cap 04 e esse convite

1997 Palavras
Melissa . . . 20:12pm. . . Deslizo o aplicador de batom sobre os meus lábios, colorindo os mesmos de vermelho. Me olho através do espelho gostando da maquiagem simples, preparei bem a pele e nos olhos fiz um delineado e colei cílios postiços. O que fez a maquiagem se destacar foi o batom. Aah, já estava esquecendo, passei iluminador se não for para ficar igual um vagalume eu nem passo. Deslizo o body pelo o meu corpo e prendo o fecho, sub0 o short jeans pelas minhas pernas arrumando o mesmo no quadril. Olho através do espelho vendo se ficou bom, hoje optei por um body rendado preto e short jeans de lavagem escura, para dar um charme coloco um cinto prateado. Até mais cedo estava pensando em ir de vestido, mas sei que vou ficar desconfortável para dançar e com medo de pagar calcinha, fora os olhares maliciosos sobre mim que vão me deixar desconfortável. - Que mulherão! - Falo me olhando através do espelho. - Me pegava, f**a-se. Pego o celular para conferir as horas, são oito e quarenta. Chamo um Uber que está a cinco minutos daqui. Calço oS meus saltos, pode ser que amanhã eu acorde Com os pés doloridos mas faz tempo que não uso eles. Quando calço salto, fico me achando poderosa, estranho? Talvez, mas ficO uma bela de uma gostosa nesses saltos. Borrifo perfume para finalizar já que o creme passei antes de começara me maquiar. Coloco a identidade junto com dinheiro na capinha do celular, detesto sair de bolsa, enfio tudo na capinha mas não saio de bolsa. Desligo todas as luzes, tranco a porta deixando a chave debaixo do vaso de flores, não me arrisco em levar chave comigo quando vou beber. Entro no elevador apertando o número da portaria. - Boa noite, Márcio. - Desejo ao porteiro. - Boa noite, Melissa. Já vai aproveitar a vida né? - Brinca me fazendo rir. - Tem que ir né, Márcio. - Isso mesmo menina, aproveita bastante. - Pode deixar comigo. - Sorrio saindo do prédio. Vejo que o Uber já chegou, entro dentro do carro preto sentando atrás do banco do motorista. - Boa noite. - Desejo fechando a porta. - Boa noite. - Responde dando partida. - Comunidade da maré, isso mesmo? - Confirmo murmurando um "isso". No caminho troco mensagem com Gabriel, digamos que eu vá chegar um pouco atrasada. Falei com ele que ele já pode ir que encontro o mesmo no baile, como hoje é sábadoo movimento do trânsito está cheio. Faço um boomerang dentro do Uber deixando para postar depois. Depois de uns vinte minutos o motorista para em frente da barreira, de longe vejo alguns homens. -A senhorita tem certeza que é aqui mesmo? - Me olha através do retrovisor. - Absoluta. - Falo entregando o dinheiro para ele. - Boa noite. - Boa noite, toma cuidado que aqui é muito perigoso. - Fala antes de eu sair do carro. O perigo sou eu. Não acredito gue vou ter que subir esse morro de salto. Respiro fundo tomando coragem, ao aproximar da barreira vejo quatro homens armados. - Boa noite. - Falo ao passar por eles, não espero que me respondam e continuo andando. Eu que não vou andar rápido ainda mais que estou de salto, Gabriel que me espere. Vou andando no meu tempo, no caminho sinto alguns olhares sobre mim, não só de homens mas também de algumas mulheres, deixo isso de lado e continuo andando, uma moto para do meu lado me fazendo recuar. - Assustou, princesa? - Lipe pergunta rindo. - p**a que pariu, que susto! - Falo com a mão no coração. Lipe é um amigo que fiz quando morei aqui, amigo de Relíquia. - Achou que era quem? - Apoia o pé no chão. - Sei lá, nem pensei direito, achei que era um bandido. - Suspiro aliviada. - Um