A luz da manhã entrava pelas janelas altas, e eu estava escovando o cabelo quando a porta se abriu. Rose entrou, mas não falou, apenas se aproximou e tirou um celular velho do bolso do avental, passando o polegar pela tela uma vez antes de virá-lo para mim. Eu vi seu reflexo no espelho e pousei a escova, lentamente, e a virei para mim. A imagem exibida era pequena, mas clara. Uma mulher estava de pé em frente ao que parecia ser um estábulo, com as mangas arregaçadas até os cotovelos e uma mancha de sujeira na bochecha. Seu cabelo ruivo estava amarrado para trás em um lenço solto, e seus olhos... Eram os meus. Pisquei os olhos. "Desde que você me disse que libertou uma mulher ruiva, não consigo parar de pensar que pode ser sua mãe", disse Rose, colocando o telefone de volta no bolso.

