BEN Mano, o clima no morro tá pesado, e a culpa é minha. Eu que tô botando fogo na gasolina. Chamei os homem de confiança, os caras da contenção, lá no QG. A sala tava cheia de fumaça de cigarro e tensão. — Escutem aqui — falei, a voz saindo naquele tom de chefe que não discute. — Tô sabendo que o Matemático, o pai do Douglas, vai ser solto. O nome dele é Eduardo. Matemático é apelido de banco, esquece. O cara é esperto, mas não é daqui. Não é da nossa área. Então vou deixar claro: Matemático não pisa nesse morro sem minha autorização. Nem pra visitar, nem pra respirar. Se ele der as caras, vocês seguram ele. E me avisam na hora. Tá entendido? Os caras ficaram quietos, só acenando com a cabeça. Eles me obedecem, mas dá pra ver no olhar deles que acharam estranho. Por que o chefe tá com

