A luz suave da manhã entrou pelas frestas da cortina, espalhando tons dourados pelo quarto. Consegui abrir os meus olhos devagar, sentindo ainda o peso da noite anterior. O corpo parecia cansado, como se tivesse corrido uma longa maratona, mas a mente estava um pouco mais leve. Eu respirei fundo, observando o teto, até que eu me dei conta de que não estava sozinha. Sentado numa poltrona ao meu lado da cama, o meu pai me observava em silêncio. Os olhos dele estavam vermelhos, denunciando que m*l havia dormido. — Pai... — murmurei, com a voz baixa, devagar. Ele levantou-se imediatamente, aproximando-se, mas mantendo a delicadeza de não invadir o meu espaço. — Bom dia, minha filha... — disse, com um sorriso tímido, ainda carregado de emoção. — Dormiu bem? Me fala preocupado Eu desviei o

