capitulo 147

779 Palavras

📓 NARRADO POR ADRIEL A enfermeira me entregou o avental descartável e a máscara como se estivesse me dando a chave de um mundo onde só existia um objetivo: chegar até ela. Minhas mãos tremiam. TREM-I-AM. Nunca admitiria isso pro Adrian. Ou pra Isa. Mas ali… naquele corredor gelado, com o barulho dos monitores reverberando antes mesmo de eu entrar… parecia que meu corpo inteiro tinha virado um tambor batendo fora do ritmo. Vesti o avental, amarrei por trás, coloquei a máscara, o protetor facial. E prendi a respiração por um segundo. A porta abriu. Eu entrei. A luz branca da UTI queimou meus olhos antes de queimar o resto de mim. E ela estava lá. Minha pequena. Minha Serafina. Deitada, cercada por máquinas, fios, tubos… Parecia frágil demais. Pequena demais. Mas viva. VIVA. O

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