Nicole sorriu de orelha a orelha ao ver tudo o que estava à sua frente, sem dúvida, ela amava aquele lugar, queria ficar lá para sempre e possivelmente, encontraria uma maneira de fazê-lo. Ela sentiu o olhar de Dilan no seu corpo, enquanto olhava para a paisagem que Atenas lhe proporcionava. Ele conseguiu ir até aquele lugar, e Dilan prometeu-lhe que, os dois passariam alguns meses lá, aproveitando as maravilhas da Grécia.
— É óbvio que você queria conhecer esse lugar. Dilan a abraçou por trás. — Você não quer descansar primeiro?
— Não, eu quero conhecer tudo. Ela se virou para olhar para ele. — Não sei se voltaremos em algum momento por causa do seu trabalho, pois você está fazendo esse esforço para que passemos esse tempo juntos.
— Bom, vou te dar um prêmio por isso. Ele pressionou os lábios na testa de Nicole. — Vamos, temos que conhecer um pouco a cidade antes que anoiteça.
— Vou presumir que você não vai pegar o celular para falar sobre trabalho. Ela beliscou o braço dele. — Não quero que nada disso estrague os nossos planos, tudo que preciso é de você e nada mais. Você promete?
— Bem, as coisas serão feitas como você diz.
Nicole o encarou por alguns segundos antes de sair do hotel, a maneira como ele estava se comportando era diferente do que aquela mulher tinha lhe contando. Dilan não era um ogro, nem a sua família e sem dúvida ela se sentia confortável com ele. O pior de tudo isso é que eu só ficaria com ele por alguns meses. Foi um passeio muito bacana, ele se comportou de uma forma tão linda que qualquer mulher acabaria se apaixonando perdidamente por ele. Não entendi os reais motivos pelos quais essa Natacha não queria se casar com aquele cara.
Ele tinha um corpo bonito, era lindo, tinha muito dinheiro e só tinha olhos para uma mulher...
— Os meus pais adorariam vir aqui passar alguns dias. Comentou Dilan, entrelaçando os dedos nos dela. — Você realmente acertou na escolha. Este lugar é incrivel.
— Não, eu só dei a ideia de vir, você pagou tudo. Ela mordeu o lábio, e então eles viram uma barraca de joias. — Quero comprar algo lá.
— Você tem um ponto a seu favor, novamente.
Dilan deixou que ela o levasse até aquela bendita barraca de pulseiras. Ela pegou um anel azul e outro marrom. Ela colocou o azul no dedo dele e Dilan não pode deixar de achar estranho aquela atitude. O resto da tarde foi assim, entre os dois conversando e ela, sentindo que esse homem era muito diferente daquele homem que Natacha descreveu.
O coração de Nicole batia tão forte que ela não conseguia ouvir nada que as outras pessoas lhe diziam. A Natacha havia voltado ao país, finalmente o dia de enfrentá-la havia chegado. Dilan se trancou na sala de reuniões com Frederico, ela ficou sozinha, olhando pela janela toda a situação. Ela não queria que nada de ru*im acontecesse, o seu filho era tudo para ela e ela havia lutado tanto para mantê-lo vivo, ela não queria aquela mulher por perto.
— Nicole. Dilan chamou, saindo da sala de reuniões. — Vamos para casa.
— Está tudo bem? Ela perguntou, levantando-se. — EU…
— Vou deixar vocês conversarem sozinhos. Frederico pegou Jonas. — Estarei esperando por vocês lá fora.
— Algo está errado, eu sei, você nunca fica em silêncio por tanto tempo. Ela sussurrou magoada. — Você quer me tirar da sua vida para ficar com a Natacha, se for isso, me diga agora.
— De onde você tirou isso? Dilan perguntou confuso. — Natacha não é minha esposa e não é a mulher que quero na minha vida.
— É que você saiu daquele escritório bravo e eu pensei que você estava bravo comigo. Ela mordeu o lábio. — Você ainda a ama?
— Não, eu já te disse que ela não é minha esposa, é você e mais ninguém. Ele murmurou, irritado. — A Natacha não é a mulher de quem comprei um dos anéis mais caros do mundo, nem aquela de quem mandei construir algo do jeito que ela gosta, e muito menos, é a mulher que me deu um filho.
— EU…
— Vamos para casa, temos que ir até meus pais. Ele contornou a mesa, pegando algumas coisas. — Eles me ligaram para dizer que queriam nos ver. Eles virão a nossa casa à noite para jantar conosco, pois Jonas ainda não pode pegar a brisa noturna.
— Ainda não posso ver os seus pais, sinto muito, mas acho que seria bom vê-los outra hora...
