Ricardo Martinelli
Para minha sorte, não demoro muito para chegar no apartamento da minha diaba loira.
Subo os três lances de escada, o mais rápido possível.
- Já não aguento mais esperar.
- Pois preciso estar dentro dela.
Chego em frente a sua porta e bato, aguardo algum tempo de nada.
Bato novamente, prestando atenção de escuto algum barulho de dentro, mais nada.
- Onde será que ela se meteu?
- Cadê você, Diaba Loira?
Como última tentativa de obter resposta, ligo para o seu celular.
Na esperança do toque, acabar entregando essa marrenta escondida.
- Mais nada de toque.
- Apenas o silêncio.
- Cadê você Bianca?... Já devia ter chegado aqui.
Já com a preocupação tomando conta de mim, desço os lances de escada e vou em busca de informações, com o segurança.
- E tudo que soube me dizer, é que ela saiu faz horas é não voltou ainda.
Isso não está certo, ela já deveria ter chegado aqui.
Tento novamente o celular, já não sei o que pensar.
- Atende sua diaba...
- Droga... será que aconteceu alguma coisa?
Ela saiu de dentro da boate nervosa, será que a louca sofreu algum acidente?
Voltou para o meu carro, sem saber o que fazer, sei que não irei conseguir voltar para casa.
Sem ter a certeza, que ela está bem, que esta segura.
- Não confundam isso, com sentimentalismo.
- Mas desde que percebi, que ela não está em seu apartamento.
- E me dei conta, que poderia ter acontecido algo.
- Fiquei realmente preocupado com ela, sei que nós não nos damos bem.
- Mas não desejo o m*l dela.
Decido dar uma volta pela cidade, enquanto continuo tentando ligar em seu celular.
- O que aconteceu???
- Não posso colocar minha equipe para rastrear ela, isso é insano.
- Mas também não posso, continuar a procura as cegas pela cidade.
- Ela pode estar, em qualquer lugar.
- Droga, não era assim que desejava terminar minha noite.
(...)
Estava voltando para seu apartamento, depois de rodar por alguns bairros da cidade.
Quando meu celular começou a tocar, e um frio corre a minha espinha.
- O merda, quem será?
Já passam das duas da madrugada, e só pode ser problema, para o telefone tocar esse horário.
- Martinelli falando.
Do outro lado da linha, e possível escutar muitas vozes e som de sirenes.
- Martinelli.
- Aqui é o delegado Andrew Mackenzie ... desculpa o horário.
- Mas precisamos dos seus serviços, aqui na praça do centro.
- Tenho em minha, frente uma jovem que teve a sua vida arrancada...
- Sei que sua empresa, já trabalhou em parceria outras vezes com o departamento de Polícia.
- E preciso de sua ajuda, para solucionar esse caso.
Tudo que escutei, foi que uma jovem foi assassinada, freio o carro bruscamente e por instantes, me esqueço de como se respira.
- Martinelli...
Escuto o delegado me chamando, do outro lado da linha.
- Me descreva por favor, como é a jovem?
É tudo que consigo dizer, por Deus que não seja a minha Diaba.
- Martinelli, ela aparenta ter menos de 30 anos.
- Jovem, loira, estatura média...
Já não escuto mais nada do que ele fala, ligo meu carro já dando a ré nele.
Tento novamente ligar para Bianca, na esperança dela atender o telefone, mas malditamente toca até cair a ligação.
- Que você esteja bem minha marrenta... É tudo que eu peço, que você esteja bem.
Corro para local do homicídio, com o coração apertado.
Sem conseguir entender, por quê temo tanto pela vida de Bianca.
Ela se empreguino em minha cabeça, de uma certa forma.
E agora estou desesperado... temendo que algo, possa ter acontecido a ela...
- Que não seja ela.... que não seja ela...