capítulo 6

651 Palavras
Pedro Miguel Não é possível, eu me atrasei pro meu primeiro dia de trabalho, imaginei que assim que eu chegasse lá eu fosse demitido, mas graças a Deus não, a Karla me viu chegar e fez sinal para que eu subisse para a sala da tão temida Elena Salvatore. Estava tão nervoso, que minhas pernas estavam trêmulas, não estava conseguindo pensar em uma desculpa para o meu atraso. Assim que entrei na sala dela eu fiquei surpreso, esperava que Elena fosse uma senhora, mas não, é uma gostosa que deve ter a minha idade ou ser mais nova que eu. Ela é bem gata e gentil, um rosto redondo igual os p****s, os lábios carnudos, o nariz fino, e os olhos castanhos claros. Ela me olhou de cima a baixo com uma expressão indecifrável. Por um momento achei que ela fosse gritar comigo, mas, para minha surpresa, ela apenas cruzou os braços e disse com um leve sorriso nos lábios: — Chegou atrasado, senhor Pedro Miguel. Engoli seco. O jeito como ela falou meu nome fez um arrepio subir pela minha espinha. — M-me desculpe, senhora Elena… quer dizer, senhorita… ou doutora… — eu estava completamente perdido. Ela arqueou uma sobrancelha, e aquilo foi mais intimidador do que qualquer grito. — Apenas Elena está ótimo. — ela respondeu com a voz firme. — Da próxima vez, tente não se atrasar. Gosto de pontualidade, mas valorizo mais a sinceridade. O que aconteceu? Meu cérebro gritou para eu inventar qualquer desculpa: pneu furado, ônibus quebrado, apagão. Mas minha boca me traiu: — Eu dormi demais. Fiquei ansioso ontem e acabei virando a noite pensando nesse emprego.. Ela me olhou em silêncio por alguns segundos, que pareceram horas. Depois soltou uma risada baixa e se levantou da cadeira. Usava um vestido justo, que deixava claro que ela sabia o poder que tinha — e usava sem medo. — Gosto de homens sinceros. Isso é raro por aqui. — ela disse, caminhando lentamente até mim. Senti meu coração acelerar. Será que isso era um teste? Ou um tipo estranho de recepção? Ela parou a menos de meio metro de mim, tão perto que consegui sentir o perfume dela — algo entre jasmim e poder. — Mas não se engane, Pedro. Aqui dentro da minha empresa, sinceridade não é desculpa pra falta de responsabilidade. Espero que compense isso com trabalho duro. Estamos entendidos? Assenti imediatamente, tentando não desviar o olhar dos olhos dela, embora fosse bem difícil com aquele decote na minha frente. — Perfeitamente, Elena. Ela sorriu de canto. — Ótimo. Karla vai te mostrar onde vai trabalhar. Ah, e Pedro... — Sim? — Seja bem-vindo ao inferno. — ela disse com um brilho misterioso nos olhos. Saí da sala com as pernas bambas. m*l sabia eu que meu novo emprego não seria só um desafio profissional... mas também um perigo para o meu autocontrole. A minha sala fica antes da sala dela, isso significa que tod vez que ela sair ou entra na sala dela ela vai ter que passar pela minha., tenho acesso a sala dela pela porta de vidro que nos separa. A Karla me passou algumas coisas que eu deveria fazer, depois acompanhei a Elena em uma reunião chata pra caralh0, não entendi nada, sei que a Elena ficou com raiva por causa de alguns números que não estavam batendo. -Sebastian, para de encher meu saco. Ela disse enviando o áudio para alguém, estávamos voltando para as nossas salas. -Pedro Miguel. Ela disse se virando para mim, maldita hora que eu fiquei encarando a b***a dela. -Sim. — Preciso que faça um relatório com os dados da última campanha publicitária. Os números estão todos no drive da empresa. Karla pode te passar o acesso. Quero isso ainda hoje. Entendido? -Sim. Ela foi pra sala dela e eu pra minha, estou ferrado, não vou conseguir trabalhar com essa gostosa, tentação do c*****o.
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