O galpão ficou silencioso demais quando Riven saiu. O som do portão metálico se fechando ecoou pelo espaço vazio como um aviso: agora não havia mais ninguém entre eles e o que vinha sendo evitado desde o início. A chuva batia no telhado irregular, pingando em algum ponto distante, marcando um ritmo lento, quase provocador. Elowen sentiu primeiro. Não foi pensamento — foi o corpo. O modo como o ar mudou. Como Kael permaneceu parado perto da porta por tempo demais, os ombros tensos, a respiração profunda demais para ser apenas cansaço. Ela se levantou devagar. O concreto frio sob os pés despertou seus sentidos, mas foi o olhar dele que a fez prender o fôlego quando ele se virou. Os olhos escuros a percorreram sem pressa, como se Kael estivesse se permitindo, pela primeira vez, vê-la se

