Salvatore estava imerso em um sonho estranho, um sonho profundo, que o levava a um lugar que ele não reconhecia. Ele se encontrava em uma paisagem que parecia familiar e ao mesmo tempo estranhamente distante. Não estava em seu corpo, mas assistia de fora, como uma sombra invisível que observava, mas não podia interagir. O ambiente ao redor era sombrio, com edifícios antigos e uma poeira no ar que dava uma sensação de decadência. A luz do sol parecia filtrada, como se a própria atmosfera estivesse carregada de uma tristeza imensa, uma melancolia dos tempos passados. Era o início da década de 1920, e a Itália, em plena recessão após a Primeira Guerra Mundial, se erguia lentamente de seus escombros. As famílias ricas, que haviam sobrevivido à guerra, agora lutavam pelo controle de território