bandido de verdade.. Quer dizer, não que você seja de mentira e.. aah você entendeu. Lipe ri concordando com a cabeça. - Tá fazendo o que por aqui? Mó cota que tu não aparece. - Vim pro baile. - Desse jeito cê não chega lá tão cedo, bora que eu te deixo lá. Não precisa dele falar duas vezes, subo na moto com cuidado por causa dos saltos. O que levaria séculos para chegar, eu cheguei em menos de três minutos. - Obrigada. - Agradeço quando ele me ajuda a descer. - Você não vại vir não? - Tenho que passar no barraco primeiro. Agradeço ele novamente, ele me poupou de uma bela caminhada, me despeço provavelmente mais tarde vou vê-lo novamente. Ao entrar no corredor da quadra fechada vejo Gabriel me esperando enquanto rebola, combinei dele me esperar na entrada. - Que mulher é essaaaa! - Gabriel fala me abraçando. - Consegui sentir o poder de longe. - Aiin, paraa assim eu fico com vergonha. - Me faço de tímida - Você também está lindo! Não é porque é meu amigo, mas Gabriel é muito lindo. - Você demorou tanto que já tô quase acabando o meu copo. - Ergue o copo me dando o outro cheio. Gente, desde quando ele estava com esses copos que eu nem vi? -O trânsito estava cheio. - Explico bebendo um pouco do líquido. Quando saímos do corredor somos recebidos pela música alta, o baile já está cheio. Por volta desse horário que ele começa ficar bom, quanto mais tarde melhor. - Chegamos na hora certa. - Gabriel ergue o copo comemorando. -Vamo de brinde pra começar a noite. -Que comece a jogação. - Brindo rindo. - SE DESCOBRE QUE EU SOU BANDIDO ELA JOGA COM FORÇA QUERENDO ME DAR. - Biel canta do nada colocando a mão no joelho começando a rebolar no meio do caminho. - AIII GABRIEL, QUE DÁ PROS AMIGUIM DA BOCAA. - Canto acompanhando Biel nos movimentos. Fomos andando mais pro meio da multidão, achando um lugar bom para ficarmos. Viro o whisky que Gabriel me deu. - Aaah não, essa eu tenho que dançar! BOTA A MÃO NA PAREDE!! Coloco a mão no joelho descendo com ele até o chão na mesma sincronia. - QUE ISSO AMOR. - Gritamos. E aqui estamos nós dois indo para o nossO segundo balde de cerveja. - Amiga, olha quem chegou, desfaça e olha pra escada do camarote, pelo amor de Deus, não vira agual ao exorcista. - Biel cochicha no meu ouvido. Riu e disfarço ajeitando o meu cabelo, olho para a escada do camarote e de longe consigo reconhecer Relíquia de costas e uma loira em sua frente, não consigo enxergar direito mas ela parece ser bonita, os dois estão subindo as escadas. Dou de ombros virando para Gabriel novamente. - E aí, bicha. - Imito o meme. - Bora dançar. Fazia um bom tempo que eu não curtia um baile com Gabriel. Rebolo sentindo Biel sarrar em mim quem olha assim até acha que somos um casal, mas só até Gabriel abrir a boca. Quando o beat aumenta ouço o grito de Biel me incentivando a dançar. . . (...) 01:11am. . . . Duas amigas de Gabriel se juntaram a nós, agora estamos nós quatros. Não parei um minuto se quer de dançar, disposiçāo para dançar é o que eu mais tenho. - Vamo no banheiro rapidinho. - As duas garotas avisa, faço um joinha com a mão dando um tempo de rebolar. Tenho a sensação de que estou sendo observada, certeza que alguém está me olhando. Olho para os lados até que o meu olhar vai para o camarote, meu olhar bate com o de Relíquia, ele está apoiado na grade, desvio o olhar virando o resto da cerveja. Biel está no maior flerte com um carinha, daqui consigo enxergar a fumacinha saindo. Gabriel e seu famoso fogo no r**o, já estou até vendo ele me deixando para ir f***r. Estou distraída até que um rapaz chega em mim, noto a