📓 Isabela Duarte A primeira coisa que senti quando acordei foi calor. Um calor firme, constante… e um cheiro de perfume caro misturado com café frio. Pisquei devagar, sem entender muito bem onde eu tava. A sala de espera ainda tava iluminada pelo mesmo branco cansado. O relógio na parede marcava uma hora que eu já nem sabia interpretar. E o mundo parecia meio embaçado, como se tivesse passado por cima de mim enquanto eu cochilava. Só quando mexi um pouco o ombro percebi. Eu não tava encostada na cadeira. Eu tava encostada nele. No peito dele. No braço dele. No silêncio dele. O Adrian tava ali, sentado do meu lado, a camisa amassada, o olhar perdido pra porta da ala cirúrgica… e o braço firme ao redor da minha cintura, como se nem dormindo ele deixasse de me segurar. Meu cor

