Melissa . . .
Sábado. . .
O r**m de morar sozinha é que se você não cozinhar,
você vai ficar com fome. Gastar dinheiro sempre pedindo
comida não tem como.
Sábado chegou radiante com sol, ótimo dia para pegar
ma praia, beber uma gelada. E o que eu estou fazendo?
Deitada até agora. Sempre que chega o final de semana
eu estou destruída, vontade de fazer nada.
Tiro o celular do carregador para checar as horas, duas
e treze, achei que era mais tarde. Desbloqueio a tela
entrando no w******p, respondo algumas mensagens
novas deixando outras não mito importante para
responder depois. Entro na conversa da minha mãe
vendo que ela me mandou mensagem de bom dia, só Deus
sabe como sinto saudade da minha família.
Estou no Rio mais ou menos um ano e meio, nesse
meio tempo fui só uma vez para a minha antiga casa. A
faculdade pega uma grande parte da minha vida, não
consigo encaixar uma viajem no meio da minha rotina,
e não vale a pena ir em um final de semana, além de
ser muito cansativo. Sou de Minas Gerais, para ser mnais
específica morava em Belo Horizonte.
Mas quando falo que sinto saudade da minha família, me
refiro a minha mãe, pai, irmã e m*l, m*l uma tia. O resto
são parentes, tenho nem contato.
Respondo a mensagem da minha mãe falando que mais
tarde ligo para ela. Levanto da cama com a coragem que
não tenho, passo no banheiro rapidinho e jogo uma água
no rosto para acordar, sÓ assim para começar meu dia.
- Oh! Deus, perdoe esse pobre coitado. - Canto batendo no
balcão. - Que de joelhos rezou um bocado, pedindo pra
chuva cair, CAIR SEM PARAAR. Acho que vou me escrever
no The Voice.
Meus vizinhos que tem sorte de morar do lado de uma
cantora igual a mim, escutam o meu show de graça.
Confiro as horas no celular vendo que ainda são duas
e meia, resolvo estender as roupas que coloquei na
máquina ontem a noite. Tiro as poucas peças que lavei
e as coloco em m balde, estendo peça por peça no varal
aproveitando que está batendo sol.
Como já estou Com a mão na massa, passo uma vassoura
em cada cômodo, aproveitando já para arrumar o meu
quarto. Não sei de onde sai tanta bagunça sendo que
eu quase não paro em casa, dobro 0s cobertores e os
guardo em seguida estico o lençol e arrumo as almofadas.
Arrumo a penteadeira que eu dei meu rim para
comprar, guardando as maquiagens espalhadas deixando
a penteadeira sem nenhuma bagunça. Passo a vassoura
para finalizar o quarto.
Hoje a casa está fácil, não tem muita coisa para fazer.
Agora só falta lavar a louça e varrer a cozinha. Ligo a tv
da sala entrando no YouTube, não consigo arrumar casa
sem música. Dou o play na música "acaso" escutando o
batidinho envolvente.
- Ai, Deus, essa toca na alma.. - Pego a vassoura indo
para a cozinha. - VAI VER QUE UM DIA A GENTE SE
ENCONTRA. - Canto balançando o quadril dançando com a
vassoura. - VAI DEIXAR O ACASO TOMAR CONTAAAA.
Lavo a pouca louça que sujei ontem, não aguento acumular as coisas na pia, tenho um grande toque em relação a isso. . .
(...)
Fui acabar de arrumar casa três e dez. Só agora que
comecei a sentir fome, mas não é fome de comida. Um
pastelzinho cairia bem agora, hoje é final de semana, hoje
pode. Entro no Ifood procurando a pastelaria onde eu
sempre compro, peço dois pastéis de queijo com milho,
meu favorito. Confirmo o pedido vendo que vai chegar
mais ou menos daqui uns vinte e poucoS minutos.
Deito no sofá para esperar o meu pedido enquanto isso
entro no w******p, a bonita da minha mãe disse que
era pra mim ligar para ela mas sumiu. Heloísa minha
parceira de festa sumiu também, queria sair para
aproveitar o sábado.
Vejo a mensagem de Alex, um ficante me chamando para
uma resenha, invento uma desculpa falando que estou
cheia de coisa da faculdade, sem clima pra ficante hoje.
Fico entretida no w******p até que chega mensagem
do Ifood falando que o meu pedido chegou, é dessa
mensagem que eu gosto.
Calço o chinelo rápido pegando o dinheiro na capinha do
celular, nessa hora a gente até troca os chinelos. Desço até
a portaria encontrando o motoboy.
- Boa tarde. Deseja abrindo a mochila. - Melissa, né? -
Pergunta lendo no papelzinho.
