cap 03 bora pro baile

1497 Palavras
Melissa . . . Sábado. . . O r**m de morar sozinha é que se você não cozinhar, você vai ficar com fome. Gastar dinheiro sempre pedindo comida não tem como. Sábado chegou radiante com sol, ótimo dia para pegar ma praia, beber uma gelada. E o que eu estou fazendo? Deitada até agora. Sempre que chega o final de semana eu estou destruída, vontade de fazer nada. Tiro o celular do carregador para checar as horas, duas e treze, achei que era mais tarde. Desbloqueio a tela entrando no w******p, respondo algumas mensagens novas deixando outras não mito importante para responder depois. Entro na conversa da minha mãe vendo que ela me mandou mensagem de bom dia, só Deus sabe como sinto saudade da minha família. Estou no Rio mais ou menos um ano e meio, nesse meio tempo fui só uma vez para a minha antiga casa. A faculdade pega uma grande parte da minha vida, não consigo encaixar uma viajem no meio da minha rotina, e não vale a pena ir em um final de semana, além de ser muito cansativo. Sou de Minas Gerais, para ser mnais específica morava em Belo Horizonte. Mas quando falo que sinto saudade da minha família, me refiro a minha mãe, pai, irmã e m*l, m*l uma tia. O resto são parentes, tenho nem contato. Respondo a mensagem da minha mãe falando que mais tarde ligo para ela. Levanto da cama com a coragem que não tenho, passo no banheiro rapidinho e jogo uma água no rosto para acordar, sÓ assim para começar meu dia. - Oh! Deus, perdoe esse pobre coitado. - Canto batendo no balcão. - Que de joelhos rezou um bocado, pedindo pra chuva cair, CAIR SEM PARAAR. Acho que vou me escrever no The Voice. Meus vizinhos que tem sorte de morar do lado de uma cantora igual a mim, escutam o meu show de graça. Confiro as horas no celular vendo que ainda são duas e meia, resolvo estender as roupas que coloquei na máquina ontem a noite. Tiro as poucas peças que lavei e as coloco em m balde, estendo peça por peça no varal aproveitando que está batendo sol. Como já estou Com a mão na massa, passo uma vassoura em cada cômodo, aproveitando já para arrumar o meu quarto. Não sei de onde sai tanta bagunça sendo que eu quase não paro em casa, dobro 0s cobertores e os guardo em seguida estico o lençol e arrumo as almofadas. Arrumo a penteadeira que eu dei meu rim para comprar, guardando as maquiagens espalhadas deixando a penteadeira sem nenhuma bagunça. Passo a vassoura para finalizar o quarto. Hoje a casa está fácil, não tem muita coisa para fazer. Agora só falta lavar a louça e varrer a cozinha. Ligo a tv da sala entrando no YouTube, não consigo arrumar casa sem música. Dou o play na música "acaso" escutando o batidinho envolvente. - Ai, Deus, essa toca na alma.. - Pego a vassoura indo para a cozinha. - VAI VER QUE UM DIA A GENTE SE ENCONTRA. - Canto balançando o quadril dançando com a vassoura. - VAI DEIXAR O ACASO TOMAR CONTAAAA. Lavo a pouca louça que sujei ontem, não aguento acumular as coisas na pia, tenho um grande toque em relação a isso. . . (...) Fui acabar de arrumar casa três e dez. Só agora que comecei a sentir fome, mas não é fome de comida. Um pastelzinho cairia bem agora, hoje é final de semana, hoje pode. Entro no Ifood procurando a pastelaria onde eu sempre compro, peço dois pastéis de queijo com milho, meu favorito. Confirmo o pedido vendo que vai chegar mais ou menos daqui uns vinte e poucoS minutos. Deito no sofá para esperar o meu pedido enquanto isso entro no w******p, a bonita da minha mãe disse que era pra mim ligar para ela mas sumiu. Heloísa minha parceira de festa sumiu também, queria sair para aproveitar o sábado. Vejo a mensagem de Alex, um ficante me chamando para uma resenha, invento uma desculpa falando que estou cheia de coisa da faculdade, sem clima pra ficante hoje. Fico entretida no w******p até que chega mensagem do Ifood falando que o meu pedido chegou, é dessa mensagem que eu gosto. Calço o chinelo rápido pegando o dinheiro na capinha do celular, nessa hora a gente até troca os chinelos. Desço até a portaria encontrando o motoboy. - Boa tarde. Deseja abrindo a mochila. - Melissa, né? - Pergunta lendo no papelzinho. - Isso mesmo. Obrigada. - Entrego o dinheiro pegando o pacote. - Agradeço pela preferência, uma boa tarde. - Igualmente, bom trabalho. - Desejo entrando de volta na portaria. Chamo o elevador, dou uma leve rebolada em frente ao espelho como de costume. - Boa tarde. - Desejo ao morador que entra no elevador assim que eu saio. Ao chegar no meu apartamento tranco a porta. Só de sentir o cheiro de pastelo meu estômago revira de fome. Estava pensando em passar uma máscara no rOsto para ela agir enquanto eu com0, mas essa máscara vai ficar pra próxima. Viro o suco de laranja que fiz ontem a noite no copo e levo pra sala junto com o vidro de ketchup. Conecto a tv na Netflix e coloco na série "Orphan Black". - Enfim, iberdade ou solidão? - Pergunto para mim mesma dando play na série. Não dá nem dez minutos de série e o meu celular toca, vejo o nome "Gayzinho lindo " estampado na tela. Deslizo o dedo atendendo a ligação dando pausa na série. . Ligação on . . . - Fala comigo. - Falo assim que atendo. "Fala comigo" quero saber o que tu tájfazendo de tão importante que não responde as minhas mensagens!- Ouço o tom de voz revoltado. - Uii, ele tá estressado. - Provoco rindo. - Estou almoçando. Belo almoço, Melissa. Meu subconsciente responde. -O que é de tão importante? - Completo. - Você tá livre hoje? Vai ter baile aqui na maré, bicha. - Mordo um pedaço do pastel rindo do jeito que Gabriel fala, eu não aguento esse "bicha" dele. Gabriel é um amigo que eu fiz quando morei por um tempo na comunidade. Mesmo que eu tenha ido embora de lá, mantivemos contato, sempre nos encontramos. - Não sei, Biel. - Murmuro pensando. - Vocêé mó safado, me chama mas na primeira oportunidade me deixa sozinha pra ir ficar com alguém. -Que mentira. - Se faz de ofendido. - Pior que vou mesmo. - Admite me fazendo ri. - Você sabe que eu te anmo, mas não resisto a tentação. Além do mais, você sabe quem vai tú lá. Relíquia. Agora lembro que ele comentou sobre o baile. - Hurum, sei. - Murmuro dando outra mordida no pastel. - Mesmo que ele esteja não vai dar em nada. Eu juro Gabriel, se você me abandonar nesse baile eu vou apagar esse seu fogo no r**o. - Do outro lado da linha ouço a sua comemoração. - Você sabe que o fogo aqui só abaixa com o extintor. - Gargallho me engasgando com o pastel. – Morre não, Melissa, não até a hora do baile. - Você não presta. - Falo bebendo o suco para o pastel descer. - Que horas? - Lá pras nove. - Tá bom, te encontro as nove na pracinha. Ligação off . . . Fico conversando com Gabriel, colocando as fofocas em dia. O que era para ser minutos, acabou se tornando horas, fomos encerrar a ligação cinco e pouca da tarde, isso porque o meu celular estava descarregando. Conecto o celular no carregador para que ele fique com carga para mais tarde. Resolvo fazer uma hidratação rapidinha no cabelo. Lavo apenas com shampoo, divido o cabelo em mechas e vou aplicando a misturinha que fiz de creme com ampola de vitamina e pantenol. Aplico no comprimento e vou subindo massageando os fios, passo o Creme dois dedos de distância da raiz, meu cabelo é oleoso e se eu passar na raiz aí que vai poder fritar um ovO na minha cabeça. Faço um coque e coloco a touca térmica, enquanto o creme vai agindo passo uma misturinha de argila verde no rosto. Vou borrifando água no rosto para a argila não secar. Depois de uns vinte minutos, tiro a hidratação no chuveiro finalizando com o condicionador. Aproveito e tomo banho de uma vez. Saio enrolada na toalha e vou para o meu quarto, acabo de me secar e visto um blusão, tenho o costume de vestir a roupa so quando já estou com a maquiagem feita. Tiro a toalha do cabelo e passo um protetor térmico nós fios. Separo em mechase vou secando com o secador, tendo auxílio de uma escova para puxar os fios. Quando término a escova separo em mechas de novo e venho com a chapinha. Ao terminar venho com o ar frio do secador, para finalizar passo o aparador de pontas. . . .
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