grande arma em sua mão. Senhor, Deus é mais! - Firmeza? Relíquia quer bater um papo contigo. - Olho pra cima vendo o indivíduo com um baseado entre os dedos. Penso uma, penso duas, penso três. Não estou fazendo nada mesmo, Gabriel já está quase se pegando com o garoto e a curiosidade de saber o que ele quer comigo é grande. - Só um minuto. - Vou até Gabriel. - Vou ali rapidinho. - Falo em seu ouvido por causa da música, ele já entende concordando com a cabeça. Sigo o garoto até o camarote. - Tá comigo. - O rapaz avisa aos seguranças que não reclamam quando subo as escadas. - Aé chefia, tá entregue. - Aponta para mime Relíquia concorda com a cabeça. Varro o local com os olhos procurando a loira, vai que ela cisma comigo, não quero briga com ninguém, ainda mais por homem. Deus que me livre! Ainda mais quando o homemé Relíquia que não vale nada. - Fala. - Apoio a mão na barra de ferro. - Tô tranquilo também, bom que tu perguntou. - Debocha apagando a ponta do baseado. Agradeço mentalmente por ele apagar, o cheiro me deixa com dor de cabeça. - Estou falando sério, Relíquia. - Encaro ele que agora afasta da grade. - Me chamou aqui para? -Achei que tu não ia vir. - Ignora a minha pergunta. - Nem eu sabia que eu ia. - Admito tendoo seu olhar sobre mim. - Gabriel me chamou hoje mais cedo. - Meu convite tu ignora. - Confirma com a cabeça olhando para o líquido do seu copo. -- Tudo certo, Melissa. - Diz bebendo o que julgo ser whisky. - Você não me "convidou" - Faço aspas com os dedos. - Que eu me lembre você disse "cola lá na comunidade". Não é assim que se faz um convite, você tem que dizer: Melissa, sua linda e maravilhosa, além de tudo gostosa, você quer ir ao baile comigo? Ele olha pra mim segurando a risada, mas assim que eu falo "você que ir ao baile comigo?"" ele ri passando a mão no queiX0. Mordo o lábio inferior segurando a risadae encost0 na grade. - Ir ao baile comigo? É sério memo isso aí, Melissa? - Ri. - O que tu quer mais? Buquê de flores? - Debocha se afastando indo até o balcão de bebidas, sigo ele apoiando os meus braços na bancada. - De preferência rosas. - Vai ser rosado mesmo. Ô, tenho um convite melhor pra tu. - Aproxima apoiando cada mão de um lado no balcão me encurralando. -E qual seria? - Afago sentindo os seus dedos na minha nuca. - Se liga no convite. - Solta uma risadinha e puxa a minha nuca aproximando a boca do meu ouvido. - Melissa, tu aceita ir pra minha residência f***r? Quando vou responder um rapaz aparece chamando por Relíquia. -Ö Relíquia, tão precisando da tua voz no bagulho lá. - Relíquia muda de expressão fechando a cara. - Deu a tua hora. - Seu tom é frio acompanhado do seu olhar. Não gosto do jeito que ele fala comigo mas não rendo assunto. Passo por ele e varro o olhar pelo camnarote onde tem diversos homens, deduzo serem importantes no tráfico. Desço as escadas saindo dali o mais rápido possível, passo pelos seguranças e entro no meio da multidão encontrando as duas amigas de Gabriel. - Gabriel foi embora? - Pergunto a morena que não lembro o nome. - Iih mona, ele pdiu pra te avisar que já voltava. - De cara sei o que ele foi fazer. - Gabriel não para quieto. Fico conversando com as duas garotas enguanto bebo. Por volta das duas e meia Gabriel aparece, ficamos curtindo até tarde. Lembro que pedimos vários baldes de bebida, um atrás do outro, até que todos oS momentos vão virando flashes. Eu e Gabriel dançando. Gargalho de algo que uma das meninas diz. Viramos a latinha de cerveja.. Até que os flashes vão diminuindo. . . .
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR