Salvatore estava em um turbilhão de emoções. As palavras de Helena ainda ecoavam em sua mente, como uma ferida aberta que não cicatrizava. Ele não conseguia parar de pensar nas últimas anotações dela, na dor que ele havia causado à irmã e, mais ainda, no filho que nunca conheceu, Henrico. A sensação de culpa o esmagava, mais pesada do que qualquer outra coisa que ele já sentira. Ele passava os dedos nas páginas do diário de Helena, como se pudesse, de algum modo, reverter o passado, mas sabia que não havia retorno. As palavras dela estavam ali, imortais, e ele, no fundo, não conseguia mais ignorá-las. Sentado à mesa, sozinho, Salvatore sentia o peso da sua própria condenação. O som da garrafa sendo aberta parecia se sobrepor a tudo. Ele despejou o whisky no copo com um gesto quase automát

