Capítulo:08

1880 Palavras
-- Não acredito que você pediu o chá gelado long Island. -- Theodoro disse a Arthur, enquanto ele bebericava o seu drink. -- Isso é tão clichê! Arth estendeu a mão e pegou a garrafa de cerveja dele. Segurou com rótulo para frente, e Théo deu de ombros. -- Se é bom o bastante para o pessoal da Nazca... -- Não faço nem ideia do significado dessa frase. -- Ianque. -- Caipira. Théo o encarou. -- Sabe que é muito errado me chamar disso? -- Eu não quis dizer... -- Eu nem moro em uma fazenda! Revirando os olhos, Arth lhe devolveu a cerveja e relaxou, afundando-se na cadeira. -- Você parece cansado. -- Ele notou. -- Puxa, Obrigado! Ele se recostou até que os ombros dos dois se tocassem. -- Não que pareça velho e cansado, E que esteja na hora de colocá-lo em um asilo. -- Essa é a sua ideia de cantada? -- Só estou dizendo que parece exaurido. Arth bebericou seu drink. -- Talvez eu esteja um pouquinho... Nada parece preocupar. Mas Théo não acreditou. -- Está dormindo o suficiente? -- Está mesmo me perguntando sobre meu sono, enquanto estamos ouvindo uma música muito boa, tomando nossas bebidas favoritas e com tanta gente ao nosso redor de quem podemos zombar? -- Sim, estou. Sabe como eu gosto de tomar conta de você; limpar seu nariz quando você espirrar, dá comida quando está com fome... E fazê-lo arrotar depois. -- Não se responder a isso. O celular de Theodoro tocou, enquanto o retirava do bolso, pediu: -- Se puder me dar licença um instante, meu lindo... Meu adorável eleitorado me chama. -- É a sua mãe! Sem olhar para a identificação da chamada, Théo disse ao telefone: -- Mamãe? -- Preciso conversar com você. -- Não fui eu. -- Ele respondeu, automaticamente, como vinha fazendo a 25 anos. -- Foi Kyle. Ele é mau, sabe? É um felino. -- Do que está falando? -- Estou jogando a culpa no meu irmão i****a é o que sempre faço. -- Théo sorriu para o felino, que olhava com o bruxinho sentado no colo. -- Deixa seu irmão em paz, Theodoro Máximo! -- Ela riu. -- e não a nada errado. Mas eu queria falar com você antes de falar com papai. -- Fala comigo o quê? -- A ligação que acabei de receber. De seu pai. Todo bom humor o abandonou. -- O Que ele quer? -- Agora, filhote, antes que você fique todo chateado, deixe-me dizer que ele foi muito gentil. Theodoro reconhecia como um fato indiscutível e sua mãe era a mulher mais Gentil do planeta. Era a própria donzela sulista. Sua doçura e charme fizeram mais de uma fêmea predadora imaginar como Millie Mcclancy conseguia morar em uma casa com Theodoro, Kyle e j**k sem m***r nenhum deles. Mas é o jeito dela e, a maior parte das vezes, aquela bondade inata despertava a bondade dos outros. Até mesmo em j**k Dragon. Mas j**k tinha se provado confiável a Theodoro uma centena de vezes. Buck não. E Theodoro não queria o velho bastardo perto de sua mãe até que provasse merecer a sua confiança. -- Tenho certeza que foi, mamãe mas ainda quero saber porque ele ligou para você, para começo de conversa. -- Ele quer jantar. Theodoro não se deu conta de que estava rosnando até perceber que os bruxos estavam encarando. Gail e Craig pareciam prestes a sair correndo. Arthur apenas se encolhera. -- Agora acalme-se. -- Prosseguiu sua mãe. -- Ele quer jantar com todos nós. Você, eu, j**k, Kyle,Katie, seus irmãos e Wanda. -- Mamãe tem muita coisa com que me preocupar agora. O baile da primavera está tomando muito do meu tempo... -- Theodoro, eu sei que não quer fazer isso. Sei e compreendo. De verdade. Mais... Eu