Michael Williams:
Era difícil dizer que meu coração estava sentindo, mas era necessário…
Paramos em frente a biblioteca, e em minha mão havia uma caixinha, onde dentro estava a chave para abri-la.
— Feliz Natal! — segurei sua mão e lhe entreguei a caixinha, vendo sua expressão confusa e calma.
Ao abri-la, seu sorriso não durou por muito tempo, em seguida ela fechou e me estendeu a mão, para que eu a pegasse de volta.
— Obrigada, mas eu não posso aceitar, me desculpe!
— Não se recusa um presente, e eu não o aceitarei de volta. É todo seu. — por alguns segundos ela permaneceu pensativa, até que eu também queria saber sobre sua reação e seus gostos. — Espero que tenha gostado.
— Eu adorei. Muito obrigada, Michael. Espero algum dia poder retribuir tudo isso…
— Pode me pagar com beijos, eu não vou me importar. — caminhei até ela e lhe envolvi em meus braços, lhe beijando com desejo e como se fosse a primeira vez. — Podemos conversar um pouco? — pedi segurando seu rosto e a vendo sorrir tímido.
Ao abrir a porta e ver que tudo ainda estava do mesmo jeito, fez seus olhos brilharem, como se estivessem vendo o paraíso. Mas, ainda necessitando de uma reforma, o teto estava caindo e quando chovia a água escorria por algumas estantes, estragando vários livros importantes. Tudo isso iria ser resolvido, mas antes, eu precisava demonstrar que a amo de verdade, não posso deixá-la ir desta vez.
— Eu quero me desculpar por esta noite. Algumas coisas não saíram do jeito que eu queria, e isso acabou causando algumas frustrações. — segurei seu rosto com a palma das mãos e olhei em seus olhos, encontrando um abismo de solidão e medo. — Eu quero ter você ao meu lado quando realizarmos os nossos sonhos. Não se afaste de mim, eu não tenho ninguém além de você e tudo que viu hoje foi um m*l entendido. Não sei como aquela mulher conseguiu entrar lá, mas eu prometo que não irá acontecer novamente. Eu tenho planos para nós dois, quero muito que esteja ao meu lado, preciso de você ao meu lado, eu te amo, Émie.
— Eu também te amo, Michael. Também quero estar com você, mas antes preciso resolver algumas coisas em minha vida, mas prometo que não irei fugir.
— Se está se referindo ao desgraçado do Mclay, eu posso garantir que ele nunca mais vai perturbar você.
— O que você fez, Sr. Williams? — suas mãos envolveram meu pescoço e me puxando para mais perto, ela me beijou com doçura e vestígios de felicidade.
— Vamos poupar os detalhes, mas prometo que ele nunca mais vai vir atrás de você. Agora eu quero que aceite ir comigo para Itália quando eu voltar com Zenith. — nos afastamos e ela se encostou na mesa atrás dela, me olhando séria e com um olhar indecifrável.
— Eu preciso resolver algumas coisas, mas prometo que vou pensar nisso.
— Uma vez você me disse que queria voltar a estudar, e o que está impedindo você de fazer isso agora? Vem comigo, quero ver você realizar seus sonhos, não precisa responder isso agora, pode pensar e me dizer a resposta depois.
— Michael, não podemos retomar as coisas de forma tão rápida. Eu acabei de sair do meio de um inferno, onde era a casa dos meus pais e tudo que eu quero agora é um pouco de liberdade. Sei que você está tendo boas intenções, mas acho que quero tentar alguma coisa nova. Eu preciso arranjar um trabalho, preciso ter um lugar para morar, onde eu possa chorar no fim da noite sem ter que explicar o porquê a ninguém. — ela estava falando com o coração, seus olhos cheios de lágrimas iriam transbordar a qualquer momento, e isso me deixava m*l por não saber o que fazer para ajudá-la. — Eu… eu não quero ser uma decepção em sua vida, não sei se estou pronta para amar. Eu preciso de um tempo, tudo bem?
— Tudo bem. Mas farei de tudo para que mude de ideia, Itália é grande e quero apenas o que for melhor para você. — beijei sua testa e por mais que eu quisesse não sentir desejo por ela, de forma que deixasse meu p*u latejando, eu não conseguia me controlar tanto.
Segurei em sua cintura e a coloquei em cima da mesa, beijando seus lábios, como se minha vida dependesse daquilo. Cada toque retribuído me dava mais certeza de que ela queria a mesma coisa que eu, mas ainda tinha medo guardado em si, e jamais forçaria alguém a fazer algo que não fosse de sua vontade. Ofegante, ela desgrudou nossos lábios e me olhou sorrindo…
— Michael, eu quero muito mais que apenas beijos…
— Tem certeza? — sua voz sussurrou um sim baixinho em meu ouvido, deixando cada pelo do meu corpo arrepiado.
Selei nossos lábios novamente e a segurei em meus braços, colocando seu corpo sob a grande mesa onde as pessoas sentavam para ler. Em um momento de distração nossos, a porta foi aberta e um meliante entrou encapuzado, anunciando voz de assalto e nos mostrando uma arma, mas m*l sabia ele que estava lidando com um demônio em sua frente. Émie tentou se esconder atrás de mim, com medo e sua respiração acelerada.
— Calma, tá tudo bem! — sussurrei em seu ouvido e andei em direção ao assaltante, que gritava todo tempo que iria me matar. — Eu acho que a pior coisa que você fez na sua vida é entrar aqui hoje, mas você ainda tem uma chance para sair daqui e a gente fingir que nada disso aconteceu. Tudo está em suas mãos, sair ou…
— Eu não tô brincando, é melhor você me deixar pegar o que eu quero e depois eu dou o fora. — com a voz alterada ele tentou me intimidar com dois passos à frente, mas antes que alguma coisa pudesse acontecer, puxei de trás da cintura uma arma e disparei em seu ombro, o fazendo deixar a arma que estava em sua posse cair no chão.
— Eu te disse que você fez uma péssima escolha em entrar aqui hoje! — após o “ok” o motorista arrastou o corpo, jogou no porta-malas do carro e foi embora.
Émie estava sem reação diante do que aconteceu, então antes que alguma coisa pudesse dar mais errado, fechei a porta com a chave e voltei para onde estávamos.
— Eu quero que você faça amor comigo, aqui e agora. — sua voz quase inaudível sussurrou baixinho enquanto suas mãos se mantinham segurando meus braços.
— Seu pedido é uma ordem! — Agarrei seu corpo contra o meu e a beijei ainda com mais desejo. — Você me tem em suas mãos, meu amor.