Coruja narrando- tô com a maior saudade da minha preta,tô trampando 24 horas, envolvido nos b.o do Sombrio, sem tempo nem pra respirar, o f**a é ter que ver ela na minha frente e não poder nem chegar perto.
Deixei o Sombrio lá na casa dele com a dona dele, todo xonadão, pra quem falou que não tem coração, tá aí todo arriado, quem viu o comedor da favela, e vê ele agora apresentando mulher pra mãe dele nem acredita. Vou pra casa tomar um banho, tirar meia hora de sono e sair pra resolver os meus b.o.
Chego em casa o barraco tá uma zona, esqueci de falar pra tia dá um grau por aqui, más tá de boa, depois eu vejo essa parada.
Eu moro sozinho, minha família mora no Ceará, tô aqui desde pequeno, vim morar com um tio que só me espancava e me coloca pra trabalhar pra ele de graça, comia uma vez por dia, eu era só um pivete de 9 anos, com eu ia voltar pra casa? Bagulho impossível, chorava de saudade da minha mãe, más também sentia raiva dela por ter me mandado pra cá.
Um soldado do do morro, o finado Zezim, viu meu tio me espancar com um fio descascado, desses que descasca e fica só o cobre, cada vez que encostava no meu couro cortava que nem faca, o soldado mandou ele parar, ele parou, o soldado colocou a arma na minha mão, com a mão dele e destravou a 380, lembro como se fosse hoje, ele abaixou e falou baixo no meu ouvido - "atira pivete", disse pra eu puxar o gatilho pensando na dor que eu tava sentindo.
Olhei para o rosto do meu tio pela última vez, contei os lugares que doía no meu corpo, puxei o gatilho cinco vezes e a arma parou, más eu continuei puxando com raiva, abri o olho e vi que só tinha acertado a cara dele, nesse dia também eu pensei no rosto da minha mãe, e a vontade de atirar nela era a mesma, ela ficou com meus três irmão e me mandou pra cá porque minha vó dizia que eu não era filho do meu pai.
O Zezim admirou minha mira e minha força pra segurar a pistola, me ensinou a misturar pó, fazer pino, e vender pra lojinha, fui me fortalecendo no dinheiro e no nome,fiz meu nome na caminhada cedo. Conheço o Sombrio desde pivete, más eu entrei na função bem antes dele, me criei e me virei sozinho. Quem conhece o coruja, não conhece o Pedro.
Nunca tive mulher pra me apegar não, não que eu não quisesse, eu que não tive família, sempre quis ter uma, más não deu bom pra mim não.
Eu nunca olhei pra Milena na maldade, via ela como a irmã do cara, meu mano e só! Ela também tinha o rolo dela aí com o Rodrigo, eu não ia me envolver, más a Suelen armou aí pra nois se pegar e rolou, rolou muito, eu amo aquela preta e o Sombrio vai ter que engolir isso.
Termino de tomar banho, vou nem comer, tô morgado demais. Na minha função pro chefe dormir o contenção tem que virar dia e noite acordado. Visto a cueca e me jogo na cama, dois pensamentos e o sono vem pesado.
Acordo com um cheiro de comida, c*****o a vizinha deve tá mandando um rango filé, a barriga barulha. Acho que dormi pra c*****o, não dei assistência pra minha preta, ela deve ta braba comigo. Levanto atribulado procurando o celular a porta do quarto abre.
Milena- já te falaram como você é lindo dormindo?
Coruja- preta! Ta fazendo o que aqui?
Milena- eu vim ver o meu namorado, más ele tava dormindo tão lindo, eu não quis acordar, dei uma arrumada na casa, quantas pessoas moram aqui? Meu Deus!
Coruja- você não fez isso véi, eu ia pagar a tia pra arrumar.
Milena- fiz macarrão pra gente.
Ela chega perto de mim, beija meu queixo, abraço ela.
Coruja- sou louco por você mano, doidão mermo tá ligado? Tava pra surtar de saudade.