— Nicole…
— Por favor, só desta vez. Ela olhou para os pés. — Eu... eu te direi quando pudermos vê-los novamente, não me sinto confortável.
— Bem, será como você diz, só desta vez.
Nicole pegou os recipientes de comida e saiu do escritório com Dilan. Frederico, ao vê-los saindo juntos do escritório, passou com certo esforço até o pequeno Jonas, que se sentiu incomodado com todos os olhares sobre eles.
— Alguém contou à imprensa o que estava acontecendo, agora todos estão cientes do que acontece dentro dos muros desta empresa. Frederico disse, e Nicole sentiu que algo não estava certo.
Dilan os levou até o estacionamento, havia muita gente esperando do lado de fora da empresa e o motorista precisou da ajuda do pessoal de segurança para tirá-los de lá sem problemas.
— O que essas pessoas estão fazendo, mamãe?
— Eles são abutres que querem buscar informações à força sobre algo que não faz sentido. Disse Nicole, dando um sorriso calmo ao filho. — Receio que você terá que ficar nos braços do seu pai por mais tempo do que o necessário.
— Mas ele me odeia. Sussurrou o filho, porém, ele não fez nenhum movimento para se afastar do pai. — Hoje quase me sequestraram.
— Isso não ia acontecer, você se defendeu bem. Disse Dilan, e Jonas o olhou m*al. — Receio que você esteja confuso...
— Não estou confuso, mamãe me explica bem as coisas, você é a pessoa que sempre me trata como uma criança...
— Você é uma criança que tem a mente de um adulto, contente-se em saber que você é mais inteligente que as crianças comuns. Jonas franziu os lábios ao ouvi-lo dizer isso. — A sua mãe está triste agora, ela precisa da sua companhia como uma boa criança.
— O que você fez com ela?
— Eu não fiz nada com ela, ela apenas recebeu uma notícia que a deixou um pouco m*al e quase desmaiou. Disse Dilan, tentando não rir, e Nicole não achou graça. — É porque você se comportou m(al, falaram para ela que você quase matou uma pessoa e agora você está como se nada tivesse acontecido.
— Eu não disse...
— A minha mãe me ama mais do que você, o que você diz é mentira...
— O que você quer apostar? Um irmão mais novo?
— Um irmãozinho, sim. Eu aceito.
— E aqui estou esperando que você se junte a mim nos seus planos, porque não me lembro de ter dado a minha aprovação para a aposta que você está realizando.
Nicole fez uma linha reta com os lábios, ouvindo-os falar de um irmão mais novo como se ela não existisse. Eles chegaram em casa e o coração de Nicole começou a bater forte, já que os pais de Dilan estavam lá, com tudo e a família esperando por eles. Ele deveria dizer a eles para não virem até novo aviso, mas eles queriam conhecer o seu neto, que era uma minicópia do seu pai quando ele era criança.
— Eu ia ligar para eles quando chegássemos em casa, mas eles vieram aqui sem eu perguntar. Explicou Dilan, fazendo uma careta. — Desculpe.
— Espero que eles não façam nada contra o meu filho. Ela sussurrou.
O motorista abriu a porta para ela sair e depois fez o mesmo com Dilan, ela ficou assustada. Ela tinha medo que pensassem que ela enganou o filho deles depois daquela mentira, mas sua surpresa foi enorme quando o pai de Dilan a abraçou como se ela fosse filha dele.
— É bom ver você de novo, Nicole. Disse Christopher, pai de Dilan, antes de dar um beijo na sua testa. — Você está mais linda do que da última vez que nos vimos.
— Olá senhor…
— Você pode me chamar pelo meu primeiro nome, não há problema com isso. Ela assentiu. — Esse é meu neto?
— Sim, pai. Ele é meu filho...
— Mas é uma coisinha linda. Disse a mãe de Dilan, empurrando o marido para fora do caminho. — Deus, ele é tão m*al-humorado quanto o pai, não há dúvida disso...
Nicole sorriu tensa, aquela família a deixava nervosa e eles estarem perto do filho era demais. O rui*m de tudo isso é que Natacha voltou em busca de Dilan e estava claro que ela queria vingança.
A poucos metros de distância, um carro passava lentamente pela entrada do imóvel. Eram duas mulheres que olhavam para a cena com bastante ódio, o que sem dúvida deixava muito a dizer a esse respeito.
— Então ela teve um filho com Volkan! Disse Natacha, olhando as fotos que o investigador que ela contratou lhe enviou. — É uma pena que essa felicidade não dure muito, porque vou recuperar o que é meu.