Capítulo 21 — ÉMIE

1072 Palavras
Émie Carter: O ar faltava em meu peito, uma sensação de sufocamento tomou conta de mim e naquele momento, diante daquela cena, eu me vi à beira do precipício. Onde eu estava com a cabeça quando aceitei morar na casa de um homem que nem lembra quem eu sou? — Isso não pode continuar assim — repeti várias a mesma frase para mim mesma antes da Betsy me encontrar parada, olhando nada, buscando forças para caminhar e sair dali o quanto antes. — Émie, eu sei que não deveria te pedir isso, sei que meu irmão é um i****a, mas vamos entrar? Aproveite este Natal comigo, por favor! — o olhar marejado de Besty me fez voltar para dentro de casa, embora não quisesse, ela era minha melhor amiga e quem sempre esteve comigo, me acolhendo nas horas difíceis. — Obrigada, Émie. Por estar fazendo isso por mim. — Eu também senti a sua falta. — disse baixinho, porque demonstrar sentimentos não era o meu forte, e isso ainda me deixava sem graça. — Eu te amo, estarei sempre com você. — Betsy alisou minha mão e seguimos até a mesa, onde todos já estavam reunidos. Sentia os olhares sob mim enquanto andava até a mesa. Me sentia estranha e fora do meu círculo, como se estivesse no meio de uma floresta, abandonada e sozinha… — Émie Carter, um prazer em conhecê-la, Senhorita. Betsy fala muito sobre você, feliz em conhecê-la. — o largo sorriso no rosto da senhora me despertou algo bom, como se as memórias ruins afetasse minha mente, eu só conseguia pensar sempre nas piores coisas. — Oh, acredite, Betys é exagerada, mas eu que tenho o prazer em conhecê-la. — nos cumprimentamos e então, eu sentei. Zenith que estava sonolento, ao me ver veio até mim e se aconchegou em meu colo. — Você leva jeito com crianças, Michael fez uma boa escolha… — corei com o comentário da senhora, mas logo percebi que ele estava com sono, afinal, já se passava das 22:00 horas. Estava fazendo menção em levantar para levá-lo até o quarto, mas antes mesmo que eu pudesse levantar, vi a figura masculina de Michael aproximar-se e sentar ao meu lado. Ao vê-lo, Zenith esboçou que estava feliz, embora fosse uma criança tímida e atípica, eu sabia lhe dar com suas emoções ocultas. Após o jantar, me despedi por ora e fui até o quarto, colocar Zenith para dormir. — Está com fome? — lhe mostrei mostrei uma mamadeira e como sinal de rejeição, ele deitou-se na cama e se cobriu sozinho. — Eu sei de algumas histórias que acho que você iria gostar… — deite ao seu lado, afagando seus cabelos e lhe cobrindo por completo. — Assim está bem melhor! Olhando para Zenith eu via uma alma inocente e pura, que não fazia a menor ideia do que estava acontecendo em sua vida. Senti feição por ele desde o primeiro dia em que o vi, me apeguei a ele desde então e ele a mim e sair disso vai ser difícil, mas eu preciso me encontrar, nem que seja uma última vez. Estava me aconchegando ao seu lado, quando a porta do quarto vagarosamente foi aberta e Michael entrou, descalço e tentando não fazer barulho. — Podemos conversar? Por favor! — assenti em silêncio e após Zenith dormir, finalmente tive que enfrentar uma conversa, mas não estava nem um pouco afim. — Me desculpa pelo que aconteceu, não era nada do que você estava pensando, eu… — Está tudo bem, você não me deve explicações, Michael. — respondi com serenidade (por fora), mas todo o medo estava me consumindo e isso era algo que vinha sem avisar e eu não tinha como fugir daquela sensação horrível. — Sim, devo! — calada eu estava e assim permaneci. — Será que poderíamos conversar em outro lugar? — Você não deve, Michael. Não deve me explicar nada, já está fazendo demais por mim. — na tentativa de tirar da sua cabeça todo o passado, eu iria fazer o máximo para não machucá-lo e não sair machucada outra vez. — Émie, eu sei que está brava pelo que viu, no seu lugar eu também não gostaria de ver alguém beijando você. Aquilo não foi proposital da minha parte, mas de alguma forma ela sabia que estamos juntos e… — Ela quem? E desde quando estamos juntos? Olha, sinceramente eu acho melhor deixar as coisas como elas estão, assim ninguém sai machucado. Eu não vou morar para sempre com você, e assim que puder, pagarei por tudo que gastou comigo. — peguei minha bolsa, onde estava o dinheiro que Mclay pediu em troca do sigilo, e quanto mais Michael tentava se aproximar, mas as coisas só pairavam. — Eu não posso deixar as coisas como elas estão, Émie. Eu reencontrei você, reencontrei o grande amor da minha vida, por que acha que eu vou deixá-la ir sem que eu me explique? — parei em frente a porta e olhei para trás, olhando para Zenith até ele entender que o pequeno estava dormindo. — Um passeio, por favor! — Ok! Eu vou me trocar. — antes que eu pudesse pensar em alguma coisa, tive meu corpo encostado na parede e o corpo de Michael tão próximo ao meu. Tendo nossa respiração sincronizada. — Eu vou te esperar no carro. — ele beijou minha mão e então subiu as escadas depressa. Betsy estava na porta do seu quarto o esperando, com cara de poucos amigos. — Agora não, Betsy. Eu tive um dia cheio de coisas para serem resolvidas. — seu tom de voz me dava uma sensação de medo, porque ele olhava para o corredor, para ver se havia algum vestígio meu por ali. — Pouco me importando como tenha sido o seu dia, eu não vou admitir nunca que machuque a Émie, e o que você fez hoje foi uma p**a falta de respeito com ela. Com a nossa família! — Betsy tentava se manter calma enquanto encarava seu irmão. — Você acredita mesmo que eu faria uma coisa dessas? Eu não fazia ideia de que aquela mulher estaria aqui, terminamos já faz um tempo e acredite, eu preferia que esse dia não tivesse chegado. — Michael suspirou pesado e continuou com seu diálogo — Eu estou tentando, Betsy. Eu lembro de cada momento que vivi com sua amiga e eu juro que eu quero reviver tudo aquilo…
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