Milena- eu também sou maluquinha por você meu gostoso.
Dou um beijo no rosto dela, e dou vários beijos até chegar na boca dela, a boca mais gostosa que eu já beijei, um beijo tipo câmera lenta, molhado, as linguas vão se cruzando e fazendo o corpo esquecer que tem dono e perde o controle.
O p*u fica duro debaixo da cueca, seguro na barra do short dela puxando ela pra mim, apertando ela contra o meu corpo, ela enfia logo a mão dentro da minha cueca segura meu p*u girando a mão em volta. Gemendo dentro da minha boca ela bate uma pra mim, me deixando doidão, ela morde meu lábio e desce beijando meu corpo e para no meu p*u, ela engole tudo, chupa tudo, como a boca molhadinha quente, ela me mama e me faz gozar, ela engole a gala sem frescura, essa é a mulher da minha vida.
Seguro o pescoço dela devagar e beijo na boca dela, tiro o short a calcinha a blusa, tudo que cobre esse corpo gostoso, chupo os peito dela enquanto ela passa os dedos no meu cabelo me olhando com cara de safada enquanto eu me lambuso.
Ela me joga na cama e sobe em cima de mim, chupa meu pescoço, morde minha orelha, beija a minha boca encaixa meu p*u na b****a dela e escorrega devagar, olho o corpo dela subindo e descendo, os peito na minha cara, ela gemendo e suspirando em cada quicada , seguro a b***a dela, mamo os peito dela enquanto ela rebola em cima de mim, eu vou gozar véi, não dá pra segurar, um gemido alto dela, ela joga a cabeça pra trás e goza apertando os p****s, eu aperto ela contra o meu p*u e g**o junto com ela.
Ela deita em cima de mim, fico mechendo no cabelo dela, os cachos com cheiro de paraíso.
Milena- vamos comer?
Coruja- preta eu vou te fazer feliz eu juro!
Milena- você já me faz feliz amor.
Ela levanta pilhadinha, pega uma blusa minha no guarda roupa, amarra o cabelo e me olha.
Milena- vamos amor, já deve tá frio!
Levanto coloco a cueca, a casa tá arrumada, no grau, a mesa toda arrumada, tem até vinho, vela, um bagulho de novela.
Coruja- preta foi massa você fazer isso tudo, valeu, más não precisa, você é uma princesa, não tem que arrumar casa nem fazer essas paradas não tá ligado?
Milena- eu fiz porquê quis agradar você, eu que arrumo a minha casa tá? lavo roupa, faço comida, minha mãe não aceitou que o Sombrio pagasse ninguém pra ajudar não.
Coruja- falando em Sombrio tenho que trocar ideia com ele.
Ela olha para o meu pescoço.
Milena- eita amor, foi sem querer, tem dois chupão no seu pescoço.
Coruja- fudeu, o alvo já tá pintado é só o Sombrio passar a faca.
Milena- o sombrio não tem que se meter na nossa vida.
Eu até entendo o Sombrio ele já me viu fazer muita merda, com mulher então, vixi! Mas tô mudado, to amando, que nem ele, e a parada com a Milena é outra.
Suelen narrando- O sombrio voltou, os soldados da boca voltaram, más meu pai não veio, enquanto tá todo mundo feliz, aqui na minha casa minha mãe chora dia e noite, sem parar, ela ama muito o meu pai, ela puxou a cadeia junto com ele praticamente, esperou ele ser alguém melhor e agora que ele tava mudando, ele tá indo e lá no céu nem visita tem.
Hoje minha mãe não vai visitar o meu pai no hospital, ela acordou vomitando, eu vou sozinha, sabe aquele aperto no peito ele ainda tá aqui, aquela angústia que não passa, e ela me dá medo, muito medo. Eu ia chamar a Milena pra ir comigo, más ela deve tá com o coruja, não quero atrapalhar.
Me arrumo pego o moto taxi, até o ponto de ônibus. Fico olhando o celular, um carrão para na minha frente.
Clara- Oi quer carona?
