capitulo 102

1107 Palavras

📓 Adrian Monteiro O beijo virou guerra. Daqueles que ninguém admite que tá perdendo. Eu puxei ela pelas coxas, ainda no meu colo, e levantei do chão sem quebrar o contato da boca ela grudada em mim como se eu fosse a última coisa viva no mundo. Ela apertava minha nuca, os dedos enfiados no meu cabelo, puxando, como se quisesse arrancar pele junto. Caminhei com ela pelo corredor, tropeçando em tapete, batendo ombro na parede, sem dar a mínima. Era fome demais pra se preocupar com arquitetura. Empurrei a porta do quarto com o pé. A cama tava ali, grande, desarrumada, esperando o crime. Deitei ela devagar, ainda por cima, meu peso prendendo o dela como se o universo tivesse sido desenhado só pra esse exato segundo. Minha boca desceu no pescoço dela quente, úmida, lenta. Ela arqu

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