só... Só queria... Escutando-a brigar com as palavras, Theodoro sentiu o coração partir. -- Você não quer que pareça que tentou ficar entre nós. Ela deu um suspiro agradecido. -- Isso, exatamente! Entenderei se não quiser se aproximar de Buck. E, no fim, a decisão será sua. Mais um jantar, para se certificar de que é isso mesmo que quer fazer... Fosse qualquer outra pessoa, Theodoro recusaria sem pensar. Fosse qualquer outro, ele riria na cara da pessoa e o mandaria plantar batatas. Mas aquela não era uma pessoa qualquer, era sua mãe. A mulher que fizeram de tudo para protegê-lo. Que o amava incondicionalmente, e que merecia qualquer coisa por isso. Especialmente quando um pedido dela era tão raro, exceto por aquele aspirador super potente no último Natal e 200 g de bombons no dia dos namorados, Porque nas palavras dela: "não posso comer meio quilo! Tenho que cuidar do meu corpinho juvenil. " É. Seria por Millie Mcclancy Dragon, que merecia usando uma das frases favoritas dela. -- Claro que aceito jantar com Buck. Assim como Kyle e Katie eles m*l podem esperar. Seus irmãos ou encaravam do outro lado da mesa, e ele sorriu e deu uma piscadela. Ouviu a mãe soltar um suspiro de alívio. -- Obrigado filhote. -- Eu faço qualquer coisa por você, mamãe. Sabe disso. -- Eu agradeço muito. Agora tem que fazer o papai concordar. -- Isso, você terá que fazer sozinha querida. -- No que diz respeito à j**k Dragon, geralmente é isso. Eles se despediram e Théo desligou. Devolver o celular para o bolso traseiro da calça, com cuidado afastou a cerveja e a tigela com fritas do caminho. E bateu a cabeça na mesa. A dor ajudou, mas não tanto quanto ele esperava. Arth colocou o braço em volta dos ombros dele, enquanto imaginava como a madeira tinha sobrevivido aquele ataque de uma cabeça tão dura. -- Alegre se pequeno... Théo voltou a cabeça para encará-lo. -- Tudo bem, Que tal "levante a cabeça?" -- Ou eu posso mata-lo enquanto dorme, e evitar esse jantar. -- Devia ter dito não a mamãe. -- Opinou Katie. -- Você consegue dizer não a ela? -- Perguntou Kyle. Katie baixou os olhos. -- Não.-- Admitiu, contrafeita. -- Vocês deveriam fazer esse jantar no restaurante do hotel. -- Sugeriu Arth. -- Porque? -- Questionou Kyle. -- Se se encontrarem com Buck no hotel Onde está hospedado, podem sair quando quiserem. Se tudo for bem, podem ficar e apreciar comida razoável de Gay. -- Razoável? -- Disparou Gay. -- Se pestiver tudo perfeitamente bem, podem apreciar as minhas sobremesas soberbas. -- Eu odeio mas a cada dia! -- O primo resmungou. -- Mas se as coisas saírem do controle, não vão precisar levar Buck a lugar nenhum. Ele e seus filhos já estão por lá mesmo. Não terão que se preocupar com quem vai no carro de quem, ou como chegar até estrada, esse tipo de coisa. Se quiserem ir embora, é só ir. Théo se sentou, a expressão de sofrimento desaparecendo. -- Sabe... É uma ótima ideia. ARTh bebericou seu drink antes de admitir: -- O que posso dizer? Tenho anos de prática em sair de péssimo jantares em família. Théo acompanhou Arth e Gay no caminho de volta, deixando Gay em casa primeiro e depois caminhando pela floresta em direção à costa. A pouco mais de 1km de casa, Arth parou. Quando ele encarou, Arth sorriu e por alguma estranha razão ele pensou que estava prestes a receber um beijo. E queria muito recebê-lo. Queria tanto que ele o beijasse, que podia até sentir o gosto nos lábios. Em vez disso, ele falou: -- Obrigado por ter vindo comigo. -- Posso ir até