bc

O Desejo do Traficante

book_age18+
91
SEGUIR
1K
LER
vingança
proibido
família
HE
amor depois do casamento
diferença etária
os opostos se atraem
amigos para amantes
bandido
colarinho azul
drama
doce
sérieux
patada
cidade
escritório/local de trabalho
segredos
friends with benefits
assistant
like
intro-logo
Sinopse

Sinopse:Isabela foi obrigada a abandonar os próprios sonhos para ajudar a única pessoa que sempre esteve ao seu lado: sua mãe doente e sem saída, ela aceita se casar com um homem muito mais velho, que promete cuidar dela e de sua mãe, acreditando que aquele sacrifício daria à mãe a vida digna que nunca tiveram.Mas o preço foi alto demais.Ainda muito jovem, Isabela se vê presa em um casamento sem amor, vivendo ao lado de um homem frio, possessivo e violento, que nunca aprendeu a respeitá-la como mulher. Ela se torna uma garota sufocada, infeliz e desesperada.Sem saber mais em quem confiar, Isabela toma a decisão mais perigosa da sua vida: pedir ajuda a Betão, um dos homens mais respeitados da boca. Vapor de confiança do comando, Betão é conhecido pelo temperamento explosivo, pela lealdade ao morro e pela forma impiedosa como resolve seus problemas. Marcado pelo crime e pelos erros do passado, ele sabe que deveria manter distância daquela menina jovem demais, linda demais e Comprometida.Mas bastou olhar nos olhos dela para perder completamente a razão.O que começa como um acordo para livrar Isabela daquele casamento infernal rapidamente se transforma em uma paixão intensa, proibida e avassaladora. Entre encontros escondidos, desejos reprimidos e o perigo rondando cada passo, Betão percebe que já não luta apenas para protegê-la, luta contra a vontade de fazê-la sua.Só que, paixões proibidas têm consequências.E quando o desejo fala mais alto que a razão, amar pode ser a sentença mais Crüel de todas.

