Ele não me questionou, apenas acenou com a cabeça uma vez, lentamente, e entrou no corredor. Passei para a próxima cela. Outra fechadura. Outra respiração. Minhas mãos estavam tremendo agora, a adrenalina correndo por mim em ondas, mas continuei. Clique. "Vá." Eu estava quase na última cela, com a mão já alcançando a fechadura, quando uma voz cortou o silêncio. "...Lina?" e a chave tremeu entre meus dedos. Fiquei paralisada. Uma mulher estava de pé dentro das sombras, descalça e coberta de hematomas desbotados. Seu cabelo vermelho pendia em mechas emaranhadas ao redor do rosto, sem brilho, mas ainda inconfundivelmente vívido. Seus olhos, verdes como musgo, encontraram os meus e se fixaram. "Do que você me chamou?" perguntei. Ela deu um passo à frente e, quando entrou na luz, algo s

