📓 Adriel Monteiro Fiquei ali no chão, encostado no sofá, sem fazer barulho. A sala tava silenciosa daquele jeito que só existe quando quem tá dormindo importa. Sera respirava devagar. Peito subindo e descendo. Mãozinha magra agarrando o urso como se a vida tivesse nesse abraço. Ela acordou aos poucos. Não abriu o olho rápido. Ela voltou do sono como se o corpo tivesse sido puxado por linha. Os cílios mexeram primeiro. Depois os olhos se abriram devagar, procurando o mundo. Quando ela me viu, não assustou. Não travou. Não estranhou. Ela só sorriu. Um sorriso pequeno. Desse que ninguém aprende. Desse que o mundo não ensina. Desse que nasce. — Adriel. — ela falou meu nome baixinho, como se tivesse guardado ele na boca a noite inteira. Eu levantei um canto da boca. — Acordou, pequen

