Episódio 4

1777 Palavras
Nicole fechou a porta do banheiro, colocou as mãos na pia e contou até vinte antes de abrir os olhos; olhando no espelho. Ela não era mais aquela garota que foi enganada no aeroporto anos atrás, a mesma a quem aquele cara que ela começou a amar e tornou a sua vida impossível e para completar todos os seus infortúnios, ela lhe deu um filho. Dilan e Jonas eram idênticos, ela levou o filho a um médico especialista para explicar os motivos do seu filho ser mais sábio que as outras crianças. Ela lavou o rosto e limpou o banheiro com muito cuidado, pois Dilan gostava de ordem e precisava sair daquele lugar o mais rápido possível. Ela deixou tudo no lugar, enxugou as mãos e abriu a porta, parando ao ver Dilan com o seu filho sentado na mesa, enquanto estudava o seu corpo. — O que você está fazendo com o meu filho? Nicole perguntou com raiva. — Só estou olhando o corpo dele, ele está com muitas marcas. Dilan pegou a toalha que havia caído no chão. — É verdade que você vai se casar com Frederick? — Vou me casar com Fred? Ela perguntou, confusa, e então viu que Jonas estava desviando o olhar. — Isso não é da sua conta. Não somos casados, então não há razão para responder você. — Ainda estamos casados, porque você assinou aqueles papéis com o seu nome, você foi embora e agora está de volta. Você não pode se casar com outro homem enquanto... — Eu assinei os papéis que você deu ao Fred. Ela sussurrou, com a voz fraca. — Não somos casados, não sou a mulher com quem você queria se casar. — Eu não me importo. Dilan olhou para o menino. — Olhe para ele, ele não quer outro pai, só aquele que ele tem. — Você é o pai dele e agora diz que não posso ter um caso com ninguém? Ela riu sem humor. — Você deve estar brincando. — Eu não sou o pai dessa criança, pare de dizer esse tipo de coisa, pelo amor de Deus. Gritou o alfa, irritado. — Eu tenho que te dizer que você está perdendo tempo dizendo que eu sou o pai desse pirralho. — Pirralho, é o seu avô. Disse Jonas com raiva, e estendeu os braços para a mãe. — Eu quero ir embora mãe, por favor. Eu não gosto desse homem. — Leve o seu filho, porque ele acabou de sujar todas as minhas roupas. Ele murmurou. Nicole fez uma linha reta com a boca, demonstrando o seu descontentamento. Ela caminhou com o filho até a sala de reuniões e parou ao sentir a presença de Dilan nas suas costas, algo que o incomodava demais. — Agora o que você quer, Dilan? Ela se virou, com raiva. — Não vou roubar nada do que você tem aqui. — Lamento dizer que não confio em você, então termine o que está fazendo rapidamente. Dilan cruzou os braços sobre o peito. Nicole pegou as roupas do filho com muito cuidado, pois o homem que estava ali na porta daquela sala de reunião não tirou os olhos dela. O fato de ele ter dito que ainda eram casados ​​a deslocou bastante, pois isso, era algo que não era imaginado há um milhão de anos. Se ao menos ele fizesse os malditos testes de DNA, perceberia que talvez tivesse muitos filhos espalhados pelo mundo. — Posso ficar com a toalha? Ela perguntou baixinho. Não tenho uma muda de roupa para o Jonas, vou mandá-las limpas pelo Fred amanhã. — Fique com ela, porque o tempo ficou muito insuportável. Ela assentiu, limpou todas as embalagens de alimentos, colocou-as na lata de lixo e procurou nas gavetas algum ambientador para que o ar ficasse livre do cheiro de comida. — Muito obrigado. Ela colocou Jonas nos seus braços. — Não vou incomodar você com mais nada. — O que há com essa cria do di*abo? Ele perguntou diretamente, e sem rodeios. — Fred me contou que ele tem uma doença renal. — Sim, desde que ele nasceu algumas coisas têm sido muito difíceis para ele e tenho que estar sempre atenta a ele. Ela passou por ele. — Também não é algo que deveria ser importante, ele é meu filho e você deixou claro que não vai acreditar em mim se eu te contar que ele é seu também. — É que ele não é meu filho... — Cale a boca, Dilan. Ela continuou de costas para ele. — Deixei você me humilhar durante anos, que todo trabalho que eu queria ir já estava proibido, mas não vou permitir que você brinque comigo de novo, insulte o meu filho e tente continuar com essa farsa. — Olhe na minha cara e diga-me, porque você demorou três anos para me pedir ajuda? — Você me consideraria se eu lhe contasse que estou grávida? Ela olhou diretamente para ele. — Segundo você, você é estéril, não há razão que nos una e você pode me julgar ou não. — É hora de ir. Anunciou Fred. — Deixei os documentos com a sua secretária para que ela os levasse ao cartório e depois os entregasse a você. Dilan se virou sem dizer mais nada e eles aproveitaram para sair dali. Nicole respirou fundo enquanto o carro se afastava daquele lugar, ela esperava nunca mais ter que vê-lo em toda a sua vida. — Jonas disse a ele que vamos nos casar. Ela quebrou o silêncio constrangedor que se formou no carro. — Tem alguma coisa para me dizer, Jonas? — Não, mãe. O seu filho se fez de bobo. — Não sei do que você está falando. — Ele provavelmente disse a ele para irritá-lo. Frederick tentou ajudar o menino. — Lembre-se que o seu filho é alguém que absorve todas as informações e diz o que pensa. — Temos que procurar outro médico para nos dar outro diagnóstico, uma criança não pode ser tão inteligente quanto Jonas. O filho dela olhou m*al para ela. — Não me olhe desse jeito, você absorve tudo que vem à sua cabeça, pequenino. — Eu sou igual ao homem que não me ama, mãe. Explicou o filho, apoiando o rosto no peito da mãe. — Ele ficou vermelho quando eu disse que você ia se casar com o tio Fred. O meu pai é m*au e eu gosto dele. — Você gosta do m*al? Fred perguntou, rindo. — Sempre que você quiser, levamos ele ao médico, porque essa criança vai ser um ditador. — Ele me disse que tem muito dinheiro, que cresce muito a cada dia e que ele governa esta cidade. O garotinho parecia animado. — Ele pode me ajudar com a operação... — Sim, ele pode fazer tudo. Nicole abraçou o filho, beijou os seus cabelos e deixou a conversa por aí. Dilan não iria ajudá-la de forma alguma, pois ainda pensava que ele era estéril e o culpava por todos os seus problemas. Enquanto Natacha ainda estava por aí fazendo as suas coisas com Deus sabe quantos homens e ela estava pagando pelos pecados dos outros. Chegaram na casa de Frederico e ela abraçou o seu filho com mais força do que o necessário, pois o tempo estava mudando e isso só significava uma coisa, ela teria que passar mais tempo do que o necessário no hospital. — Me coloque no chão, mãe. Jonas pediu e ela obedeceu. — Eu não quero tomar remédio. — Você tem que tomar mesmo que não queira. Ela pegou a mãozinha dele e o levou para o quarto. — Você gosta de hospitais? — Eles são horríveis, aquelas enfermeiras me olham m*al. Ele sussurrou desconfortavelmente. — Eu ouvi elas falarem que com o dinheiro que você gasta lá você teria outro filho. — Não diga isso, você é meu bebê e eu sempre estarei ao seu lado, amor. Eu não se importe com o dinheiro que gasto com você, porque é meu e do seu tio Fred, nos dois gastamos com você. — Eu não quero que você chore por minha causa, mãe. O filho dela agarrou o seu rosto e a fez olhar para ela. — Estou muito doente e… — Eu sempre vou te amar. Não importa como você esteja. Ela o levou para a cama, e foi em busca do pijama. — Você é o meu bebê favorito, minha coisinha linda. Ela mostrou a ele vários pijamas, e ele escolheu aquele sem desenhos. — O meu pai nunca te amou? — Sim, mas por causa das coisas que fiz, nem tudo saiu como queríamos. Ela encolheu os ombros. — Você tem que tirar uma soneca da tarde, eu tenho que falar com o seu tio. — Sim, eu vou. Ele vestiu as roupas que escolheu e continuou dando-lhe um último beijo antes de sair em busca do amigo. — Me diga uma coisa, Frederick. Ela sentou no sofá, enquanto ele arrumava algumas coisas. — Além dos empregos, ele também tirou os meus recursos médicos? — O que você está dizendo? — Dilan tirou a minha capacidade de ir a um hospital? É por isso que o meu filho nunca poderá fazer o transplante? O silêncio era toda a resposta afirmativa que ele precisava. — Três anos, três m*alditos anos tentando progredir, para que o meu filho não sofra com nada e aquele cara... — Sinto muito. Disse Frederick com pesar. — Não sei os motivos dele fazer tudo isso, para falar a verdade, nunca vou entender, porque vocês dois juraram amor eterno um ao outro no passado e agora se odeiam, mas... — É minha culpa que tudo esteja acontecendo. Ela completou para ele. — Dilan não procurou a Natacha, ele insistiu comigo a tal ponto que o meu filho agora está sofrendo e ele é a causa do sofrimento do meu bebê a cada tratamento. — Ele está confuso, você tem que entender que foi difícil para ele descobrir que estava casado há meses com uma mulher que não era aquela que ele... — Ok, não continue. Ela se levantou da cadeira. — A esta hora ele deve estar voltando para casa. Disse ela para si mesma, procurando dinheiro nos bolsos. — Me empresta dinheiro. — Para que? O que você vai fazer, Nicole? Ele perguntou, passando-lhe algumas notas. — Vou falar sério com Dilan. ‍​‌‌​ ‌‌‌​​‌​‌‌​‌​ ​‌ ‌‌‌​‌‌​​​‌‌​​‌‌​‌ ‌​​​‌ ‌
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