- Isso mesmo. Obrigada. - Entrego o dinheiro pegando o
pacote.
- Agradeço pela preferência, uma boa tarde.
- Igualmente, bom trabalho. - Desejo entrando de volta na
portaria.
Chamo o elevador, dou uma leve rebolada em frente ao
espelho como de costume.
- Boa tarde. - Desejo ao morador que entra no elevador
assim que eu saio.
Ao chegar no meu apartamento tranco a porta. Só de
sentir o cheiro de pastelo meu estômago revira de fome.
Estava pensando em passar uma máscara no rOsto para
ela agir enquanto eu com0, mas essa máscara vai ficar
pra próxima. Viro o suco de laranja que fiz ontem a noite
no copo e levo pra sala junto com o vidro de ketchup.
Conecto a tv na Netflix e coloco na série "Orphan Black".
- Enfim, iberdade ou solidão? - Pergunto para mim
mesma dando play na série.
Não dá nem dez minutos de série e o meu celular toca,
vejo o nome "Gayzinho lindo " estampado na tela.
Deslizo o dedo atendendo a ligação dando pausa na série. .
Ligação on . . .
- Fala comigo. - Falo assim que atendo.
"Fala comigo" quero saber o que tu tájfazendo de tão
importante que não responde as minhas mensagens!- Ouço
o tom de voz revoltado.
- Uii, ele tá estressado. - Provoco rindo. - Estou almoçando.
Belo almoço, Melissa. Meu subconsciente responde.
-O que é de tão importante? - Completo.
- Você tá livre hoje? Vai ter baile aqui na maré, bicha. -
Mordo um pedaço do pastel rindo do jeito que Gabriel fala,
eu não aguento esse "bicha" dele.
Gabriel é um amigo que eu fiz quando morei por um
tempo na comunidade. Mesmo que eu tenha ido embora
de lá, mantivemos contato, sempre nos encontramos.
- Não sei, Biel. - Murmuro pensando. - Vocêé mó safado,
me chama mas na primeira oportunidade me deixa sozinha
pra ir ficar com alguém.
-Que mentira. - Se faz de ofendido. - Pior que vou mesmo.
- Admite me fazendo ri. - Você sabe que eu te anmo, mas não
resisto a tentação. Além do mais, você sabe quem vai tú lá.
Relíquia. Agora lembro que ele comentou sobre o baile.
- Hurum, sei. - Murmuro dando outra mordida no pastel.
- Mesmo que ele esteja não vai dar em nada. Eu juro
Gabriel, se você me abandonar nesse baile eu vou apagar
esse seu fogo no r**o. - Do outro lado da linha ouço a sua
comemoração.
- Você sabe que o fogo aqui só abaixa com o extintor.
- Gargallho me engasgando com o pastel. – Morre não,
Melissa, não até a hora do baile.
- Você não presta. - Falo bebendo o suco para o pastel
descer. - Que horas?
- Lá pras nove.
- Tá bom, te encontro as nove na pracinha.
Ligação off . . .
Fico conversando com Gabriel, colocando as fofocas em
dia. O que era para ser minutos, acabou se tornando
horas, fomos encerrar a ligação cinco e pouca da tarde,
isso porque o meu celular estava descarregando. Conecto
o celular no carregador para que ele fique com carga
para mais tarde.
Resolvo fazer uma hidratação rapidinha no cabelo. Lavo
apenas com shampoo, divido o cabelo em mechas e vou
aplicando a misturinha que fiz de creme com ampola
de vitamina e pantenol. Aplico no comprimento e vou
subindo massageando os fios, passo o Creme dois dedos de
distância da raiz, meu cabelo é oleoso e se eu passar na
raiz aí que vai poder fritar um ovO na minha cabeça.
Faço um coque e coloco a touca térmica, enquanto o
creme vai agindo passo uma misturinha de argila verde
no rosto. Vou borrifando água no rosto para a argila não
secar. Depois de uns vinte minutos, tiro a hidratação no
chuveiro finalizando com o condicionador. Aproveito e
tomo banho de uma vez.
Saio enrolada na toalha e vou para o meu quarto, acabo
de me secar e visto um blusão, tenho o costume de vestir
a roupa so quando já estou com a maquiagem feita.
Tiro a toalha do cabelo e passo um protetor térmico nós
fios. Separo em mechase vou secando com o secador,
tendo auxílio de uma escova para puxar os fios. Quando
término a escova separo em mechas de novo e venho com
a chapinha. Ao terminar venho com o ar frio do secador,
para finalizar passo o aparador de pontas. . . .