Raoni empurrou a porta da cabana com cuidado, sentindo o aroma familiar de fumo que impregnava o ar. A cabana dos anciões sempre lhe trazia uma sensação de reverência. Era um espaço confortável, amplo e arejado, com as paredes de madeira escura, decoradas com símbolos antigos que contavam a história da tribo. Uma fogueira central, ainda fumegante, irradiava calor e dava ao ambiente um cheiro rústico, quase sagrado. Assim que entrou, todos os anciões presentes levantaram os olhos, encarando-o com a intensidade que ele já esperava. No centro da roda, a única mulher ali presente, a matriarca, o observava com uma mistura de preocupação e amor. Ela o havia visto crescer, e Raoni sabia que, para ela, ele era como um filho. O olhar dela, contudo, não suavizava o peso daquele encontro. Ele sabia

