Pedro estava sentado na sala de sua casa, o ambiente familiar de paredes descascadas e móveis simples contrastando com a tensão no ar. Ele estava com Júnior, seu braço direito, discutindo os negócios do tráfico de drogas. Pedro tinha uma postura relaxada, mas seus olhos estavam atentos e afiados, captando cada nuance da conversa. Júnior, sempre ambicioso e com um olhar calculista, tentava convencer Pedro de que era hora de expandir os negócios para fora da favela. Ele se inclinou para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos, enquanto gesticulava com entusiasmo. — Chefe, a gente tá perdendo uma grande oportunidade se continuar só aqui no morro. — começou Júnior, sua voz cheia de convicção. — A demanda lá fora é enorme, e a gente pode ganhar muito mais dinheiro. Pedro balançou a cabeça,

