O som dos teclados preenchia a redação como um zumbido constante, quase hipnótico. Telas piscavam, celulares vibravam, jornalistas iam e vinham com cafés pela metade e expressões cansadas demais para o horário. Timothy estava sentado em sua mesa, os olhos fixos no monitor, tentando se concentrar em um relatório que já havia lido três vezes sem absorver uma única linha. Algo dentro dele estava inquieto desde cedo. Um aperto no peito sem explicação. A sensação estranha de que o dia não terminaria como deveria. Quando o alerta surgiu na tela “URGENTE”, em letras vermelhas, ele não imaginou que sua vida iria se partir em dois. — Timothy — chamou uma colega da mesa ao lado, com a voz tensa. — Você viu isso? Ele levantou o olhar lentamente, como se temesse a resposta. — Ver o quê? Ela vi

