Carol Eu nunca imaginei que a liberdade pudesse pesar tanto no meu peito. Quando me deram a chance de fugir, senti a adrenalina correndo nas veias, como se cada passo me conduzisse para fora daquele mundo de sombras e correria de traficantes. Mas, por trás de cada batida acelerada do meu coração, ecoava a lembrança dos momentos que vivi ali dentro: o caos das ruas estreitas, o calor sufocante das vielas, o barulho dos tiros à distância. E, acima de tudo, ele — Gabriel — o homem que me deu razão para ficar. A oferta surgiu de raspão, como um sopro de esperança atravessando as grades do cativeiro. Uma fresta na vigilância dos homens de Gabriel, um deslize fatal na patrulha noturna. Dizia-se que, se eu conseguisse atravessar aquele beco m*l iluminado até a favela vizinha, encontraria um con