Pra onde mermo que ela vai me dar carona? Se ela nem sabe pra onde eu vou. Vou fazer ela me levar no hospital, todo mundo tá de prova eu não pedi nada ela que ofereceu.
Suelen - quero!
Entro no carro e ela segue em direção ao morro.
Suelen- tá indo aonde?
Clara- pra sua casa, quer dizer pro morro.
Suelen- eu vou pro hospital visitar meu pai.
Ela me olha.
Clara- então vamos para o Hospital.
Ela dá ré e vai até o hospital, ela me vê triste e não fala nada, não pergunta nada, logo ela que fala pelos cotovelos igual eu, tá compartilhando o silêncio.
Chegamos no hospital.
Suelen- valeu aí!
Ela me olha.
Clara- seu pai vai ficar bom Suelen.
Devolvo um sorriso sem graça pra ela e entro no hospital. Entro na UTI do hospital particular. Chego no leito do meu pai, ele tá cheio de aparelhos, todo inchado.
Seguro a mão dele.
Suelen- pai, aquela conversa nossa não pode acabar com um adeus, tá tudo dando certo pai, o sombrio voltou pro morro, até filho ele vai ter,com uma patricinha aí, fiz as pazes com a Milena. Faz a coisa certa por favor paizinho, por favor, eu tenho tanta coisa pra te contar, não morre não pai, não faz isso comigo.
As lágrimas vão escorrendo sem parar, a dor no peito vai apertando cada vez mais, me deixando sufocada. Beijo o rosto dele.
Suelen- eu vou pra casa pai, más amanhã eu volto, eu te amo seu velho Rugal, eu te amo pai, continua lutando tá!
Solto a mão dele e saio do quarto, minha mãe liga pra perguntar como ele está, me dói dizer que ele tá na mesma, ela me manda voltar para o quarto com o telefone, ela quer falar com ele, quer que ele ouça a voz dela. Coloco no viva voz.
?Suelen- pode falar mãe.
?Arlete- Oi amor, eu sei que essa é só mais uma barra que a gente vai passar,más essa tá tão difícil de segurar nêgo, presta atenção, me escuta, por favor, eu achei que tava doente, vomitei muito, fui no posto Rugal,eu tô grávida amor, você tem que sair dessa e voltar pra casa, pra mim, pra nossa Sú e pro nosso bebê. Eu te amo nêgo, pra sempre.
?Suelen- mãe?
?Arlete- um bebezinho Sú! Vem pra casa, aqui em casa a gente conversa.
Desligo o telefone, minha mãe tá grávida? O nó no peito vai se desmanchando devagar.
Olho para o meu pai.
Suelen- ouviu pai? Vai ter mais alguém esperando você.
Ele não se meche pra nada, como eu queria que fosse que nem nos filmes, que ele apertasse a minha mão e abrisse o olho, más isso não aconteceu. Dou um beijo na testa dele e saio chorando.
Passo pelo estacionamento uma buzina chata, me faz olhar para os lados, a Clara ainda tá aqui? Fazendo o quê? Ela ascena e eu chego perto do carro.
Clara- Tava te esperando, vamos?
Fico com vergonha por ela me ver chorando.
Clara- entra Suelen!
Eu entro, não consigo parar de chorar. Ela não fala nada, dirige em silêncio. Chegamos no morro, um soldado para o carro.
Xxx- e aí Suelen, como tá lá o velho Rugal?
Suelen- na mesma!
Xxx- p***a! O que tú, e a tua mãe precisar de nós aí do movimento é só falar pô, nós é fechamento, tu tá ligada!
Suelen- valeu!
A clara segue dirigindo, vou mostrando pra ela onde é a minha casa, ela para em frente a minha casa, desce do carro, eu desço, ela me olha.
Suelen- valeu pela carona, por ter me esperado.
Ela me abraça, e esse abraço dura tempo o suficiente para eu me sentir estranhamente segura.