chap-preview
Pré-visualização gratuita
Betão
Olá Meus amores, mais uma história começando. QUER FICAR POR DENTRO DE TUDO? Fotos dos personagens, spoiler e falar diretamente comigo? Na bio do meu ïnstagram @autora.vihfelix tem o link do grupo de leitoras e no grupo tem o meu número. fiquem a vontade e é só me chamar. BOA LEITURA AMORAS ❤️ Betão Narrando O teto do quarto é o meu cinema particular e, hoje, o filme é um reprise sem fim de dezessete anos atrás. Tô aqui estirado de barriga pra cima, braços cruzados atrás da nuca, sentindo o peso dos meus 37 anos nas costas. O silêncio da casa é cortado só pelo zumbido do ventilador de teto que gira devagar, espalhando esse calor abafado. Minha mente, teimosa, volta pra Mayara. Aquele golpe ainda dói como se fosse ontem, uma cicatriz que nunca fecha direito, só cria uma casca grossa por cima pra não deixar infeccionar. A gente vivia uma parada intensa. Ela, garçonete num restaurante chique lá na zona sul, chegava em casa exausta, mas sempre com aquele cheiro de perfume caro misturado com o cansaço do batente. Eu, na época, só tinha olhos pra ela. A mudança veio aos poucos: umas saídas a mais, o celular virado pra baixo, a falta de paciência com as minhas perguntas. Quando ela meteu o pé, deixou um rombo no peito. A cereja do bolo podre? Fiquei sabendo pela fofoqueira do morro que ela tava grávida. Do gringo que conheceu na pista. Aquilo me quebrou de um jeito que nem se você tentasse colar os cacos com supercola ia adiantar. O Betão romântico morreu ali, num banco de praça qualquer, ouvindo conversa fiada. Desde aquele dia, a chave virou. Nunca mais deixei ninguém entrar. A regra é clara: chega, a gente se satisfaz e cada um pro seu canto. Não maltrato, não humilho, trato com respeito até a porta, mas não tem espaço pra sentimento. É só carne, suor e desapego. Eu tenho dois metros de altura, o corpo todo riscado, marcado por tatuagens que contam histórias que eu prefiro esquecer. Calço 44, minhas mãos são pilastras, essas que dão o apelido de Betão. E o pacote que carrego? Vinte centímetros, medidos na régua, sem choro nem vela. A Mayara, quando a gente tava no ápice, falava que era o que mais machucava, que eu não sabia a hora de parar. Vai saber se era verdade ou se era papo de quem queria me manter na palma da mão. Hoje, essa pörra só serve pra descarga de adrenalina e um prazer rápido antes da porta bater. A vida mudou o foco. O que me mantém de pé é a velha, minha vó Mariazinha. Ela é a base de tudo, a mulher que me criou com o pouco que tinha e com toda a sabedoria do mundo. Ela é sinistra, tá ligado? Fé firme na Umbanda, um olhar que parece que lê até o que eu escondo no pensamento. Quando ela abre a boca pra falar algo, eu abaixo a crista e escuto. Não tem essa de bater de frente; sei que quando ela dá um conselho, é porque alguém lá do outro lado soprou no ouvido dela. Eu respeito demais aquela senhora, ela é o único porto seguro onde eu consigo baixar a guarda. E tem a Eloá, minha sobrinha. Ela é a minha vida, meu tudo. Desde que a mãe dela, minha irmã, que Deus a tenha, partiu, eu tomei as dores dessa missão. Cuidei de longe, vigiando cada passo, até chegar o momento de me aproximar de vez e assumir o papel de protetor. A Eloá, o Rian, meu afilhado, e a pequena Heloísa, minha princesinha, esses três são a minha luz. Eles não sabem, mas eu daria minha vida sem pensar duas vezes pra garantir que nada de ruïm chegue perto. Agora, o Ceifador, marido da Eloá? Aquele cara me tira o juízo. Eu não suporto a ideia de ver minha sobrinha triste por causa dele. Quando vejo uma lágrima no olho dela por conta de um vacilo desse otärio, o sangue ferve. É uma vontade incontrolável de resolver na base da brutalidade, de apagar o cara do mapa. Mas eu me seguro. Me seguro por ela, pra não criar um problema que vá desestruturar a casa da Eloá. É um jogo de paciência que me consome por dentro. Eu finjo que tá tudo bem, dou um tapinha nas costas, mas o desprezo tá guardado na garganta. — Betão, tu tá muito calado hoje, parece que tá vendo assombração no teto — minha avó entra no quarto, limpando as mãos no avental. — Tô só pensando na vida, vó. No que passou e no que ainda falta fazer. — Respondo, mudando de posição na cama. — O passado não volta, meu filho. O que você viveu foi pra te fazer o homem que você é hoje, mas não precisa carregar esse peso todo. O seu coração tá trancado, mas a chave quem tem é você. — Eu não preciso de chave pra nada, vó. Do jeito que tá, tá bom. Tô satisfeito. — Satisfeito não é ser feliz, Beto. Tem uma diferença grande aí que você tá ignorando. — Felicidade é luxo pra quem não viveu o que eu vivi. Eu tô aqui, tô vivo, a família tá protegida. Isso é o que importa. — A proteção que você dá pros outros você não dá pra si mesmo. Cuidado pra não acabar virando pedra de tanto querer ser o rochedo dos outros. Ela saiu do quarto sem esperar resposta, deixando o cheiro de incenso no ar. Fico ali, olhando o ventilador girar, girar e não sair do lugar. É exatamente como eu me sinto. Tô satisfeito porque não me falta comida, porque meus protegidos estão seguros, mas a felicidade é um conceito que eu esqueci como se soletra. Vivo nesse marasmo, mantendo a carcaça bruta e a mente focada no dever. É uma vida de sobrevivente, de quem aprendeu que, pra não se decepcionar, é só não esperar nada de ninguém. Pode crê, se for pra ser assim até o fim, que seja. Enquanto a Eloá sorrir e a vó tiver saúde, eu aguento o tranco dessa rotina amarga, bebendo a dose diária de um vazio que eu mesmo escolhi habitar. Pedi a benção a minha vó, e desci pra puxar plantão. O clima na favela tá tenso, o cheiro de pólvora já impregnava o ar antes mesmo do primeiro estampido. A gente tava na contenção quando o bonde dos rivais subiu o morro, ignorando qualquer limite. Não deu nem tempo de pensar; foi aquele corre, gritaria e o clarão dos tiros cortando a noite. Eu tava na linha de frente, cobrindo o recuo dos moleque, quando senti um soco brutal, seguido de uma queimação que parecia fogo líquido correndo nas veias. O impacto me jogou contra a parede, e o mundo girou numa velocidade absurda. Não foi uma dor aguda de imediato, foi mais um tranco seco, como se um trator tivesse passado por cima do meu peito. Olhei pra baixo e vi o sangue escuro manchando a camisa, espalhando rápido. A respiração começou a falhar, ficando pesada, curta. A adrenalina que antes me mantinha alerta foi sendo substituída por um frio que subia das pernas pro peito. A voz da galera ao redor soava abafada, como se tivessem colocado algodão nos meus ouvidos. O teto do mundo começou a escurecer pelas bordas. Apaguei ali mesmo, entregue ao breu, com o nome da Eloá sendo a última coisa que tentei formular na mente.

editor-pick
Dreame-Escolha do editor

bc

Unscentable

read
1.9M
bc

He's an Alpha: She doesn't Care

read
723.0K
bc

Claimed by the Biker Giant

read
1.6M
bc

Holiday Hockey Tale: The Icebreaker's Impasse

read
959.7K
bc

A Warrior's Second Chance

read
347.2K
bc

Not just, the Beta

read
342.5K
bc

The Broken Wolf

read
1.1M

Digitalize para baixar o aplicativo

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook