📓 NARRADO POR ADRIAN Eu ainda tava encostado na parede, sentindo o perfume dela preso na minha camiseta, quando ouvi passos rápidos vindo pelo corredor. Adriel apareceu primeiro olhos vermelhos, sorriso torto, aquele ar de quem segurou o mundo nas costas e finalmente largou um pouco. — E aí? — perguntei, saindo do meu canto. Ele respirou fundo, passando a mão no cabelo. — Tá bem… — a voz dele falhou no meio, e ele limpou a garganta como se isso resolvesse. — Ela tá bem mesmo, mano. Acordada não… mas tu entende, né? A cor dela tá melhor. A máquina baixou. A respiração tá estável. E quando falei com ela… Os olhos dele brilharam de novo. — …parece que ela ouviu. Eu dei um tapinha forte no ombro dele. — Bom trabalho. Ele riu, meio trêmulo. — Quem fez foi ela… eu só fiquei lá. — F

