Episódio 8

1341 Palavras
Alguns murmúrios o trouxeram de volta à consciência. Ele não conseguia se lembrar da última vez que desmaiou em toda a sua vida. O cheiro de Nicole chegou às suas narinas e a lembrança do dia do casamento civil de repente veio à sua mente. A raiva tomou conta dele novamente com aquelas lembranças. Ele abriu os olhos lentamente, vendo que estava deitado numa cama, no mesmo quarto onde deveria estar a cria do m*al e para completar o seu infortúnio, acabou sendo seu filho. Ele, um homem que se revelou estéril, tem um filho de três anos, que era m8al-humorado e desbocado quando se tratava dos mais velhos. — Bem-vindo ao mundo dos vivos. Disse Frederico, em tom zombeteiro. — Como você está se sentindo? — A minha cabeça dói muito. Ele sentou na cama e viu que tinha uma intravenosa no braço. — O que aconteceu? — Você teve uma crise de glicemia depois que descobriu que Jonas é seu filho. Ele deu a ele um envelope. — Esses são os resultados que fiz quando ele nasceu, não te contei nada porque você estava com raiva, Nicole estava com medo e se eu fizesse alguma coisa, você poderia começar a terceira guerra mundial porque descobriu-se que alguém estava errado sobre todos vocês esses anos. Sussurrou o seu amigo. — Você pode estar imaginando muitas coisas agora, pode acreditar que nada é o que parece, mas a criança na outra cama. Ele apontou por cima do ombro. — É seu filho. — Preciso de um momento para pensar sobre isso. — Tudo bem. O seu amigo concordou. — A operação foi excelente, ele está fora de perigo, se você quer saber. Ele não respondeu e quando o viu. Ele encontrou Nicole deitada ao lado do filho na mesma cama, enquanto o abraçava. Era noite e bastante tarde para dizer a verdade. Nesse ponto ele devia estar dormindo. Frederico saiu do quarto e apenas os três permaneceram juntos. Isso o deixou com um pouco de ciúme, já que ela tinha que estar com ele ao seu lado. Ele acomodou-se melhor na cama, observando-a dormir por um longo tempo, como se estivesse possuído por sua beleza. Ele teve que voltar à realidade quando Nicole começou a acordar e olhou para ele. — Como você está se sentindo? Ela perguntou, inclinando a cabeça para ele. — Está com fome? — Sim. Ele respondeu rapidamente. — Por que você está aí? — Porque eles tiveram que trazer outra cama para este quarto porque o grande senhor teve uma crise de glicemia. Ela saiu da cama e foi até a mesinha que tinha o que pareciam ser doces. — É doce de coco, não sei se você ainda gosta deles, tem também biscoitos de baunilha com pouco açúcar, porque também não quero que você fique louco de tanto açúcar. Ela sentou-se ao lado dele, e ele abriu a boca como se fosse uma criança. — A outra mão ainda é útil para que você possa comer. — Estou doente, você tem que me alimentar. Disse ele, antes de Nicole lhe dar um doce de coco. — Como você está? — Você se preocupa comigo agora? — Sim. — Eu dormi bem. Ele passou a colher em volta do doce e depois deu para ela. — Ainda não estou acostumado com as coisas luxuosas daqui e pedi ao diretor que colocasse outra cama no quarto caso houvesse algo fora do comum. Não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo. — Você poderia dizer a Frederico para ficar comigo... — Ele tem que voltar para a vida dele. Disse Nicole, calmamente. — É estranho como você imaginou que ele e eu tivemos um caso só porque um menino de três anos lhe contou num estado em que estava com raiva de você. — Acontece que aquele pirralho tem que aprender a respeitar os mais velhos. Ele abriu a boca novamente para Nicole lhe dar o doce— Ele ficará bem? — Sim, ele só terá que ficar sob observação por alguns dias e depois poderá ir para casa. Por que você quer que fiquemos juntos? — Eu já te disse... — Nunca nos casamos na igreja, não sou a mulher que você quer na sua vida e me dói saber que por causa disso meu filho sofre se eu continuar ao seu lado. Ela continuou dando os doces para ele. — O que você está fazendo não faz sentido. — Já te falei que a pessoa que quero ao meu lado é você… — E Jonas? — Também… Nicole balançou a cabeça, porque o que ele disse não parecia sincero. Ela só saiu da cama depois de terminar o doce de coco, deixando os biscoitos de baunilha para ele comer enquanto ia dormir novamente com o filho. Ele não piscou o olho, ficou assistindo ao noticiário de fofocas, onde diziam que ele havia entrado num hospital e ainda estava lá, pelo menos Nicole ainda não tinha sido descoberta e Frederico não contou nada a ela sobre isso. Não demoraria muito para que a sua família chegasse para conhecê-la e eles terem um feliz casamento na igreja. No dia seguinte, os médicos vieram examiná-lo e deram instruções para que ele ingerisse mais açúcar e não ficasse aborrecido. — Então, ele pode ir para casa agora? Nicole perguntou ao médico, e isso o fez franzir a testa. — Não me olhe assim, amanhã você tem que trabalhar... — Não vou trabalhar. — Que? Frederico perguntou, entrando no quarto com uma sacola de comida. — Verifique com atenção doutor, o meu amigo ainda está doente. — Vou verificar. O médico respondeu nervoso e os dois riram. — Você pode sair quando quiser ou pode ficar por mais vinte e quatro horas de observação, se quiser. Jonas não demorará muito para acordar e a partir daí vamos observar as mudanças que o seu corpo terá nos próximos dias devido ao transplante. — Muito obrigado, doutor. — Você pode se levantar e ir para casa. Nicole disse, aproximando-se dele. — Amanhã iremos buscar os anéis e eu assinarei o contrato. — Contrato? Frederico perguntou confuso. — Do que vocês estão falando? — Eu já te falei em casa, o seu querido amigo vai me fazer assinar um contrato para que eu possa ficar ao lado dele caso eu tente fugir. Ela foi para a outra cama onde Dilan ainda estava deitado. — Arrume esse travesseiro. Mais tarde você reclamará que sente dores no pescoço. — Ele sempre reclama, eu falei para ele comprar aqueles colares que alguns dos seus funcionários usam no trabalho. Disse o Frederico, porém, toda a sua atenção estava voltada para a mulher que o estava ajustando. — Amanhã vá trabalhar como se nada tivesse acontecido, você pode vir nos intervalos, se tiver algum. — Venho amanhã antes de ir trabalhar, na hora do almoço e depois de sair do trabalho. Ele determinou, sem parar para olhar para ela. — Eu gosto de estar com você. — Acho que ele ainda está chapado por causa da medicação. Zombou Frederick. — Tenho que ir, volto mais tarde com uma muda de roupa para você Dilan. — Sim claro. Muito obrigado. Nicole esperou Fred sair da sala, antes de aproximar o rosto do de Dilan, como se fosse beijá-lo. — De agora em diante, vou lhe contar, Dilan Volkan Richter. Murmurou a sua esposa. — Você sentirá a minha falta em algum momento e eu tornarei a sua vida um infe*rno. Porque não sou a mesma menina que era sua esposa, sou uma mãe que tem que buscar alternativas para o futuro do filho e se algum dia você fizer algo com ele, farei com que você pague por isso. Você entende ou tenho que desenhar? ‍​‌‌​ ‌‌‌​​‌​‌‌​‌​ ​‌ ‌‌‌​‌‌​​​‌‌​​‌‌​‌ ‌​​​‌ ‌‌‍
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR