Gabriel Sangue e lume se misturavam no horizonte da Rocinha enquanto eu engatilhava meus sentimentos para a guerra. A notícia havia chegado como um soco: Carol, minha rainha de aço e veludo, era refém de Roni em seu próprio território, distante de qualquer compaixão. Meus homens se dispersaram em patrulhas de busca; agora, no entanto, só eu poderia resgatá-la antes que a polícia de Henrique – meu rival impiedoso – me impedisse por decretos vazios. Sentei-me no topo de um barranco improvisado, coração trovejando como motor de caminhão carregado de pólvora. A lua minguante se escondia atrás de nuvens carregadas, mas eu sentia o fogo dela ainda vibrar na pele. Cada lembrança de Carol – o sorriso aceso, a voz doce despertando minha fúria – batia com força, alimentando a adrenalina que percor

