O amanhecer chegou sem pedir permissão. O galpão ainda estava envolto por sombras quando Elowen abriu os olhos. Dormira pouco — cochilos curtos, interrompidos por pensamentos que se chocavam como tiros ricocheteando na mente. O concreto frio sob o colchão improvisado lembrava, a cada movimento, que conforto não existia mais. A guerra tinha cheiro. E ela estava respirando isso agora. Do lado de fora, vozes baixas. Passos firmes. Armas sendo verificadas. Ela se sentou devagar, passando a mão pelo rosto, quando a porta de metal rangeu. Kael entrou. Usava roupas simples, pretas, sem qualquer símbolo que o denunciasse como o homem que comandava metade da cidade pelas sombras. Mas não havia disfarce possível para o que ele era. O controle estava no jeito como ocupava o espaço. Como se o am

