📓 Isabela Duarte — “A Consulta” Entrei na sala do médico com o coração martelando no peito. O jaleco branco dele era a única coisa estável naquele caos. As mãos suavam, a garganta ardia, e a única palavra que conseguia formar era o nome dela. — O que tá acontecendo com a minha irmã? — disparei, antes mesmo de ele abrir a boca. O doutor me olhou com aquela calma que só quem carrega o peso de vidas nos ombros consegue ter. Fechou a porta, puxou a cadeira e me convidou a sentar. Eu não consegui. Fiquei de pé. — Sente, por favor, Isabela. — insistiu ele. — Eu vou explicar com clareza, mas preciso que você respire. — Eu respiro quando ela respirar bem. — respondi, dura. — Agora fala. Ele assentiu. Pegou a pasta, abriu os exames e virou a tela do computador pra mim. — Sua irmã entrou em

