Carla estava voltando do trabalho mais cedo naquele dia. Sua patroa, satisfeita com a faxina rápida e eficiente, havia liberado-a antes do habitual. Ela chegou ao ponto de ônibus e se acomodou em um dos bancos, mas sua mente não conseguia descansar. As palavras de Paulinha, sua melhor amiga, ressoavam incessantemente em sua cabeça desde a noite anterior. Paulinha havia dito que tinha visto Pedro com outra garota na garupa de sua moto. A raiva que Carla sentia crescia cada vez mais, misturando-se com uma curiosidade ardente para descobrir quem era essa garota que havia tirado Pedro dela. Enquanto esperava pelo ônibus, Carla sentia uma mistura de emoções conflitantes. Seu rosto estava tenso, suas sobrancelhas franzidas em uma expressão de fúria contida. Ela não conseguia acreditar que Pedro

