope está todos os documentos para o Lorde se estabelecer no futuro e também tem uma chave de um cofre em Gringotts. E por último, este é o endereço onde o Lorde irá ficar. - Falou apontando todas as coisas da caixa. _ E o vira-tempo? - Perguntou Destiny. _ Que eu saiba o Lorde já está fazendo um, então não preciso lhe dar um. _ Como conseguiu isso tudo? - Perguntou olhando a caixa fascinada. _ Não importa agora, leia primeiro o envelope e explique o Lorde com suas palavras. A mascarada caminhou se distanciando de Destiny, ela nunca mais voltaria para aquele ano, mas antes de aparatar ela se lembrou de algo e começou a falar: _O futuro que sobrevivi. - Fez uma pausa. _ Foi horrível, mas vi a criança virar adulta, o i****a virar herói, o inimigo virar amigo e o Lorde virar poeira. Foram cenas brutais, mas fascinantes e se não fosse pelos trouxas, aquele garoto que passou a metade da vida tentando destruir o Lorde das Trevas teria realmente alcançado a paz no mundo bruxo, mas infelizmente as trevas estavam certas sobre proibir os trouxas em nosso mundo. _ Aquelas memórias que você me deu, elas eram as melhores que você tinha? - Destiny segurava um soluço no fundo da garganta. A mulher sorriu por de baixo de sua máscara, ela ainda sentia a pele cicatrizada puxar quando ela fazia isso. Dor, era isso que ela sentia quando via sua face queimada no espelho, mas ela não queria consertar o que aquelas pessoas fizeram com ela. Era uma marca de sua vitória e não de sua derrota. _ Sim, eu lhe dei as melhores lembranças daquela época, mas mesmo sendo as melhores elas ainda são grotescas. _ Poderia antes de ir me falar seu nome? - Destiny com lágrimas nos olhos, via aquela mulher quase desaparecer na penumbra. _ Por favor? _ Eu tinha um nome, mas os anos foram se passando e fui me esquecendo dele. Apenas lembrasse de como a mulher que te contou sobre o futuro ou a mulher da máscara de prata. - Foram suas últimas palavras antes de desaparecer completamente. _ Lembrarei de você. ┝┈┈───╼⊳⊰ ? ⊱⊲╾───┈┈┥ 1984: agosto. Em uma sala de estar confortável com cores escuras e móveis da mesma tonalidade, Destiny estava sentada no sofá de frente para lareira vendo os preparativos para a festa de aniversário de sua filha, a sua pequena faria cinco anos em outubro. Ela estava empolgada, mas ela queria que o seu amado também estivesse com ela presenciando o momento de sua menininha, claro que ela sabia que neste momento era impossível, mas ainda doía não ter seu marido em casa. E ela também não queria que metade de seus verdadeiros amigos estivessem em Azkaban sofrendo todos os dias. Quando ela iria se levantar para dormir, a barreira que impedia de intrusos lhe avisou que tinha um convidado e ela se lembrava daquela assinatura mágica. Sem mesmo perceber, ela já estava abrindo a porta e dando passagem na barreira para a mulher da máscara de prata entrar. Ela estava usando um vestido de mangas que iam até seu pulso. O comprimento do vestido era curto na frente mostrando suas pernas que tinham algumas cicatrizes de queimadura e o vestido atrás era longo, e ele era de uma cor roxa meio azulada e nos seus pés tinha uma bota que batia nos tornozelos. _ O que lhe traz em minha casa? - Perguntou Destiny fechando a porta e levando a mulher para a sala onde ela estava alguns segundos atrás. Destiny mostrou o sofá e a mulher se sentou, as duas estavam uma de frente da outra e a única luminosidade era a lareira crepitante. _ Tenho uma coisa para lhe contar e dar. - Aquela voz melodiosa e sedosa ainda dava arrepios na espinha de Destiny. _ Então, por favor, me conte, mas antes disso aceita chá? - Perguntou educada. _ Não, obrigada. Venho aqui para lhe dar isso. - Retirou um recipiente em formato de chave de sua roupa e a colocou na mesinha de centro, a chave tinha um líquido prateado e era bonito de se ver. _ E o que essa chave guarda? _ Poder e glória para o futuro. Não posso dizer exatamente o que ela "guarda", porque, na verdade, ela não guarda "nada". _ Como? _ Destiny, dê o líquido que contém nesta chave para a sua filha. - Proferiu a mulher que por baixo da máscara mordia os lábios queimados e distorcidos. _ O quê? - Perguntou se levantando exasperada. A mulher da máscara de prata se levantou e foi até Destiny que a olhava com pavor. _ Minha querida, não fique nervosa, você já fez coisas mais perigosas do que essa. - Disse a mulher abraçando Destiny. _ Mas ela é minha filha, eu não posso fazer isso e ela é meu bem mais precioso, eu faço qualquer coisa, até mesmo bebo o líquido da chave, mas a minha filha não vai beber. _ Eu sabia que isso iria acontecer. - Apertou Destiny no seu abraço. _ Sabe, querida, fui para o futuro ver se o que você fez deu resultados, mas tudo estava igual. Porém, quando fui ao ministério, algo estava diferente, ninguém estava chorando pelos cantos devido aos trouxas que matavam os bruxos com armas de fogo ou até