Salvatore estava consciente do risco. Desde que o acidente acontecera, sua mente estava a mil, atormentada pela dor e pela perda do controle. Ele sabia que algo estava errado desde o momento em que o carro bateu no poste, mas não conseguia processar completamente os danos que havia causado a si mesmo. Tudo aconteceu em um borrão de confusão e caos, um grito abafado que ecoou na mente dele até o momento em que a escuridão o consumiu. Quando acordou, o cheiro de desinfetante e a luz fria do hospital invadiram seus sentidos. Ele tentou se mover, mas o corpo estava em um estado terrível. A dor era insuportável. Sentiu o peso do próprio corpo sobre a cama e uma sensação estranha de paralisia, como se partes dele não respondessem. Através do nevoeiro da dor, ele ouviu vozes distantes. — Salvat

