Thomas estacionou o carro a duas quadras da casa de Rebekah. Não por cautela. Por covardia. Ficar mais perto parecia covardia. Ficar mais longe, adiamento demais. Ele desligou o motor, mas não abriu a porta. Talvez desse meia-volta e continuasse vivendo com aquele peso esmagando o peito, como fazia há anos. As mãos tremiam levemente sobre o volante, e o nome que ele não usava há anos ecoava na cabeça como uma sentença. Thomas. Oliver tinha sido um nome confortável. Um disfarce. Um homem que podia fingir que certas escolhas nunca tinham sido feitas. Talvez desse meia-volta e continuasse vivendo com aquele peso esmagando o peito, como fazia há anos. Mas ali, prestes a atravessar aquela rua, ele sabia que Oliver não existia mais. Respirou fundo. Ele não vinha pedir perdão. Não vinha ju

