O silêncio voltou devagar. Não abrupto, não constrangedor — apenas denso, quente, carregado de tudo que ainda pairava no ar. O galpão parecia diferente agora, como se tivesse testemunhado algo que não podia ser desfeito. Elowen permanecia deitada, o corpo ainda sensível, a respiração aos poucos encontrando ritmo. O concreto frio sob a pele contrastava com o calor que ainda vinha de Kael, que estava ao lado dela, apoiado em um dos braços, o olhar perdido no teto alto e escuro. Ele não disse nada. E isso, de alguma forma, dizia tudo. Kael Ravelli nunca foi um homem de depois. Sempre houve antes — planos, estratégias, mortes — e durante — ação, controle, comando. Mas o depois… o depois sempre foi território desconhecido. Elowen virou o rosto devagar para observá-lo. O cabelo dele esta
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