📓 Isabela Duarte Abri a porta de casa com tanta pressa que ela bateu na parede. O coração ainda tava correndo antes de mim. A sala tava meio escura, só a luz da TV iluminando o sofá Seraphina enrolada na manta azul, cabelo bagunçado, olho quase fechando, mas não dormindo. Ela virou a cabeça devagar, daquele jeito dela… como quem já sabe que deu merda antes mesmo de ouvir. — O que tu tá fazendo acordada essa hora, menina? — minha voz saiu rouca, falhada, ainda presa no Aurora. Sera piscou, a coberta subiu até o queixo. — Tava te esperando. Simples. Como se fosse a coisa mais normal do mundo alguém te esperar voltar de uma guerra. Soltei o ar, joguei a bolsa em algum canto e me sentei no sofá, as pernas tremendo mais do que eu queria admitir. O silêncio ficou pesado aquele que

