capitulo 126

1126 Palavras

📓 Isabela Duarte — Isabela? — a voz do médico me chamou da porta do corredor, grave, mas gentil. — Já organizamos a equipe. O protocolo do transplante vai começar em minutos. Meu coração parou um segundo. Transplante. A palavra pesou na garganta como ferro quente. — Eu… eu posso ver ela antes? — perguntei, sem pensar. A voz saiu pequena, trêmula. Ele hesitou por meio segundo, depois assentiu. — Pode. Mas só por pouco tempo. Eles estão preparando a sala. Assenti, mesmo sem ter forças pra nada. As pernas pareciam de vidro, cada passo um risco de quebrar. Atravessar aquele corredor foi igual a caminhar sobre lembranças. O dia do incêndio, o cheiro de fumaça, a voz da minha mãe gritando pra eu cuidar da Sera. E agora, mais uma vez, eu tava indo cuidar. Mas de um jeito que doía. Q

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