Assim que o carro atravessou o cruzamento da rua em direção a uma avenida nem tão movimentada, Nathan começou a chorar. Sentiu o rosto ferver e os pulmões falharem com os soluços. Lágrimas salgadas, quentes, cachoeiravam por sobre suas bochechas. Através do retrovisor, Ítalo pôde ver o quanto aquelas safiras de azul intenso dele fosforeavam tristeza na penumbra daquele veículo. — Pare de chorar — ordenou Ítalo. Nathan tentou. Esfregou os pulsos nos cílios pesados, desviou o olhar para além do vidro, querendo se distrair com qualquer outra coisa, querendo não parecer fraco, uma presa. Mas, só de pensar nisso, se sentia exatamente desse jeito, e voltava a chorar. — Já mandei parar. Vinha à sua mente, a todo momento, como o pai dele o havia tratado perante Ítalo: preferindo simpatizar com u