Clara- Sú seu pai é forte! Assim que nem você, ele sabe que você precisa dele, você sabe que ele tá lutando por você não sabe?
Suelen- eu sei! Eu tô com medo.
Clara- eu sei.
Soltamos o abraço, ela me olha,passa as pontas dos dedos no meu rosto, enxugando as minhas lágrimas, beija meu rosto com carinho. Nossos olhares se encontram, meu coração dispara.
Clara- tenho que ir, tchau!
Suelen- tchau.
Entro em casa com uma sensação esquisita,más é boa. Não nada a ver, ela tem namorada, quem eu sou?
Clara narrando- vê a Suelen assim chorando, sem aquela empolgação toda, sem aquele jeito extrovertido, faladeira e implicante é estranho. Fiquei com vontade de ficar abraçada com ela até o pai dela melhorar e essa tristeza passar. Eu achei que era só atração física, eu tenho vontade de beijar ela, isso não é segredo, más não achei que meu coração fosse sentir o que está sentindo agora.
É melhor eu esquecer isso, tem a Vanessinha, eu não sou assim, mas como não sentir essas coisas?
Agora tenho que achar a casa do bandido, ver a vivi ,saber como ela tá? Como tá o bebê, do sombrio quero saber nada não, tomara que esteja todo machucado, com uns três dentes da frente quebrado.
Paro um monte de gente na rua pra perguntar, o povo fala que não conhece ele, como ele deve assustar essas pessoas. Passo na casa da Milena, ela não tá. Ligo pra Vivi, em dois segundos tem um cara de moto parado, pronto pra me levar, em outras circunstâncias eu ia gritar só de ver ele com esse fuzil enorme.
Subo na garupa da moto.
Clara- é sem capacete mesmo?
Xxx- é perto, relaxa você não vai cair é só segurar em mim.
Olho pra ele sem camisa, suado, cheio de tatuagem,tanto cordão pendurado no pescoço, que tá parecendo até a árvore de Natal lá do condomínio, coloco a mão em volta dele.
Xxx- abraça firme!
Que o guardião das lésbicas me defenda, a Vivi faz eu passar por cada coisa, pelas cores da bandeira LGBT que eu chegue viva.
Clara- ei coisinha,esse seu armamento de guerra não atira sozinho não né?
Xxx- não! Agora segura aí.
Ele arranca com a moto e meu rosto precioso que fiz skin care hoje, encosta nas costas suadas dele, meus pecados já tão tudo pago,certeza! vou apertando o olho.
Xxx- desce aí mulher,já chegou.
Desço da moto, o cara tá rindo, de quê não sei.
Xxx- entra lá! A primeira dama tá esperando.
Primeira dama? Kkkkk
Entro na casa, casa bonita, motos, carros. A Vivi aparece sorrindo.
Vivi- amigaaaaa, amor da minha vida.
Abraço ela.
Clara- que saudade amiga, você tá linda! A barriga tá grande.
Vivi- eu tô feliz Clara! Eu tô muito feliz amiga.
Clara- se você tá feliz amiga, eu também tô!
Eu esperei tanto por isso, a vivi sofreu tanto.
Vivi- eu te amo muito!
Clara- e o bandido? Tá te tratando bem?
Sombrio- qual foi? Tu me ama né pô?
Ele desce as escadas com a cara fechada, acha que tenho medo dele é? Aiai.
Clara- essa doença aí de amar você só atinge uma pessoa na população mundial é a Vivi pelo jeito.
Sombrio- fala ai pra Vivi que tu me deu até banho, comida na boca e tudo.
A Vivi fica rindo.
Clara- não tá acreditando não né Viviane? Você sabe que eu não gosto dele, eu não suporto ele.
Vivi- sei!
❤️Que lindinho, coruja e Milena! Que sejam muito felizes. Suelen tá sofrendo pelo pai, Clara e Suelen poderiam ficar juntas né? Rugal vai ser pai, será que isso vai dar forças pro velho bandido ficar bem? Clara e sombrio a amizade que queremos kkkk Murilo onde estás?