mesmo bombas. Eles estavam rindo. _ Rindo? - Disse Destiny chorosa. _ Sim, rindo como se o mundo fosse um mar de rosas e sabemos que não é. A ministra me disse que eles haviam criado uma poção, e com essa poção eles teriam glória e poder. - Suspirou a mulher. _ Naquele momento eu não sabia que aquele líquido prateado faria algo tão contraditório. _ O que ele fez? _ Toda poção tem uma reação e a pessoa que deveria nos salvar, começou a nos matar como os trouxas. Estávamos perdendo nossos poderes, estávamos virando abortos. _ Por Merlim. E você está bem? _ Sim. Eu tive que pegar a fórmula da poção para ver o que eles fizeram de errado. - Soltou Destiny e caminhou para perto da lareira. _ E descobri que a poção causava distúrbios emocionais, causava uma dor tão forte dentro do seu peito que você queria se livrar dela, ela usava a voz. _ Como assim voz? _ Os trouxas remetem essa voz a uma doença chamada Esquizofrenia e os distúrbios emocionais eram chamados de Depressão e Ansiedade, mas nós não tínhamos essa doença em nosso mundo ou tínhamos e não sabíamos. Estávamos desesperados tentando salvar a pessoa que deveria nos salvar. - Quase gritou a mulher. _ E você quer que eu faça a minha filha beber essa poção? - Perguntou eufórica. _ Destiny, alguns dizem que a dor nos transforma e nos faz querer mudar, mas na realidade a dor nos faz abrirmos os olhos para o verdadeiro mundo. Nesta época estamos sentados de braços cruzados esperando que Harry Potter cresça para salvar o mundo mágico, mas por que não fazemos nada? Por que temos que esperar uma criança crescer? Destiny, nós sempre fomos os errados deste mundo. _ O que você está tentando dizer? _ As reações da poção não são a nossa destruição e sim, a mente fraca da pessoa que a bebe. Tudo que a poção lhe traz é a verdadeira dor do mundo, ela quer que você enxergue a verdade e não o que a nossa mente colorida diz. _ Deixa ver se entendi, essa poção traz a verdade, mas a verdade é tão devastadora que a pessoa começa ouvir uma voz e essa voz lhe diz o que fazer e quando fazer. É isso? _ Sim, mas as pessoas que tomaram a poção já eram adultas e elas já estavam impregnadas das mentiras do mundo. Eu lhe peço novamente, dê a poção da chave para sua filha para vencermos e se ela já souber da verdade do mundo desde criança ela não acabará morrendo ou matando. _ Me diga uma última coisa, o que estamos lutando? _ Estamos lutando contra a cobiça, a raiva, a desumanidade e pela falta de igualdade. Estamos lutando pela preservação do nosso mundo mágico. Estamos lutando para sermos iguais. _ Isso inclui os Lobisomens, Vampiros, Goblins e Elfos? _ Sim, todas as bestas mágicas lutrarão pela igualdade no futuro. Então, Destiny, dará a chave para sua filha? Destiny olha a chave com o líquido prateado dentro e morde os lábios rosados em agonia, ela estava com medo, ela não queria que sua menina passasse por tudo isso. Mas sem olhar para trás, ela pega a chave e subiu a escada que levava para o corredor dos quartos e entrou em um que tinha uma porta com flores lilases. Quando ela entrou, estava tudo escuro e nenhum detalhe do quarto podia ser visto, apenas a garota. Destiny viu sua pequena menina dormindo abraçada com uma cobra de pelúcia que o Dolohov tinha dado para ela quando ela um era bebê. _ Me perdoe. - Disse baixinho beijando os cabelos cacheados de sua pequena. Ela abre a tampinha que tinha na chave e separa os lábios de sua menina com a outra mão e entornou o líquido em sua boca até que a última gota saísse da chave. A mulher da máscara de prata viu aquilo e sorriu, ela fez o que era possível para o mundo bruxo não desaparecer, agora era com a garota. _ Tome. - A mulher entregou um vira-tempo para Destiny que ainda estava no quarto vendo a filha ofegar e gemer baixinho de dor. _ Esse é o vira-tempo que uso, guarde ele para que ninguém o pegue e tente mudar o passado ou o futuro novamente, e sua filha ficará bem, ela é forte. ┝┈┈───╼⊳⊰ ? ⊱⊲╾───┈┈┥ 1985: janeiro. _ O que devemos a honra de você estar nos visitando? - Perguntou Caspra sorrindo. _ Quero guardar algo no meu cofre. - Proferiu colocando em cima da mesa uma caixa transparente que tinha um vulto preto dentro e um vira-tempo descansava ao lado da caixa. _ Destiny, onde você conseguiu isso. - Apontou para caixa tremendo. _ Eu não quero isso em nenhum cofre, não podemos ter isso aqui. _ Caspra. - Quase berrou a mulher, ela estava esgotada, ela não tinha mais forças para dar para aquele pequeno vulto. _ Você tem um dragão dentro do seu banco, então você pode muito bem colocar essa caixa dentro do meu cofre. _ Destiny, o que você tem aqui... - Parou de falar pelo olhar de sua amiga. _ Tudo bem, deixarei esses dois objetos em seu cofre e só você ou sua filha podem retirar esses dois objetos. Está bom para você? - Perguntou sobre os termos. _ Claro. - Sorriu doente.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR