Riven não devia estar ali. Essa foi a primeira coisa que pensou quando estacionou o carro a dois quarteirões do prédio de Nyra. Não porque fosse perigoso — ele conhecia bairros piores — mas porque aquela visita não constava em nenhum plano. Não era uma ordem de Kael. Não era estratégia. Não era guerra. Era consciência. E isso o irritava. A explosão na mansão já tinha ficado para trás havia dias, mas o cheiro de fumaça ainda parecia grudado na memória. Ele lembrava de Nyra sendo puxada às pressas para fora, do sangue seco na têmpora dela, do olhar afiado demais para alguém que dizia não se importar com nada. Ele mesmo mandara um dos homens levá-la para casa. Só garantir que ela chegou viva, dissera a si mesmo. Agora estava ali, quebrando a própria regra. Subiu os degraus do prédio se