lá... -- Não, aqui já está bom. Théo se aproximou. -- Está com medo de me levar até sua casa, Arth? Tem medo que eu não saia até de manhã? -- Do jeito que essa cidade funciona? -- Ele riu. Eu sei que não sairia. -- Uau, mas você é convencido! -- Não sou convencido. Só sei como as coisas funcionam na cidade dos metamorfos. Uma noite leva a outra, que leva a outra, até que um dia olhe em volta e todas as suas coisas vão estar na minha casa, e você vai estar perguntando onde está o seu café da manhã . -- Ora, por favor... -- Já vi isso várias vezes nos últimos dez meses em que estou aqui, com casais que eu não imaginava junto nem em um milhão de anos. Sinto muito lindão, mas comigo não já fiz minha parte, passei por tudo isso... -- Arthur deu um tapinha nos ombros de Theodoro. -- Mas Obrigado por pensar em mim. Arth se afastou, ele já estava a vários metros de distância quando parou e olhou sobre o ombro. -- E não me siga para ter certeza que cheguei bem. Seria arrepiante sentir você se esgueirando as minhas costas. Theodoro odiava que Arthur eu conhecesse tão bem. Antes de percorrer a última parte do caminho até a sua casa, Arth esperou o. Queria se certificar de que Theodoro não seguiria. Sabia que ele o faria só para protegê-lo, embora agradecer sem intenção, não queria ter de lidar com as consequências de algo assim. E os deuses sabia que haveria do tipo de consequências. Confiante de que o lobo tinha seguido para sua própria casa, Arth tomou fôlego ergueu as mãos, com as palmas para cima e os dedos separados. Começou a cantar, enquanto se movia pelo caminho. Quando estava a quinze ou vinte metros de distância, todos eles se voltaram para ele. O poder que acumulava entre as mãos lampeja, quente e brilhante, e ele liberou. Ele voou, movendo se através do perímetro da casa. Quando acabou o, tudo estava em silêncio, mas Arth sabia que eles voltariam. Sabia que não teria um descanso naquela noite, como tampouco tivera nas últimas semanas. Respirando fundo, exausto, entrou em sua casa. Rico saudou na porta, já de volta a sua antiga personalidade. -- Olá, meu bem. cheguei. O pássaro guinchou para ele, que se voltou a tempo de ver que o feitiço que usaram um dos mais poderosos, só funcionava por tempo suficiente para que ele chegasse até o chalé. aqueles que ele afastaram não apenas tinham voltado, como também tinham aumentado de número. Um correu até Arth, avançando pela escada da varanda. E entrou batendo a porta, selando com as palavras. Mas eles já estavam batendo nas paredes. E nas portas, e nas janelas. Queriam entrar. E não iam parar até conseguir. Engolindo um início de pânico, Arth andou pela casa, olhando ao redor. Ainda estava salvo ali embora, com tanto barulho não fosse conseguir dormir. Mas já que não poderia descansar, poderia pesquisar foi até a estante onde guardava seu grimório e seus livros de feitiços ponto tirou a jaqueta enquanto isso os títulos. uma lombada destacava se das outras, mas ele ignorou. Sabia o que aquele livro diria para fazer você queria acabar com a bagunça do lado de fora . Também sabia que funcionaria. De uma vez por todas. Mas se fizeram uma promessa ao seu primo.Diabos, fizeram uma promessa assim mesmo. Não a quebrarei agora. Ainda desesperado entretanto, pegou outro livro um punhado deles, e foi para sala ligou a televisão com o volume bem alto e começou a trabalhar, fazendo tudo o que podia para bloquear o que acontecia do lado de fora .
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